MNE iraniano defende que "não há soluções militares” para Estreito de Ormuz. Macron e Starmer condenam ataques

Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira, 5 de maio, sobre a guerra no Médio Oriente.
Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)
Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)HALDEN KROG/EPA

Coreia do Sul vai rever posição sobre operações dos EUA no Estreito de Ormuz

Seul anunciou hoje que vai "reavaliar cuidadosamente a sua posição" relativamente a uma eventual participação nas operações norte-americanas no Estreito de Ormuz, na sequência da explosão que atingiu um cargueiro fretado pela armadora sul-coreana HMM.

Sem se comprometer com uma eventual mudança, o ministério sul-coreano da Defesa indicou que pretende "reexaminar cuidadosamente a sua posição".

Seul tenciona definir a sua posição tendo em conta o direito internacional, a segurança das rotas marítimas internacionais, a sua aliança com os Estados Unidos e a situação de segurança na península coreana, precisou o ministério sul-coreano.

O Governo sul-coreano recordou, por outro lado, que "participa ativamente nas discussões internacionais sobre a cooperação destinada a garantir uma passagem segura pelo estreito de Ormuz".

O navio sul-coreano atingido na segunda-feira, o HMM Namu, é um cargueiro polivalente com cerca de 180 metros, com pavilhão panamiano, de acordo com dados do portal MarineTraffic.

Todos os 24 membros da tripulação a bordo, incluindo seis sul-coreanos, estão sãos e salvos, precisou hoje o ministério sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, e o incêndio está "completamente extinto".

Lusa

Maersk anuncia que um dos seus navios atravessou o estreito de Ormuz

A gigante dinamarquesa do transporte de mercadorias em contentores Maersk informou hoje que um dos seus navios, o Alliance Fairfax, com pavilhão norte-americano, atravessou o estreito de Ormuz, escoltado pela Armada dos Estados Unidos.

"O Alliance Fairfax, um navio que transporta veículos e arvorando pavilhão americano, operado pela Farrell Lines, Inc., uma filial da transportadora americana Maersk Line Limited (MLL), atravessou o estreito de Ormuz e deixou o golfo Pérsico a 04 de maio", indicou a Maersk num comunicado transmitido à agência de notícias France-Presse.

"A travessia decorreu sem incidentes e todos os membros da tripulação estão sãos e salvos", precisou a armadora. O navio foi "acompanhado por meios militares norte-americanos", acrescentou.

O navio de carga "encontrava-se no golfo Pérsico quando eclodiram as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão em fevereiro e não pôde partir devido a preocupações persistentes em matéria de segurança", indicou a transportadora.

Dois navios mercantes com bandeira norte-americana conseguiram atravessar "com sucesso" a passagem estratégica, anunciou na segunda-feira o CentCom, o comando militar dos Estados Unidos para a região.

Lusa

Japão recebe primeira entrega de petróleo russo desde o início da guerra

Um carregamento de petróleo russo chegou hoje ao Japão, representando a primeira entrega de Moscovo ao país desde o bloqueio do Estreito de Ormuz devido à guerra no Médio Oriente, reportaram meios de comunicação locais.

O Japão depende da região para cerca de 95% das suas importações de petróleo e procura diversificar as fontes de abastecimento energético.

Um navio com petróleo bruto proveniente do projeto de exploração de gás natural Sakhaline-2 atracou esta segunda-feira na costa de Imabari no sudoeste do país, noticiaram a TV Tokyo e o Asahi Shimbun, citando responsáveis anónimos da companhia Taiyo Oil.

O Governo japonês investiu nesta empresa, que não está sujeita às sanções económicas globais contra a Rússia.

O Ministério da Economia japonês pediu à Taiyo Oil que recebesse este carregamento, que será encaminhado para uma refinaria, onde servirá para produzir gasolina, nafta — utilizada na fabricação de plásticos, fibras ou tintas, entre outros — e outros derivados.

Contactados pela AFP, os responsáveis da empresa não responderam até ao momento.

Lusa

Macron classifica como "inaceitáveis" ataques iranianos contra Emirados Árabes Unidos

O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou como "inaceitáveis" os ataques iranianos com drones e mísseis de cruzeiro contra os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira, os primeiros em mais de um mês na guerra no Médio Oriente.

"Os ataques iranianos de hoje (segunda-feira) contra infraestruturas civis dos Emirados são injustificados e inaceitáveis", denunciou Macron numa publicação esta madrugada na rede social X, garantindo aos Emirados o apoio da França e apelando novamente à reabertura do Estreito de Ormuz e a garantias de segurança para os países da região.

Antes de Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou os ataques iranianos e apelou a uma solução diplomática no Médio Oriente através de um comunicado divulgado pelo Nº10 da Downing Street.

"O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis que tiveram como alvo os Emirados Árabes Unidos", reagiu Starmer.

"Esta escalada tem de cessar. O Irão deve empenhar-se verdadeiramente nas negociações, a fim de garantir que o cessar-fogo no Médio Oriente se mantenha e que se chegue a uma solução diplomática a longo prazo", acrescentou o chefe do Governo britânico.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques iranianos na segunda-feira, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer a circulação de navios no estreito de Ormuz.

Lusa

Reino Unido pede fim da escalada no Médio Oriente após ataques iranianos contra Emirados

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou os ataques iranianos contra os Emirados Árabes Unidos, os primeiros registados desde a entrada em vigor da trégua no início de abril, e apelou a uma solução diplomática no Médio Oriente.

"O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis que tiveram como alvo os Emirados Árabes Unidos", reagiu Starmer num comunicado divulgado esta esta segunda-feira à noite.

"Esta escalada tem de cessar. O Irão deve empenhar-se verdadeiramente nas negociações, a fim de garantir que o cessar-fogo no Médio Oriente se mantenha e que se chegue a uma solução diplomática a longo prazo", acrescentou o chefe do Governo britânico.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques iranianos na segunda-feira, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer a circulação de navios no estreito de Ormuz.

MNE iraniano defende que "não há soluções militares” para Estreito de Ormuz

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, criticou hoje as operações militares dos EUA no Estreito de Ormuz, defendendo que "não existem soluções militares para uma crise politica".

"Os acontecimentos em Ormuz deixam claro que não existem soluções militares para uma crise política", destacou Araqchi numa mensagem na rede social X.

O chefe da diplomacia iraniana alertou ainda os EUA e os Emirados Árabes Unidos (EAU) para que desconfiem daqueles que os querem "arrastar de volta para o lamaçal".

As tensões no Médio Oriente voltaram a aumentar após a mobilização anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de centenas de aeronaves, contratorpedeiros e drones para facilitar a passagem de navios presos no Estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano.

De acordo com a operação norte-americana, denominada "Projeto Liberdade", dois navios mercantes com bandeira dos EUA puderam atravessar a zona sem sofrer danos, apesar da alegação do Irão de que as suas forças armadas abriram fogo sobre os navios e de que dois mísseis atingiram um deles.

Sobre a operação norte-americana, Araqchi disse que "o Projeto Liberdade é o Projeto Impasse".

Lusa

Acompanhe aqui as incidências desta terça-feira na guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira, 5 de maio, sobre a guerra no Médio Oriente.

Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)
Irão responde ao “Projeto Liberdade” dos EUA com ataques a navios e aos Emirados
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