Mais de mil militares ucranianos renderam-se em Mariupol , diz Ministério da Defesa russo

Ministério da Defesa russo afirmou que "1.026 militares ucranianos da 36.ª brigada de infantaria da Marinha depuseram voluntariamente as armas e renderam-se" na cidade portuária de Mariupol. Kiev diz que desconhece rendição.

Mais de mil militares da Ucrânia, entre os quais 162 oficiais, renderam-se às forças da Rússia em Mariupol, cidade cercada há semanas, disse esta quarta-feira o Ministério da Defesa russo.

"Na cidade de Mariupol, na área da metalúrgica Ilyich (...), 1.026 militares ucranianos da 36.ª brigada de infantaria da Marinha depuseram voluntariamente as armas e renderam-se", disse o Ministério russo num comunicado.

Segundo a mesma fonte, 150 militares ficaram feridos e foram tratados no hospital Mariupol.

Durante a noite de terça-feira para hoje, uma reportagem da televisão pública russa transmitida no Rossiya 24 anunciou a rendição de mais de mil soldados ucranianos em Mariupol.

As filmagens mostraram homens em uniformes de camuflagem a carregar feridos em macas ou a ser interrogados em pé no que parece ser um porão.

O porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano disse, entretanto, que não tinha informações sobre a rendição de fuzileiros navais em Mariupol.

Na terça-feira, as autoridades regionais do sudeste da Ucrânia estimaram em pelo menos 20.000 mortos o número de vítimas em Mariupol, bombardeada por mais de 40 dias.

A luta está agora concentrada na gigantesca zona industrial da cidade.

Tomar Mariupol permitiria aos russos consolidar os seus ganhos territoriais na faixa costeira ao longo do Mar de Azov, ligando a região de Donbass à península da Crimeia, que os russos anexaram em 2014.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 4,5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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