O Wall Street Journal avançou esta terça-feira que a Europa está a elaborar um plano pós-guerra que inclui uma coligação de países com vista a desbloquear a circulação marítima do estreito de Ormuz, sem a participação dos Estados Unidos. O plano, segundo a publicação, inclui o envio de navios de desminagem e outros navios militares e só entraria em vigor após o fim da guerra. De acordo com o Wall Street Journal, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que este plano prevê uma missão defensiva internacional que não inclui as partes «beligerantes», ou seja, os EUA, Israel e o Irão..O Departamento de Estado dos EUA refere-se à ronda negocial desta terça-feira entre Israel e o Líbano como "o primeiro grande encontro de alto nível" entre os dois governos "desde 1993". Os países "mantiveram discussões produtivas sobre os passos a dar para o lançamento de negociações diretas entre Israel e o Líbano", lê-se no comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.Os Estados Unidos "manifestaram o seu apoio a novas negociações, bem como aos planos do Governo do Líbano para restaurar o monopólio da força e pôr fim à influência opressiva do Irão", refere a administração de Donald Trump.Segundo os EUA, Israel "manifestou o seu apoio ao desarmamento de todos os grupos terroristas não estatais e ao desmantelamento de todas as infraestruturas terroristas no Líbano", tendo manifestado "o seu empenho em trabalhar com o Governo do Líbano" para atingir este objetivo, de modo a "garantir a segurança dos povos de ambos os países". O Líbano "reafirmou a necessidade urgente da plena implementação do anúncio de cessação das hostilidades de novembro de 2024, sublinhando os princípios da integridade territorial e da plena soberania estatal, ao mesmo tempo que apelou a um cessar-fogo e a medidas concretas para enfrentar e aliviar a grave crise humanitária que o país continua a sofrer em consequência do conflito em curso".O Departamento de Estado dos EUA termina a nota dando conta que "todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas em data e local mutuamente acordados"..O Comando Central das Forças Armadas dos EUA disse esta terça-feira que 399 soldados norte-americanos ficaram feridos na guerra contra o Irão. O número oficial foi dado pelo Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, citado pela Associated Press. Dos 399 feridos, três estão em estado grave e 354 já regressaram ao serviço. Durante a operação Fúria Épica morreram 13 militares norte-americanos. .Após mais de duas horas, as negociações entre Israel e Líbano terminaram em Washington. Para o embaixador israelita nos EUA, Yechiel Leiter, a ronda negocial foi "uma vitória para a paz"."Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado da equação, e esta é a coisa mais positiva que poderíamos ter retirado disto", disse o diplomata.Leiter disse que os dois países estão "unidos na libertação do Líbano do poder de ocupação dominado pelo Irão, chamado Hezbollah"."Falámos sobre várias coisas, mas acima de tudo sobre a visão a longo prazo, em que haverá uma fronteira claramente delineada entre os nossos países, e a única razão pela qual precisaremos de atravessar o território um do outro será de fato para fazer negócios ou de fato de banho para ir de férias", disse o embaixador israelita, citado pela imprensa internacional.Aos jornalistas, o diplomata disse ainda que o Hezbollah está "mais enfraquecido do que nunca". .Terminaram as negociações desta terça-feira entre as delegações de Israel e do Líbano em Washington, noticia a Sky News, que cita a agência noticiosa estatal libanesa.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi o anfitrião desta ronda negocial, que contou com o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, e a sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad..Masoud Pezeshkian, presidente do Irão, elogiou as "posições" de seis países europeus, entre os quais Espanha, Itália e Turquia, pelas críticas aos ataques israelitas no Médio Oriente.As "raízes culturais e históricas profundas" desses países contribuíram para sua oposição a Israel, escreveu numa publicação na rede social X, na qual também fez referência a China, Rússia e Egito..O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou esta terça-feira que é "altamente provável" que as negociações entre EUA e Irão sejam retomadas, de acordo com as últimas indicações que a ONU recebeu. Em conferência de imprensa, Guterres expressou "enorme admiração" pelo Paquistão devido ao papel "muito importante" que o país está a ter para encontrar a paz no Médio Oriente. .O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos informou que "nenhum navio" atravessou o estreito de Ormuz desde o início do bloqueio norte-americano. Numa nota divulgada nas redes sociais, os EUA indicaram que seis embarcações "cumpriram a ordem das forças norte-americanas para regressar a um porto iraniano no Golfo de Omã"."Mais de 10.000 marinheiros, fuzileiros navais e aviadores norte-americanos, juntamente com mais de uma dúzia de navios de guerra e dezenas de aeronaves, estão a executar a missão de bloquear os navios que entram e saem dos portos iranianos", assegurou o Comando Central dos EUA.Foi ainda referido que o bloqueio está a ser aplicado "contra embarcações de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Árabe e no Golfo de Omã". "As forças norte-americanas estão a apoiar a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos", lê-se na nota. .O presidente dos EUA afirmou esta terça-feira ao jornal New York Post que as negociações com o Irão podem ser retomada dentro de dois dias.Após a falta de acordo nas negociações do passado fim de semana em Islamabad, as conversações de paz entre Washington e Teerão podem ser retomadas no Paquistão, segundo Donald Trump. .O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se hoje “chocado” com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, porque erradamente pensou que ela tinha coragem para ajudar os Estados Unidos na guerra contra o Irão.“Giorgia Meloni não quer ajudar-nos na guerra, estou chocado”, afirmou Trump, em declarações por telefone ao maior diário de Itália, o Corriere della Sera.“As pessoas gostam do facto de a sua presidente não estar a fazer nada para obter o petróleo?”, perguntou Trump.“Ela gosta disso? Não consigo imaginar. Estou chocado com ela. Pensei que ela tinha coragem, mas estava enganado”, comentou.Trump disse também que não fala com Meloni “há muito tempo”.“Porque ela não quer ajudar-nos com a NATO, não quer ajudar-nos a livrarmo-nos das armas nucleares. Ela é muito diferente do que eu pensava”, acrescentou o presidente norte-americano.A mudança de opinião de Trump sobre Meloni surge após uma entrevista anterior ao Corriere della Sera, há um mês, na qual a descreveu como uma amiga e uma grande líder que “tenta sempre ajudar”.“Ela já não é a mesma pessoa, e Itália nunca mais será o mesmo país”, sublinhou Trump.O chefe de Estado norte-americano reagiu hoje à condenação por Giorgia Meloni do seu ataque ao Papa, classificando como “inaceitável” que Trump tenha dito que Leão XIV “não entende nada do que se passa no Irão”.“Ela é que é inaceitável, porque não se importa que o Irão tenha uma arma nuclear e faça explodir Itália em dois minutos se tiver oportunidade”, afirmou Trump, falando ao Corriere della Sera.A líder do Partido Democrático (PD), da oposição de centro-esquerda, Elly Schlein, manifestou hoje solidariedade à primeira-ministra italiana, da direita conservadora e nacionalista, depois de Donald Trump ter criticado a sua antiga amiga e aliada, sublinhando que o PD “não aceitará ataques a Itália”.“Condenamos veementemente o ataque do presidente Donald Trump à primeira-ministra Meloni por expressar, com toda a razão, solidariedade com o Papa Leão XIV”, afirmou Elly Schlein na Câmara dos Representantes (câmara baixa do parlamento italiano).“Somos adversários nesta Câmara, mas somos todos cidadãos italianos e não aceitaremos ataques ou ameaças ao Governo e ao nosso país”, sustentou.Lusa.Os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos já estão reunidos em Washington, tendo como mediador o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio.É a primeira vez em mais de 30 anos que os dois países se sentam à mesma mesa para negociar."Esta é uma oportunidade histórica", considerou Rubio. "Compreendemos que estamos a trabalhar contra décadas de história e as complexidades que nos levaram a este momento único”, disse o secretário de Estado dos EUA no início do encontro.Rubio afirmou que a esperança é a de traçar um caminho através do qual "se possa desenvolver uma paz duradoura"..O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o Papa Leão XIV não compreende o que se passa no Irão, em declarações por telefone ao diário italiano Corriere della Sera.Em resposta às críticas reiteradas do líder da Igreja Católica à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Trump afirmou que o Papa “não faz ideia do que se está a passar no Irão”.Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear.“Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado”, argumentou o chefe de Estado norte-americano.Lusa.O Governo italiano "decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel, tendo em conta a situação atual", anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Giorgia Meloni.A decisão, anunciada em declarações aos jornalistas à margem de um evento em Verona, ocorre em vésperas de o memorando de cooperação, originalmente assinado em 2006, ser renovado automaticamente por mais cinco anos, e na sequência de vários atritos diplomáticos entre Roma e Telavive, devido às ações de Israel na Faixa de Gaza e, mais recentemente, no Líbano.Nas mesmas declarações à imprensa, Meloni reiterou ainda o repúdio às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV, por este condenar a guerra em curso no Médio Oriente.A governante transalpina reiterou que "as declarações sobre o papa foram inaceitáveis". "Manifestei, e continuo a manifestar, a minha solidariedade com o Papa Leão. Vou mais longe: francamente, não me sentiria à vontade numa sociedade em que os líderes religiosos fazem o que os líderes políticos dizem", declarou a chefe de governo.Considerada próxima de Trump, Meloni comentou ainda que, "quando se é amigo e se tem aliados, especialmente se forem estratégicos, também é preciso ter a coragem de dizer quando se discorda", e garantiu que Roma e Washington continuam a ter uma boa relação. .O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou hoje ao homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, uma proposta de quatro pontos para restaurar a paz no Golfo, em plena tensão no estreito de Ormuz.A iniciativa foi apresentada durante a visita de Al Nahyan a Pequim, visando impulsionar o processo diplomático no Médio Oriente e no Golfo, face à crise desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a proposta define princípios para retomar a estabilidade na região, incluindo a adesão à coexistência pacífica, o respeito pela soberania nacional, pelo direito internacional e a coordenação em matéria de segurança.A iniciativa surge num momento em que a China rejeitou o bloqueio do estreito de Ormuz anunciado pela administração norte-americana, tendo classificado a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “perigosa e irresponsável”.Pequim alertou ainda que o bloqueio “apenas agravará as tensões” na região, numa altura em que se mantém a incerteza após o fracasso da primeira ronda de negociações com o Irão, realizada em Islamabade, para alcançar um cessar-fogo.Lusa.As companhias aéreas europeias estão a pressionar a União Europeia (UE) para intervir com medidas de emergência para lidar com as repercussões da guerra no Médio Oriente, entre as quais encerramentos generalizados do espaço aéreo e crescentes preocupações com a escassez de combustível de aviação, segundo um documento citado pela Reuters.A associação do setor, Airlines for Europe (A4E), solicitou à UE que implemente uma série de medidas para responder à crise, incluindo a monitorização do fornecimento de combustível de aviação, a suspensão temporária do mercado de carbono para a aviação e a eliminação de certos impostos sobre a aviação.A A4E exigiu, no documento, que Bruxelas considere a compra conjunta, por parte da UE, de querosene, que é um tipo de combustível de aviação.A A4E, cujos membros incluem a Lufthansa, a Air France-KLM e a easyJet, instou ainda a UE a alterar a sua exigência legal para que os países mantenham reservas de petróleo de emergência para 90 dias, uma vez que esta regra não inclui atualmente um requisito específico para o combustível de aviação.No documento, são ainda solicitados esclarecimentos sobre a legislação existente, incluindo a confirmação de que os encerramentos do espaço aéreo devido a conflitos e os consequentes efeitos operacionais serão considerados como não utilização justificada de slots..O Presidente francês e o primeiro-ministro britânico vão presidir na sexta-feira, a partir de Paris, a uma videoconferência de países para organizar uma missão defensiva no estreito de Ormuz, anunciou hoje a presidência francesa.A missão destina-se “a restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz quando as condições de segurança o permitirem”, precisou a presidência, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).Na reunião presidida por Emmanuel Macron e Keir Starmer vão participar “países não-beligerantes prontos a contribuir” para “uma missão multilateral e puramente defensiva”, de contornos ainda por definir e distinta dos esforços dos Estados Unidos.O anúncio segue-se ao bloqueio no estreito ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na sequência da falta de acordo com Teerão para terminar a guerra contra que Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro.Lusa.A produção de petróleo sofreu uma queda de 10,1 milhões de barris por dia em março devido à guerra no Médio Oriente, a maior queda da história, indicou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).No relatório mensal sobre o mercado do petróleo publicado hoje, a AIE indicou que, em março, as perdas de produção decorrentes do conflito no Médio Oriente representaram, de forma acumulada, mais de 360 milhões de barris, prevendo um aumento para 440 milhões de barris em abril.No início de abril, o bloqueio quase total do estreito de Ormuz pelo Irão significava que por ali saíam 3,8 milhões de barris por dia de crude, gás natural e produtos refinados, quando em fevereiro, antes do início das hostilidades, eram mais de 20 milhões de barris por dia.Embora países, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, tenham habilitado outras vias para exportar uma parte dos hidrocarbonetos à margem do estreito de Ormuz, as perdas nas exportações de petróleo ultrapassam os 13 milhões de barris por dia, compensadas em parte recorrendo às reservas, que estão a diminuir.No que diz respeito à procura, a AIE reviu fortemente em baixa as previsões para este ano e estima agora que esta será, em média, de 104,259 milhões de barris por dia, o que significa menos 730.000 barris por dia do que tinha calculado em março, durante os primeiros dias da guerra.Entre o segundo e o quarto trimestre, a queda no consumo será de 1,5 milhões de barris por dia, a mais “abrupta” desde o início da crise da covid-19 em 2020.Se as interrupções se prolongarem, a queda da procura pode atingir cinco milhões de barris por dia em termos homólogos entre o segundo e o quarto trimestre.Os autores do relatório alertaram que se as interrupções na produção e exportação de petróleo do Médio Oriente continuarem elevadas será necessário continuar a recorrer às reservas a ritmos "insustentáveis" de seis milhões de barris por dia (2.000 milhões de barris no conjunto do ano).O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, alertou que “abril deverá ser pior do que março” para o setor energético, mesmo que se encontre uma saída para a guerra, pois, embora no mês passado o mercado tenha sido abastecido com os petroleiros carregados no Golfo Pérsico antes do início do conflito, isso não pode acontecer agora.“É a crise energética mais grave da história”, advertiu Birol, que salientou que esta afeta “o petróleo e o gás natural, mas também outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou o hélio”.Lusa.As autoridades paquistanesas anunciaram hoje ter proposto nova ronda negocial para a paz entre responsáveis de Estados Unidos da América (EUA) e a República Islâmica iraniana, enquanto presidente e vice-presidente norte-americanos apontaram a existência de progressos.Donald Trump afirmou que Washington foi contactado “pela outra parte”, que quer “chegar a um acordo”, e o seu ‘vice’, JD Vance, presente nas negociações goradas no fim de semana em Islamabade, declarou haver “algum progresso”.Por seu turno, um alto responsável do grupo islamista radical pró-iraniano do Líbano Hezbollah disse que aquele movimento armado não vai acatar qualquer acordo que possa acontecer nas negociações entre o governo libanês e o congénere israelita, previstas para terça-feira, em Washington.As autoridades libanesas esperam intermediar um cessar-fogo na guerra que dura desde 02 de fevereiro entre as forças armadas israelitas e o Hezbollah e que já matou pelo menos 2.089 pessoas no Líbano.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o objetivo é o desarmamento do grupo xiita libanês e não negociar uma trégua, com vista a um acordo de paz, sim, mas entre Líbano e Israel.Entretanto, o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos, que começou segunda-feira, e a ameaça de retaliação do Irão criaram novo impasse, ameaçando ainda mais a economia global, sobretudo quanto aos transportes marítimos na região do golfo Pérsico.Lusa.A Agência Internacional de Energia (AIE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial alertaram na segunda-feira para o impacto "global e altamente assimétrico" da guerra no Médio OrientePara as três instituições, o conflito no Médio Oriente está a afetar os importadores de energia, particularmente os países mais desfavorecidos.Os responsáveis das três instituições internacionais, Kristalina Georgieva (FMI), Ajay Banga (Banco Mundial) e Fatih Birol (AIE), realizaram na segunda-feira uma reunião no âmbito do grupo de coordenação criado no início de abril para coordenar a resposta das agências aos efeitos económicos da guerra no Médio Oriente.Neste sentido, manifestaram preocupação com a segurança alimentar e a perda de emprego como fatores resultantes da crise nos preços do petróleo, gás e fertilizantes agrícolas. Por outro lado, alguns produtores de petróleo e gás da região também sofreram uma queda drástica nas receitas de exportação.No comunicado conjunto, as três instituições disseram que a situação continua incerta, assinalando que a navegação no Estreito de Ormuz ainda não regressou à normalidade.O documento alertou que, mesmo após a retoma dos fluxos marítimos regulares, vai demorar tempo para que o fornecimento global de matérias-primas essenciais regresse aos níveis anteriores ao conflito.Neste sentido, os preços dos combustíveis e dos fertilizantes podem manter-se elevados durante um longo período.O Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia avisaram ainda que as interrupções no fornecimento podem provocar escassez nos setores da energia, alimentar e outros.A guerra provocou deslocações forçadas, provocou desemprego e reduziu as viagens e o turismo, uma situação que pode tardar a ser invertida, referiram.Lusa.O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje um cessar-fogo “abrangente e duradouro” no Médio Oriente, durante um encontro em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.A reunião decorreu no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, num contexto de agravamento da crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas globais.Durante o encontro, Xi sublinhou que a resolução da situação deve passar por vias políticas e diplomáticas e garantiu que a China continuará a desempenhar um “papel construtivo” e a “trabalhar ativamente” para promover a paz, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.O líder chinês defendeu ainda o respeito pela soberania, segurança e integridade territorial dos países do Médio Oriente e do Golfo, alertando contra a aplicação seletiva do direito internacional, que, afirmou, não pode ser usado “quando convém e descartado quando não”.Xi apresentou quatro princípios para avançar na estabilidade regional, incluindo a coexistência pacífica entre os países da região, o respeito pelo direito internacional e a articulação entre desenvolvimento e segurança, numa altura em que o conflito aumenta a incerteza sobre rotas energéticas e o comércio global.Nesse contexto, defendeu o reforço da coordenação em fóruns multilaterais como a ONU e os BRICS, acrescentando que a estabilidade das relações entre a China e os Emirados Árabes Unidos pode ajudar a mitigar a incerteza internacional.As duas partes trocaram ainda pontos de vista sobre a situação no Médio Oriente e no Golfo, marcada por restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e pelo anúncio dos Estados Unidos de bloquear e intercetar determinados navios, após o fracasso das negociações com o Irão no Paquistão.Xi alertou também para o risco de prevalecer a “lei da selva” no sistema internacional, expressão que utilizou igualmente horas antes num encontro com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.Segundo a Xinhua, o príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos destacou o papel “responsável e construtivo” da China e manifestou disponibilidade para reforçar a coordenação com Pequim, com vista a promover um cessar-fogo, garantir a segurança da navegação e evitar um maior impacto na economia global e nos mercados energéticos.A visita de Al Nahyan ocorre num momento de elevada tensão no Médio Oriente, com o Estreito de Ormuz sujeito a restrições ao tráfego impostas pelo Irão, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel e ao anúncio de Washington de bloquear e intercetar determinados navios.Lusa.O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou hoje, em Pequim, que países que criticam violações do direito internacional sejam depois alvo de ameaças, defendendo que a posição de Espanha sobre o Irão “não deve ofender ninguém”.Sánchez falava aos jornalistas após um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, quando questionado sobre se as suas declarações sobre o deteriorar da ordem internacional poderiam ser vistas como uma crítica ao Presidente norte-americano, Donald Trump.“Espanha tem uma posição coerente em matéria de política externa. Não deve ofender ninguém”, afirmou o chefe do Executivo, defendendo um “sistema internacional baseado em regras” e rejeitando a prevalência da “lei da selva”.Lamentou que os países que criticam governos que, na sua perspetiva, violam o direito internacional acabem por ficar “sujeitos à ameaça desses países”, numa referência implícita aos Estados Unidos e a Israel, na sequência da crise desencadeada pela guerra com o Irão.A expressão utilizada por Sánchez coincide com a usada horas antes por Xi, no início da reunião bilateral no Grande Palácio do Povo, ao afirmar que China e Espanha estão “do lado certo da história” face à “lei da selva”, num momento em que o direito e a ordem internacionais foram “gravemente postos em causa”.O líder espanhol sublinhou que o quadro multilateral criado após a Segunda Guerra Mundial proporcionou “o maior período de prosperidade e de paz no mundo”, acrescentando que, do ponto de vista de Espanha, o respeito pelo direito internacional não é apenas uma questão moral, mas também de interesse nacional.“Nós não teremos qualquer problema em continuar do lado certo da história, a defender aquilo que consideramos justo”, acrescentou.Sánchez reúne-se ainda hoje em Pequim com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e com o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (órgão legislativo), Zhao Leji.Na segunda-feira, no arranque da visita oficial, o chefe do Governo espanhol apelou à China para reforçar o seu papel na resolução de conflitos como o do Irão e para promover uma maior abertura comercial, com vista a reduzir desequilíbrios como o défice que Espanha mantém com o país asiático.Lusa. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, pediu hoje que se evite o regresso do conflito armado no Irão e reiterou a disposição de Moscovo em apoiar uma solução pacífica para a nação persa.Num comunicado sobre a conversa telefónica entre o ministro russo e o seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo informou que Lavrov enfatizou a importância de evitar um novo confronto armado, tendo reafirmado a “contínua disposição da Rússia em ajudar a resolver a crise, que não tem solução militar".Durante a conversa, "Araqchi informou Lavrov sobre os detalhes das conversas iraniano-americanas realizadas no sábado, em Islamabad".“O lado russo saudou o compromisso contínuo de Teerão em prosseguir com os esforços diplomáticos e procurar soluções que abordem as causas profundas do conflito e alcancem a estabilização a longo prazo na região, levando em consideração os legítimos interesses do Irão e dos seus vizinhos”, refere a nota.Lavrov aproveitou ainda a oportunidade para expressar condolências a Araqchi pelo “cruel assassinato em ataque aéreo” do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kamal Kharazi, que morreu na quinta-feira.Lusa.As negociações entre Israel e Líbano têm início marcada para esta terça-feira, 14 de abril, em Washington, capital dos Estados Unidos.Durante o dia de ontem, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu insistiu que Israel vai dar continuidade ao plano de criar uma "zona de segurança sólida e mais profunda" no sul do Líbano, onde assinalou que "os combates continuam", apesar da reunião prevista entre os embaixadores dos dois países para discutir um cessar-fogo. Israel recusa-se a discutir um cessar-fogo com o Hezbollah, entre interpretações opostas sobre a inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo alcançado na semana passada por Estados Unidos e Irão na ofensiva israelo-americana desencadeada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. O Governo libanês observou que as negociações com Israel são separadas da trégua acordada na terça-feira para o conflito do Golfo, depois de o Paquistão, país mediador no processo, ter indicado o inicialmente o contrário. Israel e Estados Unidos entenderam que a trégua não abrangia o Líbano, levando o Irão a ameaçar faltar às negociações de paz com uma delegação norte-americana em Islamabade no passado fim de semana, que acabaram por terminar sem acordo. O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, logo após a ofensiva aérea, a 28 de fevereiro, dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, nunca verdadeiramente respeitado. No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra o território israelita. Netanyahu ameaçou reiteradamente que se as autoridades libanesas não conseguem controlar e desarmar o Hezbollah, Israel irá fazê-lo no seu lugar. .Perto de uma centena de manifestantes foram detidos na segunda-feira durante um protesto em Nova Iorque, para pedir ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e à senadora Kirsten Gillibrand que bloqueiem a venda de bombas norte-americanas a Israel.Liderada pelo grupo pacifista Voz Judaica pela Paz (JVP, na sigla em inglês), a multidão de centenas de pessoas tentou inicialmente realizar um protesto pacífico no interior dos escritórios dos dois parlamentares democratas em Manhattan, acusados de apoiarem os crescentes ataques de Israel no Líbano e a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.Depois de serem impedidos pelos seguranças de entrar no edifício, os manifestantes bloquearam o trânsito no exterior, gritando "financiem as pessoas, não as bombas", enquanto eram detidos e colocados em três autocarros.Entre as cerca de 90 pessoas detidas estavam a denunciante e ativista Chelsea Manning, a atriz Hari Nef e a vereadora da cidade de Nova Iorque, Alexa Avilés, segundo um porta-voz da JVP.O protesto centrou-se num conjunto de resoluções apresentadas pelo senador Bernie Sanders que poderiam bloquear a venda de mais de 600 milhões de dólares (510,2 milhões de euros) em bombas a Israel.Medidas semelhantes, anteriormente apresentadas por Sanders, senador independente do Vermont, falharam. A mais recente iniciativa, no Verão passado, obteve o apoio de mais de metade dos senadores democratas, no meio da fome e do sofrimento generalizados em Gaza, mas Schumer e Gillibrand não apoiaram.Manifestantes disseram hoje que a ofensiva aérea e terrestre de Israel no sul do Líbano, juntamente com a guerra mais ampla entre os EUA e Israel contra o Irão, aumentaram a urgência da votação, que é esperada para o final desta semana."Este é o momento em que Schumer e Gillibrand devem ouvir os seus eleitores", disse Sonya Meyerson-Knox, diretora de comunicação da JVP, acrescentando: "A maioria dos americanos e nova-iorquinos quer uma solução para o que o Governo israelita está a fazer".Lusa.O ministro das Finanças de Israel comparou hoje o Governo alemão liderado por Friedrich Merz ao regime nazi, afirmando que já acabou o tempo em que Berlim ditava aos judeus "onde podiam ou não viver".O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, reagia ao chanceler alemão, Freidrich Merz, que manifestou oposição à anexação da Cisjordânia por Israel."Senhor chanceler [Freidrich Merz], os dias em que os alemães ditavam aos judeus onde podiam ou não viver acabaram e não vão voltar. O senhor não nos vai forçar a viver em guetos novamente, muito menos na nossa própria terra", escreveu Smotrich hoje numa mensagem difundida através das redes sociais. "O nosso regresso à Terra de Israel — a nossa pátria bíblica e histórica — é a resposta a qualquer pessoa que nos tenha tentado ou esteja a tentar destruir, e não pedimos desculpa por isso, nem por um momento", acrescentou o ministro, que acusou ainda os membros do movimento Hamas de serem "nazis".Na segunda-feira, Merz propôs ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a realização de "negociações de paz" com o Governo libanês no sentido do fim dos combates no Líbano, acrescentando que "não deve haver anexação de facto da Cisjordânia".As posições do chanceler alemão foram transmitidas durante um contacto telefónico com o chefe do Governo de coligação de Israel. Smotrich, na mesma mensagem, referindo-se à Europa disse que rejeita instruções de líderes "hipócritas" acrescentando que o "continente está a perder a consciência e a capacidade de distinguir entre o certo e o errado".Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências desta terça-feira, 14 de abril, sobre a guerra no Médio Oriente.