Novo ataque israelita a Beirute faz pelo menos cinco mortos. Irão promete resposta mais forte em caso de retaliação
Rede social X / Emanuel (Mannie) Fabian

Novo ataque israelita a Beirute faz pelo menos cinco mortos. Irão promete resposta mais forte em caso de retaliação

Pelo menos 32 pessoas, incluindo várias mulheres e crianças, morreram e dezenas ficaram feridas em ataques israelitas no sul de Gaza, na terça-feira à noite e esta quarta-feira. Governo do Irão confirmou o lançamento de 200 mísseis contra Israel num ataque lançado na noite de terça-feira.
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O Ministério da Saúde do Líbano fez saber que pelo menos cinco pessoas morreram nos bombardeamentos israelitas na noite desta quarta-feira contra Beirute, noticia a Sky News. 

Oito pessoas terão ficado feridas na sequência de mais uma noite de ataques contra a capital do Líbano.   

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, confirmou a organização pelo governo de um voo 'charter' para retirar cidadãos norte-americanos do Líbano que o tinham solicitado.

Novos voos deste tipo podem ser organizados, "desde que haja procura"

Miller especificou, em conferência de imprensa, que foram repatriadas mais de uma centena de pessoas.

O avião já levantou de Beirute e está a caminho da capital turca, Istambul.

Cerca de sete mil pessoas inscreveram-se no registo do Departamento de Estado a pedir informações sobre as formas de sair do território libanês, detalhou a estação televisiva CNN.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram na noite desta quarta-feira que estão a realizar um "ataque direcionado" contra Beirute, capital do Líbano, segundo The Guardian

De acordo com o jornal britânico, foram reportadas grandes explosões nos subúrbios a sul da capital do Líbano.

O exército israelita adiantou que serão dados mais tarde detalhes da operação.

De acordo com a BBC terá sido atingido um edifício em Beirute que funcionava como centro de saúde associado ao Hezbollah

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, garantiu esta quarta-feira que o Irão "não procura a guerra", mas prometeu "uma resposta mais forte" em caso de retaliação israelita ao ataque massivo de mísseis, na terça-feira, de Teerão contra Israel.

Se Israel "quiser responder, teremos uma resposta mais forte", destacou o chefe de Estado, numa conferência de imprensa conjunta com o emir do Qatar, o xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, em Doha.

O Irão "não procura a guerra, é Israel que nos pressiona para reagir", acrescentou Pezeshkian.

O líder iraniano reagiu um dia depois de um ataque iraniano contra Israel com recurso a cerca de 200 mísseis, 90% dos quais, segundo Teerão, atingiram o seu alvo.

Um grande número foi intercetado pelo sistema antimíssil, de acordo com o Exército israelita, que esclareceu hoje que os mísseis caíram sobre bases aéreas do país, sem causar danos.

Este ataque direto iraniano a Israel, o segundo desde abril, fez soar sirenes por todo o país, ferindo duas pessoas em Israel e matando um palestiniano na Cisjordânia ocupada, segundo os serviços de emergência e um responsável palestiniano.

"O objetivo malicioso do regime sionista é semear a insegurança e espalhar a crise na região", acusou ainda o presidente iraniano.

"O que pedimos aos Estados Unidos e aos países europeus é que digam à entidade que estabeleceram na região [Israel] para parar o derramamento de sangue", acrescentou.

Com os seus ataques contra o Hezbollah no Líbano, Israel está a empurrar a região "para a beira do abismo", alertou, por sua vez, o Emir do Qatar.

O xeque criticou ainda os ataques israelitas na Faixa de Gaza, garantindo que Doha vai continuar os seus esforços de mediação para negociar um acordo de cessar-fogo na guerra desencadeada há quase um ano por um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas palestiniano em solo israelita.

O Ministério da Saúde do Líbano indicou esta quarta-feira que nas últimas 24 horas morreram pelo menos 46 pessoas em ataques israelitas contra o território libanês, refere a CNN International.

As autoridades do Líbano acrescentaram que 85 pessoas ficaram feridas na sequência da ofensiva das Forças de Defesa de Israel.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) desaconselhou esta quarta-feira voos no espaço aéreo iraniano até 31 de outubro, à luz dos ataques de mísseis lançados esta terça-feira por Teerão contra Israel.

De acordo com a sua última atualização sobre zonas de conflito, a EASA recomenda "não realizar voos no espaço aéreo do Irão a todos os níveis de voo".

Esta recomendação é válida até 31 de outubro, embora a agência europeia possa rever e adaptar a mesma.

Num comunicado, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação sublinha que vai continuar a acompanhar de perto a situação, "para avaliar se há um aumento ou diminuição dos riscos para os operadores aéreos da União Europeia [UE]".

Na semana passada, a EASA, na sigla em inglês, já tinha emitido uma recomendação similar relativamente a Israel e ao Líbano, na sequência da intensificação dos bombardeamentos e da deterioração geral da segurança na zona.

A recomendação tem também a duração até final deste mês.

O líder do PS, Pedro Nuno Santos, repudiou hoje que Israel tenha declarado o secretário-geral da ONU 'persona non grata' naquele país, manifestando solidariedade e apoio a António Guterres "pela forma corajosa como tem defendido a paz".

"Quero manifestar toda a minha solidariedade e apoio ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pela forma corajosa como tem defendido a paz e condenado todas as formas de violência no Médio Oriente", pode ler-se numa publicação de Pedro Nuno Santos nas redes sociais.

O líder socialista lamenta e repudia as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, considerando que estas "atingem toda a ONU e não apenas o seu secretário-geral".

Em causa está a posição tomada hoje pelo ministro israelita, Israel Katz, ao declarar o secretário-geral da ONU, António Guterres, 'persona non grata' (que não é bem-vinda) no país, criticando-o por não ter condenado o ataque massivo do Irão a Israel na noite de terça-feira.

"A escalada de violência tem de terminar e deve ser estabelecido um plano para a paz e para o reconhecimento internacional de um estado palestiniano, no quadro da solução dos dois Estados", apelou o líder do PS.

Pedro Nuno Santos apela ainda a uma reação oficial do governo português, o que aconteceu minutos antes desta publicação também através das redes sociais.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, qualificou de "improdutiva" a recente decisão de Israel de declarar o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, como 'persona non grata'.

"Medidas como estas não são produtivas para (Israel) melhorar a sua posição no mundo", avaliou Miller.

"A ONU realiza um trabalho extremamente importante em Gaza e na região. E a ONU, quando atua no seu melhor, pode desempenhar um papel importante em termos de segurança e estabilidade", acrescentou o porta-voz em declarações à imprensa.

A posição de Miller surgiu pouco depois de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em que os Estados Unidos se destacaram como o único membro permanente do órgão a ignorar o ataque de Israel a António Guterres.

Na reunião, os embaixadores de França, Reino Unido, China e Rússia nas Nações Unidas defenderam Guterres e expressaram "apoio total" ao seu trabalho, enquanto a diplomata norte-americana não fez a menor alusão ao assunto.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, anunciou hoje ter declarado o secretário-geral da ONU "persona non grata" no país, criticando-o por não ter condenado o ataque massivo do Irão a Israel na noite de terça-feira.

"Qualquer pessoa que não possa condenar inequivocamente o ataque hediondo do Irão a Israel não merece pôr os pés em solo israelita. Estamos a lidar com um secretário-geral anti-Israel, que apoia terroristas, violadores e assassinos", disse Katz num comunicado.

Os embaixadores de França, Reino Unido, China e Rússia nas Nações Unidas (ONU) defenderam esta quarta-feira António Guterres, após o secretário-geral da organização ter sido declarado 'persona non grata' por Israel, enquanto os Estados Unidos ignoraram o assunto.

Numa sessão de emergência do Conselho de Segurança, o embaixador francês, Nicolas de Rivière, não mencionou Israel, mas quis sublinhar que Guterres "tem o total apoio e confiança de França", enquanto a sua colega britânica, Barbara Woodward, também destacou o seu "apoio total e inequívoco" a Guterres e a toda a ONU pela forma como "estão a lidar com a crise".

Perante o próprio Guterres, o embaixador chinês, Fu Cong, reiterou "o apoio resoluto da China ao secretário-geral pelo seu trabalho" e opôs-se "às acusações infundadas que Israel levantou contra" o ex-primeiro-ministro português.

O embaixador russo junto da ONU, Vasily Nebenzya, foi mesmo o mais enfático na defesa do líder das Nações Unidas: a declaração israelita "é uma bofetada na cara não só da ONU, mas de todos nós", advogou.

"Apelamos a todos os membros do Conselho e à ONU para que reajam contra este ato ultrajante", instou ainda o diplomata.

Ficou a faltar uma mensagem semelhante do quinto membro permanente do Conselho de Segurança: os Estados Unidos, aliado inabalável de Israel.

A sua embaixadora norte-americana junto da ONU, Linda Thomas-Greenfield, não fez a menor alusão ao assunto e limitou-se a agradecer a Guterres pelo seu discurso de hoje perante o Conselho.

Entre os restantes países, destacou-se a mensagem da Argélia, cujo embaixador, Amar Bendjama, manifestou "a total solidariedade da Argélia e a admiração e apoio ao secretário-geral após a incrível decisão" de Israel, que "reflete um claro desdém do sistema das Nações Unidas e da comunidade internacional como um todo".

Também o Governo português instou hoje Israel a "reconsiderar a decisão" de declarar o secretário-geral das Nações Unidas "persona non grata", que lamentou "profundamente", defendendo a "missão indispensável" de António Guterres para garantir o diálogo e a paz.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta profundamente a decisão do Governo de Israel de declarar o secretário-geral da ONU, António Guterres, 'persona non grata'", escreveu o ministério tutelado por Paulo Rangel, na rede social X.

A missão de Guterres, salientou, é "indispensável para assegurar o diálogo, a paz e o multilateralismo".

"Insta-se o Governo de Israel a reconsiderar a sua decisão", apelou ainda o Governo português.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou esta quarta-feira que se opõe a ataques israelitas contra instalações nucleares iranianas, um dia depois de o Irão ter disparado cerca de 200 mísseis sobre Israel.

"A resposta é não", disse à comunicação social Joe Biden, inquirido sobre se apoiaria uma ação desse tipo por parte de Israel.

"Estamos de acordo os sete que os israelitas têm o direito de retaliar, mas devem responder de forma proporcional", acrescentou, referindo-se aos outros líderes do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo, composto, além dos Estados Unidos, por Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada

O Hamas assumiu esta quarta-feira a responsabilidade pelo tiroteio de ontem em Jaffa, no sul de Telavive, que fez sete mortos, avança o Times of Israel.

Os dois homens que dispararam contra israelitas, Mohammad Mesek e Ahmed Himouni, são membros do grupo terrorista, afirmou o Hamas, segundo a publicação.

 O Governo português instou esta quarta-feira Israel a "reconsiderar a decisão" de declarar o secretário-geral das Nações Unidas "persona non grata", que lamentou "profundamente", defendendo a "missão indispensável" de António Guterres para garantir o diálogo e a paz.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta profundamente a decisão do Governo de Israel de declarar o secretário-geral da ONU, António Guterres, 'persona non grata'", escreveu o ministério tutelado por Paulo Rangel, na rede social X.

A missão de Guterres, salientou, é "indispensável para assegurar o diálogo, a paz e o multilateralismo".

"Insta-se o Governo de Israel a reconsiderar a sua decisão", apelou ainda o Governo português.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, anunciou hoje ter declarado o secretário-geral da ONU "persona non grata" no país, criticando-o por não ter condenado o ataque massivo do Irão a Israel na noite de terça-feira.

"Qualquer pessoa que não possa condenar inequivocamente o ataque hediondo do Irão a Israel não merece pôr os pés em solo israelita. Estamos a lidar com um secretário-geral anti-Israel, que apoia terroristas, violadores e assassinos", disse Katz num comunicado.

Devido as últimos acontecimentos, "e num contexto de elevadas tensões regionais", a embaixada francesa em Teerão aconselhou esta quarta-feira os cidadãos franceses que vivem no Irão "a abandonar temporariamente o país logo que o tráfego aéreo internacional seja retomado".

A representação diplomática aconselha ainda os cidadãos franceses "a não viajar para o Irão".

Aos franceses que estão de visita ao Irão "recomenda-se que limitem os seus movimentos, evitem todos os ajuntamentos" e deixem o país "o mais rapidamente possível, assim que o espaço aéreo estiver aberto".

 Os países do G7 manifestaram esta quarta-feira"grande preocupação" com a escalada do conflito no Médio Oriente nas últimas horas, condenando de forma "firme" o ataque iraniano contra Israel, mas dizendo acreditar que "ainda é possível encontrar uma solução diplomática".

Em comunicado, o Governo italiano, na qualidade de presidência em exercício do grupo (que integra também Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido), aponta que, "na sequência do agravamento da crise no Médio Oriente, a primeira-ministra Giorgia Meloni convocou de urgência e presidiu esta tarde a uma conferência telefónica dos líderes do G7", durante a qual "foi reiterada a firme condenação do ataque iraniano contra Israel".

"Num cenário em constante evolução, foi acordado trabalhar em conjunto para promover uma redução das tensões regionais, começando pela aplicação da resolução 2735 em Gaza e da resolução 1701 para a estabilização da fronteira israelo-libanesa", lê-se na nota, em referência a duas resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

A breve nota emitida pelo Governo italiano acrescenta que, "manifestando grande preocupação com a escalada registada nas últimas horas, foi reiterado que um conflito à escala regional não é do interesse de ninguém e que ainda é possível encontrar uma solução diplomática".

"Os dirigentes acordaram em manter-se em estreito contacto", conclui o comunicado.

Ataque israelita em Damasco fez pelo menos três mortos, todos civis, informou esta quarta-feira a agência de notícias estatal Síria SANA, que cita fonte militar, de acordo com a Sky News.

Três outras pessoas ficaram feridas no ataque que teve como alvo um edifício residencial no subúrbio de Mezzah, no oeste de Damasc, acrescentou a agência de notícias.

O Irão negou contactos com os Estados Unidos antes do ataque de terça-feira contra Israel, efetuados em resposta aos assassinatos dos líderes do Hamas e do Hezbollah, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Abbas Araghchi disse, contudo, que Teerão comunicou com Washington após o disparo dos mísseis contra território israelita.

"Antes do ataque, não houve qualquer troca de mensagens" com os Estados Unidos, disse à televisão estatal, referiu.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reagiu esta quarta-feira às críticas de Israel sob a sua reação ao ataque do Irão, afirmando ter condenado implicitamente o regime iraniano numa declaração divulgada na noite de terça-feira.

"Tal como fiz em relação ao ataque iraniano de abril, e como deveria ter sido óbvio que fiz ontem [terça-feira] no contexto da condenação que expressei, condeno veementemente o ataque massivo com mísseis do Irão contra Israel", sublinhou Guterres durante uma reunião do Conselho de Segurança hoje realizada na ONU.

Guterres falava numa reunião de emergência convocada para discutir a situação no Líbano foi feita pouco depois de Israel o ter declarado 'persona non grata' e ter proibido a sua entrada no país por não ter condenado o ataque iraniano.

"Qualquer pessoa que não condene inequivocamente o ataque hediondo do Irão a Israel não merece pôr os pés em solo israelita. Estamos a lidar com um secretário-geral anti-Israel, que apoia terroristas, violadores e assassinos", referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, num comunicado divulgado esta manhã.

Israel anunciou hoje a morte em combate de oito soldados no sul do Líbano, um dia depois de ter anunciado uma incursão terrestre no país vizinho.

As forças israelitas tinham anunciado anteriormente uma primeira baixa no sul do Líbano, mas acrescentou agora mais sete soldados mortos depois de ter avisado as respetivas famílias.

Os combates entre as tropas israelitas e militantes do grupo xiita libanês Hezbollah prosseguiam no sul do Líbano, disseram as duas partes em declarações separadas.

O anúncio surge numa altura em que Israel envia mais tropas e artilharia para a zona fronteiriça, segundo a agência norte-americana AP.

O Exército israelita confirmou hoje que várias das suas bases aéreas foram atingidas no ataque iraniano de terça-feira com mísseis balísticos, mas negou quaisquer danos significativos, afirmando não ter havido ataques a aviões ou paióis.

"Não houve danos que impedissem as operações da Força Aérea em qualquer momento", declarou o Exército, indicando que os danos em áreas civis foram "mínimos" e causados, na maioria, pelo impacto de restos dos mísseis disparados para intercetar projéteis iranianos.

Escusou-se, contudo, a fornecer pormenores sobre a percentagem de interceções, para "evitar dar ao Irão e ao Hezbollah informação que os ajude a tirar lições", mas insistiu em que o sistema de defesa aérea teve um desempenho "impressionante", noticiou o diário israelita Haaretz.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, congratulou-se hoje com o ataque de terça-feira contra Israel e ameaçou que o Irão vai tomar medidas "muito mais esmagadoras" se o exército israelita responder.

"As forças armadas iranianas mostraram mais uma vez que a chamada 'cúpula de ferro' dos sionistas é mais frágil do que o vidro", afirmou Pezeshkian durante uma reunião do Conselho de Ministros, aludindo ao sistema de defesa de Israel.

O Irão lançou na terça-feira cerca de 200 mísseis contra Israel que justificou como uma resposta ao assassinato do líder da ala política do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerão, e do secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute.

O exército israelita admitiu hoje que várias bases aéreas foram atingidas no ataque do Irão, mas negou danos significativos e disse que não houve ataques a aviões ou armazéns de armas.

"Não houve danos que impedissem as operações da força aérea em qualquer momento", afirmou o exército israelita.

Israel recusou-se a dar pormenores sobre a percentagem de interceções dos mísseis iranianos para "evitar dar ao Irão e ao Hezbollah informações que os ajudariam a tirar lições".

O Presidente iraniano disse que a morte de Haniyeh, em julho, num atentado em Teerão, foi "uma clara violação da soberania e da segurança nacional do Irão".

Segundo Pezeshkian, o Irão não agiu nessa altura "na esperança de que o genocídio contra o povo oprimido e inocente de Gaza parasse".

"Os países ocidentais pediram-nos contenção e prometeram-nos estabelecer imediatamente um cessar-fogo em Gaza", afirmou.

Pezeshkian denunciou que "o regime criminoso e sanguinário [de Israel] não só continuou a matar mulheres e crianças (em Gaza], como alargou o âmbito dos seus crimes ao Líbano".

Defendeu, por isso, a legitimidade do ataque iraniano e disse que "mostra também que ninguém brinca com a honra e o orgulho da nação".

"Se este regime quiser cometer um erro, receberá uma resposta muito mais esmagadora", assegurou, sem especificar.

Pezeshkian criticou também a "duplicidade de critérios" e a inação da comunidade internacional em relação a Israel, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete e citado pela agência espanhola Europa Press.

O Presidente iraniano lamentou que "as organizações internacionais e os países ocidentais permitam que o criminoso [Israel] continue a cometer os crimes mais atrozes e a destruir os direitos humanos".

Pezeshkian assegurou que o Irão "não procura a guerra, mas não tem medo da guerra".

"Não há limites para proteger a segurança, a autoridade e a dignidade do nosso povo e do nosso país", afirmou, acrescentando que espera "paz, segurança e tranquilidade na região e no mundo o mais rapidamente possível".

 Milhares de iranianos concentraram-se hoje nas ruas de Teerão para comemorar o ataque de terça-feira com mísseis contra Israel, embora a grande maioria da população tenha demonstrado indiferença, segundo relatou a agência noticiosa espanhola EFE.

Com cânticos de "morte a Israel" e "morte à América", os manifestantes reuniram-se na Praça Imam Hussein, onde também se ouviram frases de apoio ao "Eixo da Resistência", uma aliança informal anti-israelita liderada por Teerão e que integra os libaneses do Hezbollah, os palestinianos do Hamas, os Huthis do Iémen e as milícias xiitas do Iraque.

"Haniyeh, Hassan, o vosso caminho continua", cantavam os manifestantes, referindo-se aos líderes mortos do Hamas (Ismail Haniyeh) e do Hezbollah (Hassan Nasrallah).

A multidão agitava as bandeiras do Irão e dos seus aliados Hezbollah, Líbano e Palestina, bem como as fotografias de Nasrallah, segundo os relatos da agência noticiosa estatal IRNA.

A manifestação ocorreu um dia depois do lançamento de cerca de 200 mísseis, incluindo mísseis hipersónicos, segundo o regime de Teerão, contra o território israelita, em resposta aos assassinatos de Nasrallah, do general de brigada da Guarda Revolucionária iraniana Abbas Nilforushan, e de Haniyeh. Da parte de Israel foi estimado o disparo de 180 mísseis.

Apesar desta concentração na capital do Irão, e de acordo com a EFE, a grande maioria dos iranianos viveu o dia com aparente normalidade e com uma certa despreocupação no rescaldo dos ataques.

"Por agora estou a viver normalmente, a fazer as compras de rotina e na cidade até está tudo normal e parece que não aconteceu nada", disse Mahan, uma dona de casa de 58 anos, que estava num supermercado cheio de clientes no norte de Teerão.

Ainda assim, expressou receio sobre as consequências do ataque contra Israel.

"Acho que teria sido melhor se o Irão não tivesse atacado Israel", disse a mulher, em declarações à EFE.

O ex-primeiro-ministro israelita Naftali Bennett defendeu hoje um ataque ao Irão que destrua as instalações nucleares daquele país e paralise o seu regime, um dia depois do lançamento de 200 mísseis iranianos contra Israel.

"Temos de destruir o programa nuclear do Irão, o núcleo das suas infraestruturas, e paralisar este regime terrorista", escreveu Naftali Bennett na rede social X.

"Temos a justificação. Temos as ferramentas necessárias. Agora que o Hezbollah e o Hamas estão paralisados, o Irão está exposto", disse Bennett, referindo-se aos ataques israelitas das últimas semanas que dizimaram a liderança do movimento xiita libanês apoiado pelo Irão, o Hezbollah, e à guerra travada por Israel na Faixa de Gaza, em retaliação pelo ataque do Hamas palestiniano em solo israelita, a 07 de outubro de 2023.

Bennett anunciou, em 2022, que se retirou da vida política, mas a hipótese do seu regresso surge regularmente na imprensa israelita

O exército libanês anunciou hoje uma breve incursão do exército israelita no sul do Líbano em dois pontos da linha de fronteira.

"Uma força inimiga israelita atravessou a Linha Azul [que separa os dois países] numa distância de cerca de 400 metros em território libanês", disse o exército do Líbano, citado pela agência francesa AFP.

A força israelita entrou "nas zonas de Harba Yaron e Bawaba al Eddessa, e retirou-se após um curto período de tempo", acrescentou o exército nas redes sociais, também citado pela agência espanhola EFE.

Alguns minutos antes, o grupo xiita libanês Hezbollah disse que estava em confronto com soldados israelitas que se tinham infiltrado na cidade de Maron al-Ras, perto da linha divisória comum.

"A Resistência Islâmica está envolvida em confrontos com soldados inimigos israelitas que se infiltraram na cidade de Maron al-Ras a partir do leste e infligiram-lhe várias perdas", declarou o grupo armado em comunicado.

Foi a primeira vez que o Hezbollah anunciou que estava a combater soldados israelitas em território libanês, segundo a EFE.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, anunciou esta quarta-feira ter declarado o secretário-geral da ONU, António Guterres, "persona non grata" no país, e que estava impedido de entrar no mesmo, criticando-o por não ter condenado o ataque massivo do Irão a Israel na noite de terça-feira.

“Qualquer pessoa que não possa condenar inequivocamente o ataque hediondo do Irão a Israel não merece pôr os pés em solo israelita. Estamos a lidar com um secretário-geral anti-Israel, que apoia terroristas, violadores e assassinos”, disse Katz num comunicado.

Terça-feira, Guterres condenou o alargamento do conflito no Médio Oriente “com escalada após escalada” e apelou a um cessar-fogo imediato após o Irão atacar Israel com mísseis.

“Condeno o alargamento do conflito no Médio Oriente com escalada após escalada. Isso deve parar. Precisamos absolutamente de um cessar-fogo”, frisou o ex-primeiro-ministro português, através da rede social X.

A publicação de Guterres surgiu pouco depois do início de um ataque com mísseis do Irão contra Israel.

“Em resposta ao martírio de [Ismail] Haniye, de Hassan Nasrallah e do mártir [Abbas] Nilforushan (ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana morto na sexta-feira Beirute), atacámos o coração dos territórios ocupados”, declarou a Guarda Revolucionária do Irão num comunicado divulgado pela agência noticiosa estatal ISNA.

Um dos feridos num ataque na terça-feira em Telavive morreu durante a noite, elevando para sete o número pessoas abatidas por dois palestinianos, anunciou hoje a polícia israelita.

O ataque ocorreu na paragem de elétrico Sderot-Jerusalém, no distrito de Jaffa, ao fim da tarde, pouco antes de o Irão ter lançado um ataque contra Israel.

"O ferido chegou [às urgências] em estado crítico (...) e depois de lutar para o salvar, os médicos tiveram de declarar o óbito", disse o hospital Ichilov de Telavive, segundo a agência francesa AFP.

O balanço anterior era de seis mortos e nove feridos.

O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, acusou hoje os Estados Unidos e "alguns países europeus" de serem "a principal causa" dos problemas no Médio Oriente.

"A principal causa dos problemas desta região, que provoca conflitos, guerras, preocupações e hostilidades, deriva da presença das mesmas pessoas que afirmam defender a paz e a tranquilidade na região. Ou seja, os Estados Unidos e alguns países europeus", afirmou.

Khamenei sublinhou que se estes países saírem da região, "sem dúvida que estes conflitos, guerras e confrontos terminarão".

"Os países da região governar-se-ão a si próprios, administrarão a região e viverão juntos em paz, bem-estar e prosperidade", sublinhou o líder iraniano.

"Esperamos que, com a graça de Deus, os grandes esforços da nação iraniana (...) e a cooperação de outras nações, consigamos reduzir o mal causado pelos inimigos nesta região", afirmou durante um encontro com académicos iranianos, segundo o comunicado publicado pelo seu gabinete.

Neste sentido, Khamenei afirmou que os Estados Unidos e os seus aliados "um dia provocam um país, provocam alguém como Saddam (Hussein) e surgem problemas e dificuldades", referindo-se à guerra entre o Iraque e o Irão entre 1980 e 1988.

"Após partirem, assim como os seus aliados, o amor entre os dois países é como uma procissão religiosa", argumentou o líder iraniano, assinalando os bons laços que existem hoje entre Teerão e Bagdad.

"O mesmo acontece com outros países. A presença daqueles que ameaçam a paz na região e mentem é a principal causa dos problemas", reiterou.

As declarações de Khamenei foram divulgadas após o Irão ter lançado quase 180 mísseis balísticos contra Israel, numa resposta à morte do líder do braço político do Hamas, Ismail Haniye, num ataque em Teerão no final de julho, e à morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, num bombardeamento israelita contra a capital libanesa.

A Rússia apelou hoje a "todas as partes" envolvidas no conflito no Médio Oriente para mostrarem contenção e evitarem vítimas civis, na sequência dos ataques iranianos a Israel e dos bombardeamentos israelitas no Líbano.

"A situação está a desenvolver-se da forma mais alarmante. Apelamos a todas as partes para terem contenção", afirmou o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, acrescentando que Moscovo está em contacto com todos os intervenientes.

Este apelo tem sido repetido por vários Estados, organizações e representantes internacionais, como Portugal, Alemanha, as Nações Unidas e a presidente da Comissão Europeia, mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já garantiu que irá atacar "os inimigos" que "cometeram o erro grave" de atacar o Estado israelita.

 Espanha vai retirar do Líbano os espanhóis que queiram sair do país, numa operação da Força Aérea prevista para quinta-feira, anunciou hoje a ministra da Defesa, Margarita Robles.

Dois aviões militares estão preparados para sair para o Líbano na quinta-feira, para a retirada dos espanhóis que estão no país, afirmou a ministra, que ressalvou que a concretização da operação depende "da situação dos espaços aéreos", por haver vários países na região do Médio Oriente com espaços aéreos suspensos ou cortados.

Margarita Robles sublinhou que a situação na região é de "máxima alerta".

O Governo de Espanha tinha já pedido na terça-feira aos espanhóis que estão no Líbano para abandonarem o país, com o alerta de que o Médio Oriente está "à beira de uma guerra aberta".

"Instamos os espanhóis a abandonarem o país enquanto há voos comerciais", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Jose Manuel Albares.

Os serviços consulares espanhóis têm registo de mais de mil civis espanhóis no Líbano neste momento e cerca de 350 manifestaram já vontade de sair do Líbano, revelou hoje a ministra da Defesa.

Espanha tem também no Líbano 669 militares da força das Nações Unidas no país (UNIFIL, na sigla em inglês) que é liderada por um general espanhol.

A ministra da Defesa disse hoje que Espanha mantém o compromisso com esta missão de paz até as Nações Unidas tomarem "a decisão que considerarem oportuna", referindo-se a uma eventual retirada do Líbano.

Robles revelou que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, falou na terça-feira com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e assegurou que os capacetes azuis de Espanha continuarão no Líbano enquanto as Nações Unidas considerarem oportuno.

A ministra disse que a força da ONU se tem mantido nos bunkers, por razões de segurança, e foram limitadas as patrulhas, mas defendeu que a UNIFIL continua a ter um papel importante de mediação com o exército libanês e as populações.

Também o MNE espanhol defendeu hoje, e declarações à rádio Onda Cero, que a missão da ONU no Líbano "continua a ter sentido" e "a ser importante para reduzir o risco de escalda bélica".

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, disse hoje que o agravamento da situação militar no Médio Oriente poderá obrigar a um novo repatriamento de cidadãos portugueses, mostrando-se preocupado com o aumento da tensão naquela região.

Em Bucareste, na Roménia, depois de se reunir com o homólogo romeno, Angel Tilvar, o governante português falou da "difícil" conjuntura geopolítica atual, somando à situação no Médio Oriente, outras como a que se vive na Ucrânia ou em África.

"Os tempos são difíceis. A conjuntura geopolítica agrava-se. O conflito na Ucrânia não é uma novidade, mas também o agravamento da situação militar no Médio Oriente. O que ontem [terça-feira] aconteceu preocupa-nos muito. De resto poderá obrigar de novo ao repatriamento de vários cidadãos portugueses. O que sucede na Ucrânia, no Médio Oriente, em África, afeta-nos a todos", disse Nuno Melo.

O ministro da Defesa Nacional insistiu que "nesta conjuntura a aliança certa é no âmbito da NATO".

"[Porque] nos protege e na qual somos um parceiro fundamental. E é esse o nosso esforço", referiu.

Os rebeldes iemenitas Houthis reivindicaram hoje o lançamento de três mísseis de cruzeiro contra Israel, que "atingiram com sucesso os seus objetivos", afirmando ainda que estão dispostos a realizar uma "operação conjunta contra o inimigo israelita".

"Em apoio do povo palestiniano e libanês (...), a unidade de mísseis das Forças Armadas do Iémen realizou uma operação militar contra instalações militares nas profundezas da entidade sionista na Palestina ocupada", declarou o porta-voz militar das operações militares do grupo, Yahya Sari, num comunicado publicado na rede social X.

Assim, o porta-voz especificou que o grupo rebelde lançou "três mísseis de cruzeiro Quds 5", sublinhando que "os mísseis conseguiram atingir com sucesso os seus alvos, em meio ao secretismo do inimigo sobre os resultados da operação".

Além disso, os Houthis reiteraram o seu apoio ao ataque com mísseis lançado na terça-feira pelo Irão contra Israel e disponibilizaram-se para se juntarem a "qualquer operação militar contra o inimigo israelita em apoio ao povo palestiniano e libanês e em resposta a qualquer agressão israelita nas frentes de apoio".

Sari enfatizou que "o apoio contínuo dos Estados Unidos e do Reino Unido ao inimigo israelita coloca os interesses norte-americanos e britânicos numa zona de alcance de fogo".

"Não hesitaremos em expandir as operações militares contra o inimigo israelita e aqueles que estão por trás dele até que a agressão termine, o cerco a Gaza seja removido e até que a agressão contra o Líbano se encerre", concluiu, depois de Israel ter iniciado uma invasão ao território libanês.

Israel ainda não fez comentários sobre estes ataque realizado pelos rebeldes iemenitas.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, condenou hoje os ataques iranianos de terça-feira contra Israel e alertou Teerão para o aumento de tensão, sublinhando a importância de uma cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.

"Os ataques com [cerca de 200] mísseis iranianos contra Israel devem ser condenados veementemente. A ameaça de uma nova escalada da já tensa situação no Médio Oriente é uma realidade. O Irão corre assim o risco de incendiar toda a região, o que deve ser evitado. O Hezbollah e o Irão devem cessar imediatamente os seus ataques contra Israel", disse o governante alemão, em comunicado.

Olaf Scholz acrescentou que somente graças às forças de defesa aérea israelitas e aos aliados foi possível repelir em grande parte o ataque do Irão.

O chanceler garantiu que a Alemanha, juntamente com os seus parceiros, manterá esforços para mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

Este cessar-fogo deve ser o primeiro passo para a plena implementação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU que estipula claramente que o Hezbollah deve retirar-se da zona fronteiriça com Israel.

Segundo Scholz, isto abriria caminho ao regresso da população ao norte de Israel e, ao mesmo tempo, abriria uma perspetiva de consolidação do Estado do Líbano.

O chanceler expressou solidariedade com os reféns ainda nas mãos da organização terrorista e suas famílias.

"Isto devia servir de incentivo para que todos chegassem a um acordo com base nas propostas do presidente dos EUA (Joe) Biden", concluiu.

Israel anunciou hoje que vai enviar mais soldados para o sul do Líbano para "incursões controladas e limitadas" contra o movimento xiita libanês Hezbollah em curso desde domingo à noite.

De acordo com um comunicado, as forças israelitas indicaram que a Divisão 36, que incluiu brigadas blindadas e infantaria, vão juntar-se à ofensiva no sul do Líbano.

Os militares no terreno vão receber apoio da Força Aérea e de artilharia de campanha.  

Hoje, o exército israelita ordenou a evacuação de mais de 20 localidades no sul do Líbano.

Segundo as Forças Armadas de Israel, as "incursões controladas" em território libanês têm como objetivo desmantelar as instalações do Hezbollah (Partido de Deus) no sul do Líbano.

Até ao momento desconhecem-se detalhes, através de fontes independentes, sobre eventuais confrontos diretos entre militares israelitas e as forças do Hezbollah.  

A milícia xiita disse hoje que dispersou um grupo de soldados israelitas que se encontravam na localidade de Odaiseh, perto da fronteira com Israel, "causando baixas".  

O movimento pró iraniano também reclama ataques efetuados com foguetes de artilharia contra "uma grande força de infantaria" em Misgav Am, no norte de Israel, e tropas em três outras áreas ao longo da fronteira de Israel.

Israel não se pronunciou sobre os supostos confrontos. 

As autoridades israelitas que acusam o Hezbollah de utilizar instalações civis no Líbano para armazenas armamento intensificaram os bombardeamentos aéreos na semana passada provocando dois mil mortos e um milhão de deslocados internos. 

Bom dia!

Acompanhe aqui todas as incidências desta quarta-feira sobre a guerra no Médio Oriente.

 Pelo menos 32 pessoas, incluindo várias mulheres e crianças, morreram e dezenas ficaram feridas em ataques israelitas no sul de Gaza, na terça-feira à noite e hoje, segundo autoridades médicas palestinianas.

O Hospital Europeu de Khan Younis recebeu os corpos das vítimas após pesados ataques aéreos israelitas e operações terrestres na cidade.

Os militares israelitas ainda não comentaram a ofensiva.

O Presidente francês Emmanuel Macron "condenou com a maior firmeza os novos ataques do Irão contra Israel" e disse que a França mobilizou "os seus recursos militares no Médio Oriente para combater a ameaça iraniana".

Num comunicado divulgado pela presidência francesa na terça-feira, após um conselho de defesa, Macron "solicitou ainda que se observe a maior vigilância e que sejam tomadas as medidas adequadas para prevenir as possíveis repercussões destes últimos desenvolvimentos no Médio Oriente no território nacional e garantir a segurança de todos".

O chefe de Estado "solicitou ainda que fossem tomadas todas as medidas necessárias" para apoiar os cidadãos franceses "e, se necessário, ir em seu auxílio", afirmou o Eliseu, sem referir uma possível retirada da região.

Macron pediu ao chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, que esteve na capital do Líbano, Beirute, há alguns dias, para "visitar novamente o Médio Oriente".

Barrot "consultará todos aqueles que têm um papel a desempenhar no início da desescalada e na procura de soluções duradouras para a crise actual em todos os seus aspectos, particularmente no que diz respeito à situação no Líbano e em Gaza", referiu o comunicado.

O Presidente francês exigiu que o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, "cesse as suas ações terroristas contra Israel e a sua população", lembrando que a França está "comprometida com a segurança de Israel".

Macron exortou ainda as autoridades israelitas a "pôrem fim o mais rapidamente possível" às suas "operações militares", apelando de forma mais ampla a "todos os intervenientes envolvidos na crise no Médio Oriente" para "mostrar a maior contenção".

A França "organizará muito em breve uma conferência de apoio ao povo libanês e às suas instituições", anunciou a presidência.

O Governo do Irão confirmou o lançamento de 200 mísseis contra Israel num ataque lançado na noite de terça-feira, de acordo com a televisão estatal iraniana.

As Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês) tinham anunciado que o Irão tinha lançado cerca de 180 mísseis contra o território israelita, em retaliação pelos assassínios do líder do movimento islamita palestiniano Hamas, Ismail Haniyeh, do chefe do grupo xiita libanês Hezbollah, Hasan Nasrallah, e de um general iraniano.

De acordo com o exército israelita, a maioria dos mísseis foi intercetada com o apoio dos Estados Unidos, que já garantiu que vai coordenar com os israelitas a resposta a Teerão.

Este foi o segundo ataque do Irão contra Israel desde abril, quando atacou o território israelita pela primeira vez noutra série de bombardeamentos com mísseis e 'drones' (aparelhos aéreos não tripulados).

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse na terça-feira à noite que o Irão "cometeu um erro grave" ao atacar o seu país e que "pagará o preço", estando Israel determinado em responsabilizar os seus inimigos.

"O regime iraniano não compreende a nossa determinação em nos defender e responsabilizar os nossos inimigos", frisou o governante, num discurso em vídeo.

"Há pessoas em Teerão que não compreendem isto. Vão compreender. Vamos cingir-nos ao que estabelecemos: quem quer que nos ataque, nós atacamos", garantiu Netanyahu.

Já o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, sublinhou na rede social X (antigo Twitter) que "o Irão não aprendeu a lição".

"Quem ataca o Estado de Israel paga um preço elevado", frisou.

Israel solicitou na terça-feira à noite uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, na sequência do ataque iraniano, com o seu embaixador no organismo, Danny Danon, a prometer responder ao ataque do Irão.

"O Irão vai sentir as consequências dos seus atos e vai ser doloroso", observou, depois de sublinhar que o Irão "mostrou ao mundo a sua verdadeira face: a de um Estado terrorista".

Estão em curso intensas consultas no Conselho de Segurança para convocar uma reunião de emergência que o Irão também solicitou no sábado, após a vaga de ataques israelitas contra o sul do Líbano, mas a reunião não se realizou, noticiou a agência de notícias Efe.

Danon pretende que tal reunião do Conselho termine "com uma condenação clara e inequívoca do Irão", enquanto por outro lado criticou o secretário-geral, António Guterres, pela sua reação dececionante pouco depois de tomar conhecimento do ataque iraniano contra Israel.

"Na sua declaração, basicamente ignorou o agressor e apenas falou da escalada", quando recordou que neste caso um Estado-membro atacou outro Estado-membro com mísseis balísticos, o que não foi explicitamente condenado por Guterres.

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