Israel recupera dois corpos de reféns em operação militar em Gaza. Um deles já foi identificado e é Ilan Weiss
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (29) que o corpo do refém Ilan Weiss foi recuperado numa operação militar e já regressou a Israel.
Segundo o chefe do governo, a operação permitiu também resgatar os restos mortais de outro refém, cuja identidade ainda não foi divulgada e que está a ser analisada por peritos forenses. As informações foram adiantadas pela Sky News.
Netanyahu afirmou que Weiss foi assassinado pelo Hamas durante os ataques de 7 de outubro de 2023, tendo o seu corpo sido levado para Gaza. A mulher e a filha de Weiss também foram raptadas, mas libertadas em novembro do mesmo ano.
“Juntamente com todos os cidadãos de Israel, eu e a minha esposa enviamos as mais profundas condolências às famílias enlutadas e partilhamos a sua dor”, declarou o primeiro-ministro, que agradeceu às forças de segurança pela operação, destacando a “determinação e coragem” dos militares.
“O esforço para trazer de volta os sequestrados continua sem tréguas. Não descansaremos até que todos regressem a casa - tanto os vivos como os mortos”, acrescentou.
Exército israelita declara Cidade de Gaza zona de combate perigosa
Também nesta sexta-feira, o exército israelita classificou a Cidade de Gaza como uma "zona de combate perigosa", mas não pediu a saída imediata da população, quando Israel ameaça lançar uma grande ofensiva militar contra o grupo islamita Hamas.
"A partir de hoje, às 10h00, no horário local (8h00 em Lisboa), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa", de acordo com um comunicado militar publicado na rede social X.
“As IDF [Força de Defesa de Israel] vão continuar a apoiar os esforços humanitários enquanto conduzem operações para proteger Israel”, disse o exército na mesma nota.
Esta "pausa tática local" diária foi anunciada no final de julho para a Cidade de Gaza e outras zonas da Faixa de Gaza, referiu o exército israelita, para "permitir a passagem segura de comboios da ONU" e de organizações não-governamentais (ONG) humanitárias para o território palestiniano devastado pela guerra, que teve início em outubro de 2023.
A Defesa Civil em Gaza registou 33 mortes em território palestiniano desde a madrugada de hoje. O exército israelita não comentou de imediato após ter sido contactado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Apesar da crescente pressão, tanto internacional como interna, para colocar um fim à guerra, o exército israelita afirmou na quinta-feira que "continuava as operações" em todo o território.
Na quarta-feira (27), o exército afirmou que a evacuação da Cidade de Gaza era inevitável, dada a decisão de Israel de assumir o controlo da cidade, a maior do território.
Israel já tinha afirmado que a Cidade de Gaza é um bastião do Hamas, com uma rede de túneis que continua a ser utilizada pelos militantes do grupo islamita palestiniano.
A cidade alberga também parte da infraestrutura crítica e das instalações de saúde do território. As Nações Unidas disseram na quinta-feira (28) que o enclave palestiniano pode perder metade da capacidade de camas hospitalares se Israel mantiver os planos de invasão.

