Os passageiros do navio foram repatriados a partir de Tenerife
Os passageiros do navio foram repatriados a partir de TenerifeFoto: EPA/ALBERTO VALDES

Hantavírus: Caso positivo do Canadá esteve em voo de repatriamento com tripulação portuguesa

Segundo a DGS, o cidadão canadiano infetado terá tido sintomas na quinta-feira - quatro dias depois do voo de repatriamento - pelo que não estava, à data da viagem, "no período de transmissibilidade.
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O Canadá registou um caso confirmado de infeção pelo hantavírus, de uma pessoa que viajou no navio de cruzeiro Hondius. Este cidadão canadiano foi repatriado numa aeronave com tripulantes portugueses, mas não há “qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo”, anunciou a Direção-Geral de Saúde.

“Até ao momento, não existe qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo [de repatriamento], nem indicação de risco acrescido para a população em Portugal”, sublinhou a Direção-Geral de Saúde (DGS) em comunicado, no domingo, 17 de maio.

O Canadá confirmou a existência de um caso de infeção pelo hantavírus, de uma pessoa que viajou no navio de cruzeiro Hondius e que foi hospitalizada na quinta-feira na região da Columbia Britânica.

Segundo a DGS, essa pessoa estava entre os cidadãos canadianos que foram repatriados de Tenerife (Espanha) para o Canadá, a 10 de maio, numa aeronave com 12 tripulantes portugueses.

Durante a viagem, os passageiros usaram máscaras respiratórias FFP2/N95 e a tripulação usou máscaras cirúrgicas e luvas, e no final o avião foi descontaminado, refere a DGS.

Segundo a DGS, o cidadão canadiano infetado terá tido sintomas na quinta-feira - quatro dias depois do voo de repatriamento - pelo que não estava, à data da viagem, "no período de transmissibilidade definido pelas orientações nacionais e pela evidência científica disponível".

A Direção-Geral de Saúde descarta riscos acrescidos para a população portuguesa, porque “a transmissão pessoa-a-pessoa do Hantavírus Andes é considerada rara” e ocorre sobretudo “em situações de contacto próximo, prolongado e com exposição a secreções ou fluidos corporais”.

Desde que o surto provocado pela variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 02 de maio, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortos.

A OMS considera que o risco é moderado para os ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro, onde se detetou primeiro o vírus, e baixo para o restante da população no mundo.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.

A taxa de letalidade - percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção - deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.

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