O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel pediu este sábado, 14 de março, ao Governo neerlandês para tomar medidas mais enérgicas para conter, o que descreveu como uma "epidemia de antissemitismo", após uma explosão numa escola judaica em Amesterdão na noite de sexta-feira, dia 13 de março."Onde ocorrerá o próximo ataque? O Governo neerlandês precisa de fazer muito mais para combater o antissemitismo", afirma o ministério israelita numa mensagem publicada na sua conta na rede social X. .Na sexta-feira à noite, a Polícia e os bombeiros foram chamados a uma escola judaica no sul de Amesterdão, onde uma explosão, seguida de incêndio, causou danos ligeiros na fachada do edifício.Segundo as autoridades, as câmaras de segurança registaram um indivíduo a colocar e a detonar o engenho explosivo na parede exterior da escola. Este ataque ocorre pouco depois de uma explosão em frente a uma sinagoga em Roterdão, na passada quinta-feira.Para Israel, os Países Baixos estão a viver "uma epidemia de antissemitismo" depois destes recentes incidentes, que acontecem em plena guerra que o Governo de Benjamin Netanyahu trava contra o Irão e o Líbano, enquanto o bloqueio à Faixa de Gaza continua."Nos Países Baixos, uma epidemia de antissemitismo está a causar estragos. Testemunhamos o seu alcance [numa agenda] contra israelitas em Amesterdão, em novembro de 2024, e no ataque à sinagoga de Roterdão, há dois dias", refere o comunicado.Em novembro de 2024, eclodiram confrontos entre manifestantes contra a guerra em Gaza e um grupo de adeptos do clube de futebol israelita Maccabi Tel Aviv, que se tinha deslocado à capital neerlandesa para assistir a um jogo contra o Ajax.Por sua vez, o primeiro-ministro neerlandês, Rob Jetten, classificou o ataque à escola judaica como "terrível" e afirmou que iria iniciar conversações com a comunidade judaica. "Devem sentir-se sempre seguros no nosso país", enfatizou. .Chanceler alemã pede a todos os cidadãos para combaterem o antisemitismo.Von der Leyen: “O antisemitismo ameaça a democracia e é um cancro que questiona as fundações da UE”