Os Estados Unidos lançaram uma nova ronda de ataques contra o Irão no final da noite de sábado, 11 de julho, que foi justificada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) como resposta ao bombardeamento de um porta-contentores com bandeira cipriota, que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem.A tripulação do porta-contentores atingido abandonou o navio em chamas, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, e um tripulante era dado como desaparecido ao início da madrugada.Segundo a UKMTO, o ataque ocorreu a nove milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo. "A tripulação abandonou o navio e embarcou num bote salva-vidas", indicou a agência.Às 19h15, hora local de sábado (23h15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva desta semana contra o Irão, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o comando norte-americano em Tampa.A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores porque o navio navegava por uma "rota não autorizada"."Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa.Entretanto, os Estados Unidos anunciaram já, este domingo, 12 de julho, o fim da última ronda de ataques contra o Irão desta madrugada."As forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate (baseados em terra e no mar), drones e navios de guerra", explicou o Comando Central dos EUA (Centcom) num comunicado.O comando militar afirmou que os alvos incluíram instalações de mísseis e drones do Irão, capacidades navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira.Durante a madrugada, os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que, até ao momento, tenham surgido informações sobre danos ou vítimas.Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra países do Médio Oriente que acolhem bases norte-americanas, como a Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Koweit, Qatar e Bahrein. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as suas defesas aéreas estavam a repelir "ataques com mísseis e drones provenientes do Irão" e o Qatar denunciou um ataque com mísseis.Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia. .Irão ataca posições norte-americanas e acusa Estados Unidos de violação flagrante" do pré-acordo .EUA lançam novos ataques contra alvos iranianos. Irão ameaça retaliar "de forma decisiva"