O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado (7) que Washington passou a reconhecer oficialmente o governo liderado por Delcy Rodríguez na Venezuela, dois meses após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro.O anúncio foi feito durante a cimeira “Escudo das Américas”, realizada em Miami com a presença de vários líderes latino-americanos alinhados com a administração norte-americana.No discurso de abertura, Trump confirmou que o reconhecimento já foi formalizado. “Tenho o prazer de dizer que esta semana reconhecemos formalmente o governo venezuelano. De facto, reconhecemo-lo legalmente.”Rodríguez assumiu a liderança do país depois da captura do então presidente Nicolás Maduro, a 3 de janeiro, numa operação conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.Cooperação entre Caracas e WashingtonDurante a intervenção em Miami, Trump elogiou a atuação da dirigente venezuelana e destacou a colaboração entre Caracas e Washington desde o início do ano.“Estamos a trabalhar em estreita colaboração com a nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que está a fazer um trabalho excelente connosco”, disse, citado por várias agências noticiosas internacionais.Segundo o Departamento de Estado norte-americano, os dois países acordaram também restabelecer relações diplomáticas e consulares, passo que poderá facilitar contactos políticos e económicos após anos de tensão.Reaproximação política e económicaO processo de aproximação inclui planos de cooperação em áreas estratégicas, como energia e recursos naturais. Nos últimos dias, responsáveis norte-americanos deslocaram-se a Caracas para discutir investimentos e acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a indústria tecnológica e militar.A administração Trump também tem destacado a importância da colaboração venezuelana na recuperação da produção petrolífera, que Washington considera fundamental para a estabilidade económica do país..Trump anuncia a criação de coligação militar com 17 países para "erradicar cartéis".Trump garante que Governo de Cuba “vai cair muito em breve”