Os serviços de oncologia, hematologia, cirurgia, operações, cuidados intensivos e cuidados primários estão entre os mais afetados pela crise.
Os serviços de oncologia, hematologia, cirurgia, operações, cuidados intensivos e cuidados primários estão entre os mais afetados pela crise.Foto: Haitham Imadhaitham / EPA / Lusa

Gaza ultrapassa 72 mil mortos e hospitais alertam para falta crítica de medicamentos

As autoridades de saúde do enclave alertaram ainda que as reservas da maioria dos medicamentos e material médico nos hospitais de toda a Faixa de Gaza estão esgotados.
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O número de mortos na Faixa de Gaza já ultrapassou os 72 mil, declarou o Ministério da Saúde do enclave palestiniano. Sublinha ainda que nas últimas 24 horas mais duas pessoas morreram e 25 ficaram feridas em ataques israelitas. Os dados foram revelados este sábado, 07 de fevereiro.

Desde o início da guerra em Gaza, os ataques israelitas fizeram 72.027 mortos e 171.651 feridos, segundo os dados das autoridades de saúde do enclave. O Ministério da Saúde de Gaza referiu que 576 palestinianos morreram em ataques israelitas à Faixa de Gaza desde o início do acordo de cessar-fogo assinado em 10 de outubro e que 1.543 ficaram feridos nesse mesmo período.

As autoridades de saúde do enclave alertaram ainda que as reservas da maioria dos medicamentos e material médico nos hospitais de toda a Faixa de Gaza estão esgotados. "Os hospitais que ainda operam na Faixa de Gaza, lutando para continuar a prestar serviços, tornaram-se meros centros de espera para milhares de doentes e feridos que enfrentam um destino incerto", alertaram os responsáveis da saúde.

De acordo com o Ministério palestiniano, "46% dos medicamentos essenciais estão em falta, 66% dos fornecimentos médicos estão em falta e 84% dos materiais de laboratório e os bancos de sangue estão a zero”. Os serviços de oncologia, hematologia, cirurgia, operações, cuidados intensivos e cuidados primários estão entre os mais afetados pela crise, e "as quantidades limitadas de medicamentos que chegam aos hospitais do setor são insuficientes para satisfazer as necessidades reais da prestação de serviços de saúde".

A guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas teve início em 07 de outubro de 2023, após um ataque do movimento islamita ao território israelita, que provocou cerca de 1.200 mortos e mais de 250 sequestrados. Em retaliação, Israel invadiu a Faixa de Gaza. Posteriormente, um acordo de cessar-fogo, intermediado pelos EUA, foi assinado em 10 de outubro de 2025, embora continuem os ataques israelitas à Faixa de Gaza.

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