Liberman quer formar governo com Likud e sem Netanyahu
Avigdor Liberman, líder do partido Yisrael Beiteinu, defendeu uma solução de governo na qual faria parte o Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, mas sem a presença deste. Liberman, que durante anos foi próximo do primeiro-ministro cessante, pronunciou-se em conferência de imprensa sobre a formação de um governo após as eleições da terça-feira passada e na véspera da primeira reunião do bloco que elegeu 48 deputados.
O Yisrael Beiteinu (Israel a nossa casa), sionista, nacionalista, de centro-direita, encontra-se no mesmo espaço político do Likud. No entanto, fez parte do bloco de partidos da oposição ao bloco da coligação governamental, que integra partidos ultraortodoxos e de extrema-direita. Liberman cortou de vez os seus laços com Netanyahu, de quem foi chefe de gabinete e, mais tarde, já líder do seu partido, integrou governos de coligação em diversas pastas. “Netanyahu não é apto por várias razões, incluindo não estar fisicamente em condições de ocupar o cargo”, considerou.
Mas se o homem que na sua juventude foi segurança de clubes noturnos continua a afastar a hipótese de juntar os seus sete deputados eleitos a Netanyahu, também se mostrou crítico quanto à forma como Gadi Eisenkot, o líder do principal partido do bloco, se apresentou na campanha. Afirmou ainda não estar de acordo com a formação de um governo minoritário. “Duraria muito menos de um ano, e depois teríamos Bibi de volta com 70 assentos por mais quatro anos”, referindo-se a Netanyahu.
Recusou o apoio dos partidos árabes - que acusou de terem tido o suporte da Autoridade Palestiniana -, os quais alcançaram em conjunto 19 lugares no Knesset. Para Liberman, o desfecho preferido seria “formar uma coligação sionista com o Likud e sem Netanyahu”.

