Marco Rubio explica que Projeto Liberdade visa resgatar milhares marinheiros abandonados no estreito de Ormuz

O Irão acusou hoje os Estados Unidos de colocarem em perigo a segurança da navegação no estreito de Ormuz ao “violarem o cessar-fogo” e advertiu que não aguentarão a situação durante muito tempo.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUAFOTO: EPA/SHAWN THEW

Marco Rubio desafia o Irão "a provar que não quer ter armas nucleares"

Marco Rubio foi questionado sobre se os Estados Unidos têm alguma indicação de que o Irão esteja disposto a abandonar o seu programa de armas nucleares. "Esse é um problema antigo. O Irão sempre disse que não quer ter armas nucleares, só que não é bem assim", disse.

Rubio lembrou que há muitos países envolvidos no negócio do enriquecimento de urânio, mas lembrou que "os iranianos esses fazem isso nas montanhas, em cavernas, escondidos".

"Tiveram sempre componentes secretos no seu programa nuclear e temos a certeza de que eles mantêm urânio altamente enriquecido a 60%", garante o secretário de Estado norte-americano, dizendo ainda que o Irão "tem a oportunidade deixar claro que não estão interessados". "Uma coisa é dizer que não queremos uma arma nuclear, outra coisa é provar que não queremos uma arma nuclear", concluiu.

Rubio diz que "Projeto Liberdade" visa resgatar milhares de marinheiros abandonados no estreito de Ormuz

O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio está a explicar, em conferência de imprensa, o "Projeto Liberdade" colocado em marcha pelos EUA no estreito de Ormuz.

O governante lembrou a situação difícil de milhares de marinheiros de diversos países no local, sendo que "Projeto Liberdade" será como uma tentativa de resgate para para permitir a passagem de navios.

"O objetivo é resgatar quase 23.000 civis de 87 países diferentes que estão presos no Golfo Pérsico e abandonados à sua própria sorte pelo regime iraniano", disse Rubio, lembrando que "esses marinheiros inocentes" estão "abandonados à deriva no mar". "Não é apenas criminoso... é desesperador e destrutivo", sublinha.

Marco Rubio descreve ainda o Projeto Liberdade como uma "operação defensiva". Ou seja: "Não há tiros, a menos que sejamos alvejados primeiro. Não estamos a atacá-los, mas se eles nos atacarem, precisamos de reagir."

Embaixada dos EUA pede que cidadãos deixem o Iraque quando reabrir o espaço aéreo

A embaixada dos EUA no Iraque avisou todos os seus cidadãos que ainda estão no país para "partirem imediatamente" assim que reabrir o espaço aéreo iraquiano.

"Indivíduos que estejam a pensar viajar de avião dentro do Iraque devem estar cientes dos riscos potenciais de serem atingidos por mísseis, drones e granadas propelidas por foguetes", acrescenta a embaixada, assegurando que "as milícias terroristas iraquianas alinhadas com o Irão continuam a planear novos ataques contra cidadãos americanos e alvos associados aos EUA".

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Montenegro e Merz defendem pressão diplomática sobre o Irão e alertam para impacto no estreito de Ormuz

Ministra diz que Brasil poderá exportar jetfuel para Portugal caso seja necessário

O Brasil poderá aumentar a exportação de combustível para aviação (jetfuel) caso venha a escassear nos aeroportos portugueses, disse hoje a ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho, no Parlamento.

A governante disse que foi durante a recente visita a Portugal do presidente Lula da Silva que obteve a garantia, por parte do ministro brasileiro da Energia e Minas, de que o Brasil poderá fornecer jetfuel a Portugal, caso venha a ser necessário.

Durante uma audição regimental no parlamento, a ministra do Ambiente garantiu que a Galp assegura a produção de 80% das necessidades de 'jetfuel' e que tem "contratos seguros e fornecedores seguros para os restantes 20%".

Admitiu, no entanto, que caso exista um agravamento da crise energética, "poderá haver alguma contenção" no fornecimento de combustível para aviação no fim do verão. "Estamos tranquilos, monitorizamos a situação todas as semanas e estamos em contacto com países fornecedores", disse ainda.

Lusa

Trump diz que Xi Jinping é "muito gentil" sobre guerra e encerramento do estreito de Ormuz

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou hoje que o seu homólogo chinês, Xi Jinping, tem sido "muito gentil" relativamente à guerra lançada por Washington contra o Irão e ao consequente encerramento do estreito de Ormuz.

"Vou falar sobre esta questão em particular (Irão), mas tenho de dizer que (Xi) tem sido muito amável quanto a isso", respondeu Trump aos jornalistas num evento na Casa Branca quando lhe perguntaram se discutiria a guerra com o líder chinês durante a visita a Pequim, que começa no dia 13.

A decisão do Irão de encerrar o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, desde o início da ofensiva dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra Teerão afeta seriamente as necessidades energéticas do gigante asiático.

"Para ser justo, ele recebe cerca de 60 por cento do seu petróleo dos países do Golfo, e acho que tem sido muito simpático. A China não nos desafiou. Eles não nos desafiam. E ele não faria isso. Não acho que tenha feito isso por mim, mas acho que tem sido muito gentil", acrescentou Trump.

O Presidente dos EUA disse que convidou Pequim a fazer uma reserva de petróleo norte-americano.

"Disse-lhes, 'Enviem os vossos navios para o Texas. Não está muito mais longe. Enviem os vossos navios para a Louisiana. Enviem os vossos navios para o Alasca'. Na verdade, o Alasca é muito próximo de muitos dos países asiáticos", relatou.

Além da China, Trump também propôs a países como a Coreia do Sul ou o Japão para que comprem mais hidrocarbonetos aos EUA.

Trump voltou a elogiar Xi hoje, com quem se encontrará na próxima semana.

"Tenho uma relação muito boa com o Presidente Xi. Acho que ele é um tipo extraordinário e damo-nos bem", disse, insistindo que ambas as potências façam "muito negócio e muito dinheiro" juntas.

A reunião em Pequim na próxima semana é a primeira que Trump e Xi terão desde que se encontraram na Coreia do Sul no outono passado, à margem de uma cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).

Lusa

Marinha do Irão lança aviso a quem navega no Estreito de Ormuz

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão alertou os navios que navegam no Estreito de Ormuz para não se desviarem das rotas definidas, sob pena de serem atacados

A informação foi revelada pela agência de notícias Fars: "Todas as embarcações que pretendem transitar pelo estreito ficam avisadas de que a única rota segura para a passagem pelo Estreito de Ormuz é o corredor previamente anunciado pelo Irão. Qualquer desvio dessa rota é inseguro e será tratado com firmeza pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica."

EUA anunciam ter intercetado 51 navios no Estreito de Ormuz

O Comando Central dos EUA anunciou nas redes sociais que o bloqueio naval que está a realizar no Estreito de Ormuz interceptou até agora 51 navios, que nesse sentido "receberam ordens para dar meia-volta ou retornar ao porto".

Emirados intercetam mísseis e drones iranianos pelo segundo dia consecutivo

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje que as suas defesas aéreas intercetaram pelo segundo dia consecutivo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados a partir do Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.

Numa mensagem na rede social X, o Ministério da Defesa relatou que os seus sistemas antiaéreos estavam “a combater ataques de mísseis e drones originários do Irão”, relatando que foram escutados sons em várias partes do país em resultado da interceção dos projéteis iranianos.

Lusa

Trump diz que Marinha iraniana foi destruída e avisa: "Não vamos deixar que lunáticos tenham uma arma nuclear"

Donald Trump acabou de falar na Sala Oval, tendo abordado o conflito com o Irão, deixando a garantia que os iranianos "não gostam de brincar conosco". "Basicamente, aniquilamos o exército deles em cerca de duas semanas", sublinhou o presidente dos EUA.

Rodeado de algumas crianças, Trump deixou a garantia de que os Estados Unidos "não vão deixar que os lunáticos do Irão consigam ter armas nucleares".

"Hoje atingimos um recorde histórico no mercado de ações, apesar daquela pequena escaramuça. Chamo escaramuça porque o Irão não tem hipótese, nunca teve e eles sabem disso. Eles próprios dizem-me isso quando falo com eles. Depois, aparecem na televisão e dizem que se estão a sair bem", disse, sendo que a escaramuça a que se referiu terá a ver com a troca de ataques de ontem no Estreito de Ormuz.

Sobre o programa nuclear do Irão, deixou a certeza de que "os iranianos são pessoas doentes". "Não vamos deixar que lunáticos tenham acesso a uma arma nuclear. Nós derrotamo-los de forma contundente", frisou.

Trump frisou que "o Irão sabe o que não fazer" na sequência dos confrontos no Estreito de Ormuz e dos ataques aos Emirados Árabes Unidos.

"Eles atiraram com barquinhos armados com metralhadoras. Sabe por quê? Porque eles já não têm barcos. A Marinha deles é composta por barquinhos", disse, frisando que a frota iraniana foi afundada e destruída na sequência dos confrontos de ontem no Estreito de Ormuz.

Apesar dos ataques, Trump assegurou que o cessar-fogo continua em vigor. "O Irão quer fechar um acordo. O que me incomoda no Irão é que falam comigo com tanto respeito e depois vão à televisão e dizem: 'Não falamos com o presidente.' Eles estão a jogar sujo, mas querem fechar um acordo."

Donald Trump acrescentou depois que está disposto a destruir a economia do Irão. "A moeda deles não vale nada. A inflação provavelmente está em 150%... eles não estão a pagar aos seus soldados porque não têm forma de pagar, pois o dinheiro não vale nada", disse.

Unicef pede donativos para enfrentar "impacto devastador" da guerra no Líbano

A Unicef pediu hoje donativos para reunir 48,3 milhões de dólares (44,4 milhões de euros) destinados a enfrentar nos próximos três meses o “impacto devastador” da guerra no Líbano, que já deixou 400 mil crianças deslocadas.

Num apelo divulgado em comunicado pela Unicef Portugal, a organização refere que o cessar-fogo, acordado no mês passado entre os governos do Líbano e de Israel, embora contestado pelo grupo xiita Hezbollah, “abre uma janela de esperança, mas expõe também a dimensão da destruição e do impacto devastador do conflito nas crianças”.

Desde o recomeço do conflito, no início de março, a ofensiva israelita contra o grupo político e militar apoiado pelo Irão já provocou 2.696 mortos e 8.264 feridos, segundo o último balanço das autoridades de Beirute, que registam também acima de um milhão de deslocados.

Nestes números, há mais de 170 crianças mortas, centenas de outras feridas, indica a Unicef, que destaca uma exposição “à violência, ao trauma e à perda” de cerca de 400 mil menores que permanecem deslocados, muitos dos quais em “abrigos sobrelotados ou em condições precárias”.

Vários destes centros de acolhimento improvisados são escolas, que estão encerradas, contribuindo para que cerca de 250 mil crianças estejam privadas de educação presencial.

No seu “apelo urgente” para responder às necessidades humanitárias no próximo trimestre, a instituição da ONU descreve uma situação no terreno “extremamente frágil”, apesar do cessar-fogo, em que milhares de famílias encontram “casas, escolas, hospitais e infraestruturas essenciais destruídos ou gravemente danificados” no regresso às suas zonas de origem.

“O sistema de saúde encontra-se sob enorme pressão, com grandes limitações no acesso a cuidados essenciais. Serviços básicos, como o abastecimento de eletricidade e água, são instáveis e muitas famílias enfrentam incerteza quanto à sua segurança e ao futuro”, relata a organização.

Além disso, as crianças apresentam “sinais crescentes de sofrimento psicológico, devido à exposição prolongada à violência, ao deslocamento e à instabilidade”, num quadro de cessar-fogo que não cessou os confrontos entre as tropas israelitas e as milícias do Hezbollah.

Desde o início da trégua, em 17 de abril, 380 pessoas morreram no Líbano, de acordo com dados hoje divulgados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

“A Unicef está no terreno a responder às necessidades mais urgentes, prestando apoio a crianças e famílias deslocadas a viver em abrigos ou em comunidades de acolhimento e áreas de difícil acesso, com serviços essenciais de saúde, proteção, água, saneamento e apoio psicossocial”, afirma a organização,

Do total do valor de 44,4 milhões de euros estimados no apelo, apenas cerca de 14 milhões foram mobilizados, “o que representa uma lacuna crítica no financiamento da resposta humanitária às crianças e às suas famílias do Líbano”, avisa ainda a organização.

Lusa

Emirados Árabes Unidos voltam a ser atacados

Os Emirados Árabes Unidos estão novamente a ser atacados pelo Irão, segundo avançou o ministério da Defesa daquele país, garantindo estar a "respinder ativamente".

Pete Hegseth diz que cessar-fogo se mantém

O secretário da Defesa norte-americana confirmou que o cessar-fogo se mantém em vigor, apesar de alguns ataques iranianos e do bloqueio americano em curso. “Não, o cessar-fogo não acabou”, disse Pete Hegseth durante uma conferência de imprensa no Pentágono em que garantiu que as forças militares norte-americanas preferem que a nova iniciativa para "guiar" os navios retidos pelo Estreito de Ormuz seja pacífica, mas que estas estão preparadas caso as necessidades se alterem.

Trump admite mais duas ou três semanas de guerra sem preocupações de tempo

O Presidente norte-americano admitiu que a guerra com o Irão poderá prolongar-se ainda por duas ou três semanas e descartou que o tempo seja um “fator crucial” para os interesses de Washington.

“De uma forma ou de outra, ganhamos”, afirmou Donald Trump durante uma entrevista à ABC News divulgada hoje, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

Trump disse que ou os Estados Unidos fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra “com muita facilidade”.

“Do ponto de vista militar, já ganhámos”, reafirmou.

“Já me ouviram dizer isto um milhão de vezes”, reconheceu o Presidente dos Estados Unidos, que ordenou os ataques ao Irão em 28 de fevereiro, numa operação conjunta com Israel.

Trump evitou pronunciar-se sobre se os ataques do Irão contra os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira representaram uma violação das tréguas em vigor desde 08 de abril.

“Veremos o que acontece”, afirmou, depois de ter minimizado na segunda-feira os ataques contra um campo petrolífero no leste do país do golfo Pérsico, ao afirmar que “não houve danos importantes”.

Trump também minimizou a importância da possível duração da guerra, argumentando que existe uma grande aceitação por parte do público norte-americano em relação ao conflito, ao contrário do que indicam as sondagens.

“O tempo não é um fator crucial para nós”, assegurou.

Trump disse que os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz desde o lançamento na segunda-feira de uma operação militar para facilitar a passagem dos navios retidos no golfo Pérsico, embora o Irão afirme o contrário.

Relativamente às reservas de urânio do Irão, principal argumento esgrimido pelos Estados Unidos e por Israel para lançar a nova ofensiva, Trump minimizou a respetiva importância e alcance devido aos bombardeamentos lançados em junho.

“Provavelmente, [as reservas de urânio] não podem ser usadas”, afirmou.

Trump admitiu que gostava de capturar o urânio em posse do Irão para evitar que as autoridades iranianas “caiam na tentação” de insistir nas aspirações nucleares.

Lusa

UE prepara-se para eventual escassez de combustível

O comissário europeu para a Energia afirmou hoje que, por enquanto, não há problemas de abastecimento de hidrocarbonetos na UE devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, mas acrescentou que a UE está a preparar-se para uma possível escassez.

“Continuamos a preparar-nos para uma situação em que possam surgir problemas de segurança do abastecimento. Ainda não chegámos a esse ponto, mas pode acontecer, especialmente no que diz respeito ao querosene [combustível derivado do petróleo utilizado na aviação]” afirmou Jørgensen em declarações à imprensa após receber em Bruxelas o ministro da Energia da Moldávia, Dorin Junghietu.

“Esperamos não chegar a esse ponto, mas estamos a preparar-nos (...), a esperança não é uma estratégia”, acrescentou o social-democrata dinamarquês.

“Muito cedo para dizer quando voltaremos a uma situação normal” salientou o comissário, acrescentando que, mesmo que isso aconteça, “na melhor das hipóteses, a situação é muito grave”, porque alguns dos danos nas infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico, especialmente no Qatar, levarão anos a recuperar.

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UE prepara-se para eventual escassez de combustível

Teerão acusa Washington de pôr em perigo navegação no estreito de Ormuz

O Irão acusou hoje os Estados Unidos de colocarem em perigo a segurança da navegação no estreito de Ormuz ao “violarem o cessar-fogo” em vigor.

“A segurança da navegação e do trânsito energético foi posta em perigo pelos Estados Unidos e aliados ao violarem o cessar-fogo e imporem um bloqueio, embora o mal venha a ser contido”, denunciou o presidente do Parlamento iraniano.

Mohamad Baqer Qalibaf afirmou que “uma nova equação” no estreito de Ormuz “se está a consolidar” e advertiu os Estados Unidos de que não poderão aguentar a situação durante muito tempo, ao contrário do Irão.

“Sabemos bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem sequer começámos”, afirmou numa declaração divulgada nas redes sociais, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Os Estados Unidos iniciaram na segunda-feira uma operação para tentar facilitar a passagem pelo estreito de Ormuz das embarcações retidas pelo bloqueio iraniano.

Lusa

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Irão responde ao “Projeto Liberdade” dos EUA com ataques a navios e aos Emirados

Coreia do Sul vai rever posição sobre operações dos EUA no Estreito de Ormuz

Seul anunciou hoje que vai "reavaliar cuidadosamente a sua posição" relativamente a uma eventual participação nas operações norte-americanas no Estreito de Ormuz, na sequência da explosão que atingiu um cargueiro fretado pela armadora sul-coreana HMM.

Sem se comprometer com uma eventual mudança, o ministério sul-coreano da Defesa indicou que pretende "reexaminar cuidadosamente a sua posição".

Seul tenciona definir a sua posição tendo em conta o direito internacional, a segurança das rotas marítimas internacionais, a sua aliança com os Estados Unidos e a situação de segurança na península coreana, precisou o ministério sul-coreano.

O Governo sul-coreano recordou, por outro lado, que "participa ativamente nas discussões internacionais sobre a cooperação destinada a garantir uma passagem segura pelo estreito de Ormuz".

O navio sul-coreano atingido na segunda-feira, o HMM Namu, é um cargueiro polivalente com cerca de 180 metros, com pavilhão panamiano, de acordo com dados do portal MarineTraffic.

Todos os 24 membros da tripulação a bordo, incluindo seis sul-coreanos, estão sãos e salvos, precisou hoje o ministério sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, e o incêndio está "completamente extinto".

Lusa

Maersk anuncia que um dos seus navios atravessou o estreito de Ormuz

A gigante dinamarquesa do transporte de mercadorias em contentores Maersk informou hoje que um dos seus navios, o Alliance Fairfax, com pavilhão norte-americano, atravessou o estreito de Ormuz, escoltado pela Armada dos Estados Unidos.

"O Alliance Fairfax, um navio que transporta veículos e arvorando pavilhão americano, operado pela Farrell Lines, Inc., uma filial da transportadora americana Maersk Line Limited (MLL), atravessou o estreito de Ormuz e deixou o golfo Pérsico a 04 de maio", indicou a Maersk num comunicado transmitido à agência de notícias France-Presse.

"A travessia decorreu sem incidentes e todos os membros da tripulação estão sãos e salvos", precisou a armadora. O navio foi "acompanhado por meios militares norte-americanos", acrescentou.

O navio de carga "encontrava-se no golfo Pérsico quando eclodiram as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão em fevereiro e não pôde partir devido a preocupações persistentes em matéria de segurança", indicou a transportadora.

Dois navios mercantes com bandeira norte-americana conseguiram atravessar "com sucesso" a passagem estratégica, anunciou na segunda-feira o CentCom, o comando militar dos Estados Unidos para a região.

Lusa

Japão recebe primeira entrega de petróleo russo desde o início da guerra

Um carregamento de petróleo russo chegou hoje ao Japão, representando a primeira entrega de Moscovo ao país desde o bloqueio do Estreito de Ormuz devido à guerra no Médio Oriente, reportaram meios de comunicação locais.

O Japão depende da região para cerca de 95% das suas importações de petróleo e procura diversificar as fontes de abastecimento energético.

Um navio com petróleo bruto proveniente do projeto de exploração de gás natural Sakhaline-2 atracou esta segunda-feira na costa de Imabari no sudoeste do país, noticiaram a TV Tokyo e o Asahi Shimbun, citando responsáveis anónimos da companhia Taiyo Oil.

O Governo japonês investiu nesta empresa, que não está sujeita às sanções económicas globais contra a Rússia.

O Ministério da Economia japonês pediu à Taiyo Oil que recebesse este carregamento, que será encaminhado para uma refinaria, onde servirá para produzir gasolina, nafta — utilizada na fabricação de plásticos, fibras ou tintas, entre outros — e outros derivados.

Contactados pela AFP, os responsáveis da empresa não responderam até ao momento.

Lusa

Macron classifica como "inaceitáveis" ataques iranianos contra Emirados Árabes Unidos

O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou como "inaceitáveis" os ataques iranianos com drones e mísseis de cruzeiro contra os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira, os primeiros em mais de um mês na guerra no Médio Oriente.

"Os ataques iranianos de hoje (segunda-feira) contra infraestruturas civis dos Emirados são injustificados e inaceitáveis", denunciou Macron numa publicação esta madrugada na rede social X, garantindo aos Emirados o apoio da França e apelando novamente à reabertura do Estreito de Ormuz e a garantias de segurança para os países da região.

Antes de Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou os ataques iranianos e apelou a uma solução diplomática no Médio Oriente através de um comunicado divulgado pelo Nº10 da Downing Street.

"O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis que tiveram como alvo os Emirados Árabes Unidos", reagiu Starmer.

"Esta escalada tem de cessar. O Irão deve empenhar-se verdadeiramente nas negociações, a fim de garantir que o cessar-fogo no Médio Oriente se mantenha e que se chegue a uma solução diplomática a longo prazo", acrescentou o chefe do Governo britânico.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques iranianos na segunda-feira, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer a circulação de navios no estreito de Ormuz.

Lusa

Reino Unido pede fim da escalada no Médio Oriente após ataques iranianos contra Emirados

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou os ataques iranianos contra os Emirados Árabes Unidos, os primeiros registados desde a entrada em vigor da trégua no início de abril, e apelou a uma solução diplomática no Médio Oriente.

"O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis que tiveram como alvo os Emirados Árabes Unidos", reagiu Starmer num comunicado divulgado esta esta segunda-feira à noite.

"Esta escalada tem de cessar. O Irão deve empenhar-se verdadeiramente nas negociações, a fim de garantir que o cessar-fogo no Médio Oriente se mantenha e que se chegue a uma solução diplomática a longo prazo", acrescentou o chefe do Governo britânico.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques iranianos na segunda-feira, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer a circulação de navios no estreito de Ormuz.

MNE iraniano defende que "não há soluções militares” para Estreito de Ormuz

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, criticou hoje as operações militares dos EUA no Estreito de Ormuz, defendendo que "não existem soluções militares para uma crise politica".

"Os acontecimentos em Ormuz deixam claro que não existem soluções militares para uma crise política", destacou Araqchi numa mensagem na rede social X.

O chefe da diplomacia iraniana alertou ainda os EUA e os Emirados Árabes Unidos (EAU) para que desconfiem daqueles que os querem "arrastar de volta para o lamaçal".

As tensões no Médio Oriente voltaram a aumentar após a mobilização anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de centenas de aeronaves, contratorpedeiros e drones para facilitar a passagem de navios presos no Estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano.

De acordo com a operação norte-americana, denominada "Projeto Liberdade", dois navios mercantes com bandeira dos EUA puderam atravessar a zona sem sofrer danos, apesar da alegação do Irão de que as suas forças armadas abriram fogo sobre os navios e de que dois mísseis atingiram um deles.

Sobre a operação norte-americana, Araqchi disse que "o Projeto Liberdade é o Projeto Impasse".

Lusa

Acompanhe aqui as incidências desta terça-feira na guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira, 5 de maio, sobre a guerra no Médio Oriente.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Irão responde ao “Projeto Liberdade” dos EUA com ataques a navios e aos Emirados
Diário de Notícias
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