Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos. ONU vai fornecer 10 mil sacos mortuários
Henry Chirinos/EPA

Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos. ONU vai fornecer 10 mil sacos mortuários

De acordo com a ONU, que está a coordenar mais de 2.000 socorristas enviados por 27 países para procurar sobreviventes sob os escombros, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
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Mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos após o duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira, segundo estimativas de satélite divulgadas pela NASA.

A agência espacial norte-americana estimou que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido, provavelmente, danificados ou destruídos em toda a área afetada.

Os dados baseiam-se em informações de satélites de alta resolução da Agência Espacial Europeia, recolhidas em 25 de junho, um dia após os sismos, de acordo com os investigadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual do Oregon.

"Esta é uma avaliação preliminar" e que "reflete uma mudança repentina na área da superfície", afirmaram os investigadores, acrescentando que este número deve ser considerado apenas como um indicador e não foi verificado no terreno.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, referiu na segunda-feira que 855 edifícios ficaram danificados, incluindo 189 que sofreram “um colapso total”.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 60 portugueses e lusodescendentes (51 homens e 36 mulheres), e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis, segundo o balanço de segunda-feira do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a ONU, que está a coordenar mais de 2.000 socorristas enviados por 27 países para procurar sobreviventes sob os escombros, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Em conferência de imprensa, na segunda-feira, 29, o coordenador humanitário das Nações Unidas para a Venezuela, Gianluca Rampolla, adiantou que a busca e o resgate constituem o principal objetivo da "operação em grande escala" que estão a levar a cabo, apesar de já terem decorrido as primeiras 72 horas.

"Estamos a coordenar esforços para prestar assistência médica de emergência, abrigo, ajuda alimentar, água e saneamento, apoio logístico e para garantir não só o armazenamento, mas também a distribuição de todos os mantimentos que estão a chegar ao país", afirmou.

Rampolla afirmou também que a ONU vai fornecer 10 mil sacos mortuários para a Venezuela, esperando, no entanto que o balanço final das vítimas de um duplo sismo na semana passada no país seja inferior a esse número.

“Não vou começar a especular sobre números [de desaparecidos] que o Governo não anunciou oficialmente”, observou Rampolla quando questionado sobre o número de desaparecidos.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia (UE), enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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