Nevoeiro tóxico cobre cidade paquistanesa de Lahore e agrava crise de poluição. Veja as imagens
Uma espessa camada de nevoeiro tóxico voltou a cobrir Lahore, no Paquistão, onde a poluição atmosférica atingiu níveis perigosos para a saúde nesta quinta-feira, 5 de novembro: o índice de qualidade do ar ultrapassou os 530 pontos, enquanto a concentração de partículas finas (PM2,5) chegou aos 343 microgramas por metro cúbico.
Segundo um relatório divulgado esta semana pelo projeto de monitorização ambiental Hamari Hawa, a poluição por partículas finas manteve-se elevada ao longo dos últimos 12 meses, incluindo durante o verão, período em que a qualidade do ar costuma melhorar.
O estudo aponta para uma combinação de fatores que agravam a situação nos meses mais frios, incluindo as emissões dos transportes e da indústria, as queimadas agrícolas e as condições meteorológicas, que dificultam a dispersão dos poluentes.
Entre 15 de outubro e 1 de novembro, os satélites identificaram 781 focos de calor associados a áreas agrícolas num raio de 40 quilómetros do centro de Lahore, incluindo zonas do Paquistão e da vizinha Índia. O relatório ressalva que estas detecções não correspondem necessariamente ao mesmo número de incêndios.
Apesar da gravidade do problema, as autoridades ambientais da província do Punjab afirmam ter registado uma melhoria de 15% em seis dos principais poluentes atmosféricos durante o primeiro ano do programa de monitorização em tempo real.
O relatório sublinha, contudo, que a melhoria sazonal da qualidade do ar não significa que a cidade esteja livre de poluição durante o resto do ano.

