Equipa portuguesa trabalha "sem pausas" para resgatar sobrevivente na Venezuela. Já lhe deram água através de um tubo e "está bem"
Facerbook/ Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa

Equipa portuguesa trabalha "sem pausas" para resgatar sobrevivente na Venezuela. Já lhe deram água através de um tubo e "está bem"

Operacionais portugueses realizam há várias horas "trabalhos de desobstrução na tentativa de chegar" a um homem de 43 anos, que se encontra no estacionamento de um centro comercial em La Guaira.
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A equipa portuguesa que se encontra na Venezuela está a tentar resgatar desde segunda-feira, 29 de junho, um sobrevivente dos sismos que atingiram o país na semana passada. Trata-se de um homem de 43 anos que se encontra "debaixo dos escombros de um centro comercial", em La Guaira, a região mais afetada.

A vítima está no terceiro piso do estacionamento do centro comercial em Playa Grande, onde trabalhava como segurança, e foi identificada pela equipa portuguesa cinco dias após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5.

"Neste momento encontram-se a decorrer trabalhos de desobstrução na tentativa de chegar à vítima", disse à Lusa o sargento da GNR Filipe Rocha, pouco depois das 07h00 locais (12h00 em Lisboa). Nessa altura, a equipa portuguesa estava já há cerca de 20 horas a tentar resgatar o homem, que "está consciente e tem respondido constantemente à chamada dos operacionais de resgate".

Filipe Rocha relatou que na noite passada "foi possível enfiar um tubo num buraco e dar-lhe água".

O Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa usou as redes sociais para informar que a Força Operacional Conjunta Portuguesa (FOCON) "identificou" na segunda-feira "um sobrevivente debaixo dos escombros de um centro comercial, em Catia La Mar, La Guaira".

"A equipa tem estado a trabalhar sem pausas. Porque ninguém pode ficar esquecido", lê-se na nota dos Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Sensor da força conjunta portuguesa ajudou a identificar local onde a vítima se encontra. "Um grande incentivo" para os operacionais

O porta-voz da missão da Costa Rica, Ricardo Árias, disse à Lusa que salvar este homem, seis dias após os sismos, é "um milagre".

Contou que a equipa costa-riquenha detetou ainda no domingo um sobrevivente no local, mas um "sensor de alta tecnologia" da equipa portuguesa é que possibilitou a identificação, "com precisão", do local onde a vítima se encontra.

"Isso deu-nos ímpeto e vontade para continuar a trabalhar", disse Ricardo Árias, realçando que os operacionais estão "honrados por trabalhar lado a lado com muita gente". Além de Portugal e Costa Rica, participam nesta operação equipas da Venezuela, El Salvador e México, entre outras.

Para Árias, o "trabalho importante" com Portugal "trouxe um impulso, quando muitos já tinham descartado a possibilidade de retirar" a vítima. O homem "está bem", "já se hidratou" e "fala muito bem", disse ainda à agência de notícias, assegurando: "Já estamos perto de o poder retirar".

Já na segunda-feira, Hugo Santos, chefe da Força Operacional Conjunta, contou à CNN Portugal, que o contingente português, "através da utilização do sonar, conseguiu identificar uma vítima com vida", estando a equipa a proceder à "criação de acessos" para chegar ao homem e extraí-lo "da melhor forma possível e com a maior rapidez possível" .

"Isto acaba por ser um grande incentivo para todos estes profissionais que têm dado o seu melhor durante 24 horas seguidas, sem paragens, naturalmente com rotação de equipas", destacou Hugo Santos, que falou numa missão em que se continua a "lutar contra o tempo".

Na altura deste relato, o responsável admitia que era muito difícil saber o tempo que iria demorar o resgate, uma vez que a vítima se encontra debaixo de escombros.

Contou que tem sido feito um trabalho "com muita prudência", tendo em conta "os destroços que estão por cima da vítima". "Primeiro objetivo: garantir condições de acesso em segurança. Garantir, com a criação destes acessos, que não causamos nenhum desmoronamento que acaba por comprometer a vida da vítima", afirmou.

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