Captura de ecrã de um vídeo partilhado pela TVE da carga policial na Galiza.
Captura de ecrã de um vídeo partilhado pela TVE da carga policial na Galiza.FOTO:DR

Manifestação anti-Vox na Galiza acaba com carga policial e vários feridos

Distúrbios no final de um evento com o líder do partido, Santiago Abascal, no âmbito da pré-campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro.
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Uma manifestação contra o partido de extrema-direita Vox na Corunha, na Galiza, acabou com cargas policiais e distúrbios, com várias pessoas feridas e pelo menos um detido, segundo os jornalistas que estavam no local.

Os distúrbios e as cargas policiais ocorreram esta quarta-feira (21 de outubro) no final de uma iniciativa do presidente do Vox, Santiago Abascal, dentro da pré-campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro, na praça María Pita, no centro da Corunha.

Segundo os meios de comunicação social espanhóis, a iniciativa mobilizou cerca de 300 apoiantes do Vox, que ouviram uma declaração de Abascal, mas também cerca de mil pessoas que foram até à mesma praça para se manifestar contra o partido com gritos como “a Galiza será o túmulo do fascismo”.

A praça foi dividida desde o início da manhã por uma barreira policial formada por elementos das forças de segurança e 12 furgonetas, que impediram que os dois grupos se aproximassem.

Foi no final da intervenção de Abascal que começaram os distúrbios que acabaram com cargas policiais sobre o grupo que se manifestava contra o Vox, depois do lançamento de objetos, como cadeiras, em direção à barreira da polícia.

Os meios de comunicação social no local relatam que pelo menos uma pessoa foi detida e que vários manifestantes ficaram feridos, assim como uma jornalista que foi levada para um hospital.

Não há, até agora, um balanço ou informações por parte das autoridades.

A concentração anti-Vox foi convocada por várias associações, sobretudo de estudantes, assim como juventudes partidárias de formações de esquerda.

O presidente do Vox disse, ainda antes dos distúrbios e das cargas policiais, que a presença daqueles manifestantes não lhe dava “nenhum medo” e que quando ogoverno mudar em Espanha (atualmente está nas mãos da esquerda) “não será possível perseguir os cidadãos e ir às praças impedir que as pessoas se expressem em liberdade”.

Abascal reconheceu, por outro lado, que o Vox tem “uma espinha cravada na Galiza”, onde o partido não tem deputados. É a única região de Espanha com um parlamento autonómico sem qualquer representante da extrema-direita.

Espanha vai ter eleições legislativas antecipadas em 29 de novembro e Abascal garantiu esta quarta-feira que o partido tem sondagens internas que dizem que poderá este ano eleger um deputado pela Corunha.

O Vox é atualmente o terceiro maior partido no parlamento espanhol, onde tem 33 deputados.

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