EUA lançam segunda vaga de ataques contra alvos militares iranianos
U.S. Central Command/X

EUA lançam segunda vaga de ataques contra alvos militares iranianos

Bombardeamentos visam degradar a capacidade de Teerão de comprometer a navegação nesta via navegável estratégica do Golfo Pérsico, crucial para o comércio global.
Publicado a
Atualizado a

Os Estados Unidos lançaram esta quarta-feira, 15 de julho, uma segunda vaga de ataques contra o Irão, visando capacidades militares que, segundo Washington, estão a ser utilizadas para ameaçar os navios que transitam pelo estreito de Ormuz.

O Comando Central dos EUA (Centcom) adiantou, numa nota na rede social X, que a ofensiva começou às 20:00 (hora de Lisboa) e afirmou que os bombardeamentos visam degradar a capacidade de Teerão de comprometer a navegação nesta via navegável estratégica do Golfo Pérsico, crucial para o comércio global.

O ataque segue-se a outro executado pelas Forças Armadas norte-americanas horas antes contra alvos militares iranianos, que "diminuiu ainda mais as capacidades do Irão".

Durante a ofensiva, as forças norte-americanas utilizaram munições de precisão contra sistemas de defesa costeira e depósitos e locais de lançamento de mísseis de cruzeiro localizados na ilha de Tunb, no Golfo Pérsico.

Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques contra os seus vizinhos árabes, membros desta aliança política e económica, bem como contra a Jordânia.

Os ataques norte-americanos fazem parte de uma ofensiva, retomada no passado fim de semana, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecer o bloqueio naval e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.

Diário de Notícias
www.dn.pt