O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta quarta-feira o Irão com ataques "muito piores", caso a República Islâmica volte a atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz.A reação do líder norte-americano surgiu após as forças armadas norte-americanas anunciarem ter lançado uma série de ataques contra alvos no Irão, em retaliação por este país ter atingido navios mercantes em águas próximas de Omã, Trump recorreu às redes sociais para uma mensagem ameaçadora."Isto é em resposta ao bombardeamento iraniano de navios ontem (terça-feira). Se voltar a acontecer, será muito pior!", publicou Trump na rede Truth Social, legendando uma foto que mostra um incêndio perto de uma cidade.. Trump tinha ameaçado horas antes desencadear mais ações militares contra o Irão, após afirmar que os ataques iranianos contra navios civis assinalavam o fim do cessar-fogo em vigor, assinado em junho.O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) adiantou nas redes sociais que, por ordem do Presidente Donald Trump, as forças norte-americanas "iniciaram ataques adicionais contra o Irão com o objetivo de reduzir ainda mais as suas capacidades de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".A vaga de ataques, pela segunda noite consecutiva, surge em resposta aos "recentes ataques injustificados" perpetrados pelo Irão no disputado Estreito de Ormuz "contra navios mercantes e as suas tripulações civis", que "estavam a navegar livremente por esta via navegável internacional de importância estratégica", adianta a mesma fonte.A imprensa estatal iraniana confirmou explosões em vários pontos da costa iraniana.A agência de notícias oficial iraniana IRNA relatou o sobrevoo de jatos de combate sobre a Ilha de Kish e várias explosões nas cidades portuárias de Bandar Abbas, Konarak e Chabahar, algumas das quais sofreram cortes de energia.O CENTCOM confirmou na terça-feira ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz..EUA e Irão trocam ataques, mas Trump não crê no regresso à guerra