Inglaterra. Levantar restrições a 21 de junho está dependente da análise dos dados da infeção

"Temos que ser cautelosos", admite o ministro britânico responsável pela vacinação. Só após a análise dos números da infeção por SARS-CoV-2 , dos internamentos, vacinação e das novas variantes é que as autoridades vão decidir levantar ou não as restrições em junho.

A decisão de levantar as últimas medidas restritivas, no âmbito do combate à pandemia, em Inglaterra, no dia 21 de junho, vai ser tomada após a avaliação dos dados sobre infeção, hospitalização, vacinação e novas variantes, disse no domingo o ministro britânico responsável pela vacinação no país Nadhim Zahawi. "A 14 de junho vamos partilhar as evidências ao país para explicar basicamente onde estamos", disse Zahawi, de acordo com a Reuters.

"Temos que ser cautelosos: temos que olhar para os dados e partilhá-los com o país", referiu o responsável em declarações à BBC. O ministro referia-se, por exemplo, aos números sobre a taxa de incidência da infeção, aos internamentos e às mortes por covid-19.

À medida que os dados da pandemia no Reino Unido começaram a estabilizar, as restrições devido à covid-19 foram sendo levantadas por etapas em Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Perito aconselha "adiar" levantamento total do confinamento

Entretanto, um dos conselheiros do Governo britânico, o microbiologista Ravi Gupta, alertou esta segunda-feira que o Reino Unido está perto de enfrentar uma nova vaga de infeções da variante indiana do vírus e recomendou "adiar" o levantamento total do confinamento.

Gupta advertiu que, embora o número total de novas infeções seja relativamente baixo devido, em parte, ao programa de vacinação, os casos positivos estão a crescer "exponencialmente" e "pelo menos três quartos deles são da nova variante".

Face à perspetiva de uma nova vaga de infeções, o microbiologista aconselhou adiar "algumas semanas" o levantamento de todas as medidas restritivas que o Governo britânico tinha planeado passar até 21 de junho.

"Se olharmos para os custos e benefícios do que aconteceria se nos enganássemos, penso que é claramente a favor de optarmos por um atraso", defende Gupta.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico alertou que a disseminação da variante do SARS-CoV-2, identificada pela primeira vez na Índia, pode atrasar a fase final do desconfinamento no país.

"Não vejo nada atualmente nos dados que sugira que temos que nos desviar do plano, mas podemos ter que esperar", reconheceu Boris Johnson.

Quase sete mil casos associados à variante indiana no Reino Unido

Escreve a Reuters que o número de casos da variante indiana no Reino Unido aumentou para quase 7000 na semana passada, o dobro do número da semana anterior. O secretário de Saúde Matt Hancock disse que a variante está na origem de até três quartos dos novos casos detetados.

Há, no entanto, evidências, de que as vacinas foram eficazes para travar o aumento do número de hospitalizações e de mortes devido à variante indiana.

Um dos responsáveis pelo serviço nacional de saúde britânico, Chris Hopson, afirmou que as taxas de hospitalização por covid-19 "variam entre subir lentamente, estabilizar ou, curiosamente, começar a reduzir".

Na mesma publicação que fez no Twitter, disse que, ainda assim, é "impressionante como, atualmente, os hospitais estão pressionados" pelo número de doentes internados com covid-19.

Atualizada às 13:50 com declarações de perito

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