Agência tem estado no centro de várias operações anti-imigração controversas.
Agência tem estado no centro de várias operações anti-imigração controversas.OLGA FEDOROVA/EPA

Estados Unidos. Agente do ICE mata cidadão mexicano em operação stop

Agência norte-americana acusa Lorenzo Salgado Araujo de ter batido com o carro e tentado atropelar agente. Filho e associação de latinos contestam versão e pedem investigação independente.
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Um agente dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa) matou a tiro um cidadão mexicano que terá tentado fugir à fiscalização numa operação stop em Houston na terça-feira, 7 de julho, no estado norte-americano do Texas.

A informação foi avançada pelo Departamento de Segurança Interna, braço do governo norte-americano que supervisiona as agências de imigração dos EUA.

Segundo o departamento, a operação stop fazia parte de uma ação para tentar prender um "imigrante ilegal". Enquanto realizavam a operação, Lorenzo Salgado Araujo terá tentado fugir à detenção das autoridades, com a agência a acusá-lo de ter embatido contra um carro do ICE e tentado atropelar um agente, que terá disparado a arma "em legítima defesa.

"O condutor foi transportado para o hospital, onde veio a morrer devido aos ferimentos", lê-se ainda no comunicado, que explica que "o FBI de Houston está a conduzir uma investigação sobre a potencial agressão a um agente federal".

Este caso marca mais uma morte em operações do ICE, que já vão em seis desde o início da administração Trump, em janeiro do ano passado. O comportamento dos agentes do ICE nas detenções tem estado sob escrutínio, após parecerem contradizer vídeos das mesmas ações.

A associação Liga de Cidadãos Latino-Americanos Unidos (LULAC, na sigla inglesa), pediu que fossem as autoridades locais a investigar e que todos os vídeos sejam revelados. "Não acreditamos na palavra do Departamento de Segurança Interna, de todo", afirmou o CEO da associação Juan Proaño.

Ao lado da LULAC está o filho de Lorenzo, Ronaldo Araujo. Numa publicação no Facebook, Ronaldo defendeu o pai como "um homem trabalhador mexicano".

"O meu pai está neste país há quase 35 anos, a trabalhar na construção civil para sustentar a mim, aos meus dois irmãos e à minha mãe", continuou o filho, sublinhando que estava "a tratar de um visto de trabalho".

"Ele ia a caminho do trabalho, para ir buscar os seus trabalhadores. O meu pai não merecia isto", acrescentou.

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