Forças de Defesa de Israel em missão.
Forças de Defesa de Israel em missão.FOTO: Telegram das IDF

Israel acusa Turquia de ser uma "ameaça" na Síria. Ancara rejeita envio de tropas

Tensão aumentou após ataque israelita a uma base aérea síria que estaria a ser preparada para reativação. Estados Unidos criticaram a ação de Israel e falaram numa "escalada desnecessária".
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Israel acusou a Turquia de representar uma "ameaça" à sua segurança por alegadamente se preparar para enviar tropas para uma base aérea na Síria, atingida na terça-feira por um ataque israelita. Ancara rejeitou esta quarta-feira a acusação e classificou-a como uma tentativa de justificar os bombardeamentos.

"Israel avisou repetidamente a Síria que tal desdobramento [turco] constituiria uma ameaça à segurança de Israel. A Síria optou por ignorar esses avisos", declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sem assumir explicitamente a responsabilidade pelo ataque.

A Turquia negou, porém, que esteja a preparar o envio de tropas para a base e classificou as alegações israelitas como falsas. A direção de Comunicações da Presidência turca acusou Israel de procurar "legitimar os ataques aéreos ilegais de Israel contra a soberania e integridade territorial da Síria" e garantiu que Ancara continuará a cooperar com Damasco.

O alvo foi a base aérea de Abu Duhur, na província de Idlib, no noroeste da Síria, atingida por aviões israelitas na madrugada de terça-feira. Segundo a televisão estatal síria, foram realizados oito ataques contra a pista, provocando danos materiais, mas sem vítimas. A infraestrutura está fora de serviço desde 2012 e encontra-se em processo de reparação.

O ataque ocorreu depois de uma delegação militar turca ter visitado a base, no âmbito dos esforços para voltar a colocá-la em funcionamento. Israel considera que a eventual presença de forças turcas naquele local representaria uma alteração do equilíbrio militar na região.

A ação provocou também uma reação dos Estados Unidos. O enviado especial norte-americano para a Síria, Tom Barrack, disse que Washington está "profundamente preocupado" e classificou o ataque como uma "escalada desnecessária que não favorece em nada a estabilidade regional". O Governo sírio condenou, por sua vez, o que classificou como um "ato de agressão injustificada".

Israel realizou centenas de ataques na Síria desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e mantém tropas na zona de separação nos Montes Golã. Apesar das tensões, Israel e as novas autoridades sírias realizaram negociações diretas e chegaram a acordo para estabelecer um mecanismo de partilha de informações.

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EUA apelidam ataque israelita na Síria de “escalada desnecessária”
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