O grupo islamita palestiniano Hamas rejeitou esta quarta-feira uma proposta israelita para uma trégua de 40 dias na Faixa de Gaza, que implicaria a libertação de 11 reféns vivos no início e a entrega de 16 outros, mortos, ao fim de dez dias.Uma fonte do Hamas disse no Cairo à agência noticiosa espanhola EFE que a proposta israelita prevê também a manutenção das tropas de Israel na “zona tampão” da Faixa, que Israel está a expandir no terreno.A fonte deu conta da rejeição da proposta israelita, apresentada através de mediadores, que incluía ainda uma troca gradual de prisioneiros e uma trégua temporária na Faixa de Gaza, onde as tropas israelitas continuariam presentes em algumas zonas, ao contrário do que pretende o grupo islamita.A proposta israelita estipulava, segundo a fonte, a libertação, numa primeira fase, de 10 reféns israelitas, para além da do israelo-norte-americano Idan Alexander, em troca da libertação de prisioneiros palestinianos, num cessar-fogo de 40 dias.Segundo a proposta, Israel estipulou que o Hamas deveria fornecer “informações sobre todos os prisioneiros israelitas, vivos ou mortos, no quinto dia de tréguas”, e que “no décimo dia seriam entregues os corpos de 16 prisioneiros israelitas”. .Hamas admite libertar reféns se Israel cumprir trégua no fim do Ramadão. A proposta rejeitada pelo Hamas prevê, paralelamente, a realização de negociações durante o período de tréguas para completar a fase seguinte do acordo.A fonte no Egito - onde prosseguem negociações indiretas - informou que o Hamas rejeitou a proposta e defendeu uma outra, feita recentemente pelo grupo islamista a Israel, com vista à libertação de cinco reféns vivos, incluindo Alexander.Segundo a mesma fonte, Israel transmitiu a mensagem de que “a rejeição da oferta será acompanhada de operações terrestres alargadas na Faixa de Gaza, de um aumento da pressão militar, incluindo a tomada de território adicional, e de uma escalada de ataques”.Basem Naim, membro do gabinete político do Hamas, confirmou à EFE a rejeição da oferta israelita e referiu-se ao acordo assinado com Israel a 19 de janeiro, que conduziu a um cessar-fogo em que 33 reféns israelitas (mais cinco tailandeses) foram libertados em troca de cerca de 1.800 prisioneiros palestinianos.Este acordo, que Israel rompeu ao fim de dois meses para retomar a guerra em Gaza, previa a negociação de uma segunda fase em que Israel abandonaria Gaza, mas estas negociações nunca chegaram a acontecer..Israel anuncia expansão das operações militares na Faixa de Gaza