Netanyahu avisa que "não haverá refeições grátis" sem acordo com reféns
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Netanyahu avisa que "não haverá refeições grátis" sem acordo com reféns

A suspensão da entrada de ajuda humanitária foi considerada pelo Hamas como "uma chantagem mesquinha, um crime de guerra e violação flagrante do acordo" de tréguas.
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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou este domingo o Hamas de que "não haverá refeições grátis", depois de suspender a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza face ao fracasso de um acordo para a próxima fase do cessar-fogo.

"Se o Hamas acredita que será possível continuar o cessar-fogo ou usufruir das condições da primeira fase sem que aceitemos reféns, está gravemente enganado", afirmou Netanyahu no início de uma reunião do seu executivo, citado pela EFE.

Segundo o chefe do Governo israelita, o grupo islamita "controla todos os fornecimentos e bens enviados para a Faixa de Gaza" e "maltrata a população de Gaza que tenta receber ajuda".

"Não vamos aceitar isto de forma alguma", insistiu.

A primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o movimento radical palestiniano Hamas terminou no sábado, sem um acordo sobre uma segunda fase, que deveria levar ao fim definitivo da guerra e à libertação de todos os reféns.

Pouco depois, o gabinete de Netanyahu emitiu uma declaração sobre um novo plano dos Estados Unidos da América, mediador no conflito, para prolongar a primeira fase até ao Ramadão e à Páscoa judia em troca da libertação de todos os reféns -- algo a que o Hamas se opõe.

"Se o Hamas continuar a consolidar a sua posição e não libertar os nossos reféns, haverá outras consequências, que não vou detalhar aqui", afirmou hoje Netanyahu.

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A suspensão da entrada de ajuda humanitária foi considerada pelo Hamas como "uma chantagem mesquinha, um crime de guerra e violação flagrante do acordo" de tréguas.

Os EUA anunciaram esta demingo, durante a madrugada, o envio de mais 4.000 milhões de dólares (3,85 mil milhões de euros) em ajuda militar a Israel.

A declaração de emergência por parte do secretário de Estado, Marco Rubio, permite ao Departamento de Estado evitar a necessidade de aprovação da entrega por parte do Congresso, o parlamento norte-americano.

Rubio recordou ainda que o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou um embargo parcial na venda de armas a Israel, imposto pelo antecessor, Joe Biden.

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