As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior ‘líder supremo’ do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso"."Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo ‘ayatollah’, morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.Lusa.Um ataque com um drone provocou hoje um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.Segundo o gabinete de imprensa do complexo petrolífero de Fujairah, um aparelho aéreo não tripulado (drone) provocou o incêndio na zona industrial, não se tendo registado feridos.As autoridades acrescentaram que as equipas de emergência estão ainda a tentar extinguir as chamas.O local situa-se na costa dos Emirados Árabes Unidos no Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi encerrado pelo Irão.Lusa.Combustíveis já subsidiados sobem 10% a 20% em Portugal desde início da guerra do Irão, mas em Malta é 0%.As Forças Armadas do Irão ameaçaram os países da região que cooperam com a televisão Iran International, sediada em Londres, afirmando que as infraestruturas regionais do canal foram consideradas objetivos militares.No domingo, as autoridades iranianas anunciaram a detenção de pelo menos 18 pessoas no Irão acusadas de enviar imagens e informações para a estação de televisão. O Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado no domingo à noite disse que o canal de televisão utiliza satélites e infraestruturas mediáticas de "certos países da região".Para os militares de Teerão o canal de televisão cria tensões, "fabrica narrativas falsas" que servem os interesses dos Estados Unidos e o Governo de Israel.Em 2022 o Irão classificou a Iran International como "organização terrorista" relacionando-a com o Governo de Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal estaria sujeita a sanções.Lusa.Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado.A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.Lusa.A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.“Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia”, referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é “muito perigoso” para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, “mas também é problemático para os fertilizantes”.“Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar” essa iniciativa, indicou.Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.“Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco”, disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, “é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido”.Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um “futuro muito mau” se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: “É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto”.“Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis”, referiu.Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz “está fora da área” da Aliança e “não há países da NATO no estreito de Ormuz”, salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.Lusa.Donald Trump alerta para "futuro muito mau" da NATO se aliados não ajudarem no estreito de Ormuz.O Japão vai libertar as reservas estratégicas de petróleo, dando início a uma operação global coordenada pela Agência Internacional de Energia, mas não considera enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, como pediu Donald Trump.Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram na quarta-feira a libertação de 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão.Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos.A agência tinha dito no domingo que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março".O Japão, muito dependente do petróleo da região em guerra, confirmou hoje que iria recorrer - a partir de hoje - às suas reservas estratégicas.O Governo reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo nacional.Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, manifestou a intenção de libertar também 'stock' proveniente das reservas do Estado, representando um mês de consumo. Tal poderá ocorrer no final de março.Em dezembro, as reservas estratégicas de petróleo do Japão, estatais e privadas, ascendiam a mais de 400 milhões de barris, representando 254 dias de consumo nacional."As importações de petróleo bruto para o Japão deverão registar uma queda significativa a partir do final de março, enquanto persiste uma situação em que os petroleiros se encontram, na prática, impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz", referiu hoje o porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara.Cerca de 95% das importações de crude do Japão provém do Médio Oriente e 70% transitava pelo Estreito de Ormuz antes do conflito."Para garantir que nenhuma perturbação venha a comprometer o abastecimento de produtos petrolíferos, como a gasolina, decidimos que o Japão tomaria a iniciativa de recorrer às reservas estratégicas nacionais, em coordenação com as nações do G7 e a AIE", acrescentou Kihara.No total, a AIE regista compromissos "nesta fase" relativos a 172,2 milhões de barris provenientes das reservas norte-americanas, cerca de 110 milhões da Ásia-Oceânia (dos quais 66,8 milhões provenientes de reservas estatais e 41,8 milhões de reservas industriais) e um número semelhante da Europa (entre os quais, um terço proveniente de reservas estatais).A guerra "está a provocar a maior perturbação no abastecimento de petróleo da história do mercado mundial do petróleo", sublinhou a AIE no domingo.De acordo com a agência internacional, "esta ação coletiva de emergência constitui um amortecedor importante e bem-vindo". "No entanto, o fator mais importante para um regresso à estabilidade dos fluxos é a retoma (...) da navegação através do Estreito de Ormuz", por onde transita habitualmente 20% do petróleo bruto mundial, continuou.O preço do petróleo disparou desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro, que provocou a quase paralisia do estreito.O Japão indicou também hoje que "não prevê" uma operação de segurança marítima, numa reação ao apelo do Presidente norte-americano, Donald Trump, que no domingo pressionou países aliados, entre os quais os membros da Aliança AtLantica, mas tamém a China, a juntarem esforços para garantir a segurança do Estreito de Ormuz."Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima", declarou no Parlamento nipónico o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi.A própria Sanae Takaichi considerou hoje que qualquer operação de segurança marítima seria "extremamente difícil do ponto de vista jurídico".O envio das Forças de Autodefesa para o estrangeiro é politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista, cuja Constituição de 1947, adotada sob a égide dos Estados Unidos, implica a renúncia à guerra.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências desta segunda-feira, 16 de março, relacionadas com a guerra no Médio Oriente.