Forças russas ocupam cidade operária que apoia Chernobyl

Na quinta-feira, a Agência Internacional de Energia Atómica já tinha expressado "preocupação" depois de ter sido informada pela Ucrânia de bombardeamentos russos em Slavutych.

As tropas russas assumiram o controlo de Slavutych, uma cidade onde o vive o pessoal que trabalha em Chernobyl, e o presidente da câmara esteve detido temporariamente, revelaram as forças ucranianas. À AFP, Yuri Fomichev, o autarca de Slavutych, disse que "tudo está bem, na medida do possível sob a ocupação".

Antes, a administração militar da região de Kiev, que abrange Slavutych, anunciou que as tropas russas tinham entrado na cidade e ocupado o hospital municipal.

Perante esta situação, os residentes foram para as ruas, carregando uma grande bandeira ucraniana e dirigindo-se para o hospital, disse a administração da região. A mesma fonte acrescentou que as forças russas dispararam para o ar e atiraram granadas atordoantes para a multidão. Foram também partilhadas imagens, no Telegram, que mostravam dezenas de pessoas reunidas em torno da bandeira ucraniana a cantar: "Glória à Ucrânia".

Na sua conta do Facebook, Yuri Fomichev partilhou um vídeo a dizer que pelo menos três pessoas tinham morrido, sem entrar em mais detalhes. "Ainda não conseguimos identificá-las todas", acrescentou, referindo que estavam civis entre os mortos. "Apesar de terem defendido a sua cidade, estavam frente a frente com uma força maior", disse.

A central nuclear de Chernobyl, de resto, foi tomada pelo exército russo logo a 24 de fevereiro, o primeiro dia da invasão russa. Atualmente, vivem cerca de 25 mil pessoas em Slavutych, a 160 quilómetros para norte de Kiev. A cidade foi construída após o acidente nuclear de Chernobyl, em 1986. A conquista da cidade acontece no primeiro fim de semana após terem sido revezados os funcionários da central nuclear, algo que ainda não tinha acontecido desde que as forças russas tomaram Chernobyl.

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