Luís Montenegro garantiu esta terça-feira, 6 de janeiro, que "está fora de hipótese" haver tropas portuguesas no terreno, na Ucrânia, enquanto houver guerra.Na sequência de uma "reunião muito produtiva" entre os principais aliados da Ucrânia em Paris, os planos passam por uma "solução de paz justa e duradoura", com uma força, no terreno, "que possa dissuadir possibilidades de perturbação da paz, o que significa reforço da capacidade de defesa da Ucrânia e Estados coligados na defesa da Ucrânia".O primeiro-ministro lembra que Portugal está já a colaborar para a paz "nas capacidades aéreas e marítimas" e que o país "tem sido parceiro em forças de paz, como acontece na Roménia e na Eslováquia", mas que tal poderá não ser necessário na Ucrânia..Os países aliados de Kiev estiveram reunidos em Paris para tentar avançar com uma resolução do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.Para preparar o encontro, conselheiros de segurança de 15 países, incluindo França, Alemanha e Canadá, bem como representantes da União Europeia e da NATO, reuniram-se na capital ucraniana no sábado.Steve Witkoff, emissário do líder norte-americano, Donald Trump, participou remotamente nas discussões, dedicadas aos detalhes da última versão do plano para o fim do conflito com a Rússia.O esforço diplomático, impulsionado pelo Presidente norte-americano foi travado por alegações de Moscovo, que acusou Kiev de ter atacado com 91 drones, na noite de 28 para 29 de dezembro, uma residência de Vladimir Putin.Kiev desmentiu a acusação, que disse ter como objetivo servir de pretexto para novos ataques contra a Ucrânia e minar as negociações diplomáticas. Os europeus também expressaram dúvidas quanto à veracidade do ataque.