Número de vítimas mortais nos terramotos na Venezuela elevado para 6.438
O balanço de mortes causadas pelo terramoto duplo de 24 de junho, no norte da Venezuela, foi elevado para 6.438, depois de as autoridades terem registado mais 137 vítimas.
Os últimos números foram divulgados na segunda-feira pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.
O também irmão da presidente interina Delcy Rodríguez indicou que 86.358 pessoas foram assistidas nos hospitais depois dos sismos.
Disse ainda que foram inspecionadas 59.109 habitações, das quais 34.680 foram consideradas habitáveis, 13.733 com restrições e 10.696 de "alto risco".
Já foram também removidas 528.222 toneladas de escombros.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares a destruição material casada pelos terramotos.
ONU alerta para a necessidade de doações para atender milhares de afetados
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou esta terça-feira para a necessidade de doações económicas para atender milhares de pessoas afetadas pelo duplo sismo que em 24 de junho abalou o país.
“Para continuarmos a apoiar os que mais precisam, é fundamental que o Plano de Resposta Humanitária (PRH) receba os recursos necessários (...) Todas as doações são encaminhadas diretamente para o Fundo Humanitário da Venezuela (FHV)”, explica um comunicado divulgado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O documento explica que na Venezuela “304.100 pessoas afetadas tiveram acesso a serviços essenciais e apoio humanitário graças à resposta coordenada entre as autoridades, as comunidades, as entidades das Nações Unidas, as organizações humanitárias e os parceiros doadores”, acrescentando que “57% das pessoas abrangidas são mulheres e meninas”.
“Esta resposta foi possível graças ao trabalho de, pelo menos, 83 organizações locais, nacionais e internacionais, bem como de entidades das Nações Unidas, que implementaram atividades nas áreas da segurança alimentar, água, saneamento e higiene, alojamento, saúde, proteção, incluindo a proteção de raparigas, rapazes e adolescentes e a resposta à violência baseada no género, nutrição e educação”, explica.
O documento precisa que mais de 90% das pessoas abrangidas concentram-se nos sete estados afetados, nomeadamente em La Guaira, Miranda, Distrito Capital e Arágua.
“A resposta humanitária também chegou às pessoas que se deslocaram para outros estados em consequência da situação de emergência”, sublinha.
Segundo ao OCHA “a ajuda continua a ser essencial para milhares de famílias na Venezuela”.
O duplo sismo de 24 de agosto causou danos graves em infraestruturas, pessoas feridas e vítimas mortais em sete estados da Venezuela, Caracas, Miranda, Arágua, Carabobo, Lara, Yaracuy e La Guaira, este último o que registou maior afetação.
Segundo o último balanço atualizado divulgado pelas autoridades, 6.438 pessoas faleceram e 86.358 pessoas foram assistidas nos hospitais depois dos sismos.
Entre os mortos, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.
Foram inspecionadas 59.109 habitações, das quais 34.680 foram consideradas habitáveis, 13.733 com restrições e 10.696 de "alto risco", tendo já sido removidas 528.222 toneladas de escombros.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares (16,9 mil milhões de euros) a destruição material casada pelos terramotos.

