O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, manifestou-se este sábado (17) "surpreendido" com a ameaça do presidente norte-americano de aumentar tarifas sobre oito países europeus caso a Gronelândia não seja "vendida integralmente" aos Estados Unidos.Donald Trump acusou Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, que enviaram tropas para a Gronelândia em missão de reconhecimento, de estarem a jogar um "jogo muito perigoso"."O objetivo de reforçar a presença militar na Gronelândia, ao qual o presidente se refere, é precisamente aumentar a segurança no Ártico", disse à AFP Rasmussen, após se ter reunido na quarta-feira com o chefe da diplomacia da Gronelândia, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.Anteriormente, também à AFP, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que o seu país "não se deixará intimidar" por estas ameaças.O Presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu hoje -- numa publicação no X -- que "as ameaças de tarifas são inaceitáveis".. Donald Trump disse neste dia que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia..Trump impõe tarifas a oito países europeus que rejeitam controlo dos EUA sobre a Gronelândia.Trump referiu numa publicação nas redes sociais que a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia enfrentarão a tarifa, que seria elevada para 25% a 01 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.O presidente norte-americano insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.