Dinamarca inicia incineração de martas abatidas em 2020

O governo dinamarquês decidiu desenterrar as martas abatidas quando se descobriu que elas eram portadoras de uma mutação do novo coronavírus.

Os restos mortais das martas enterradas na Dinamarca, após terem sido abatidas em massa na luta contra a covid-19, começaram a ser desenterradas para serem incineradas, segundo as autoridades do país.

As 15 milhões de martas na Dinamarca foram abatidas no ano passado, quando se descobriu que estes mamíferos eram portadores de uma mutação do novo coronavírus que, segundo os especialistas, poderia ser resistente às vacinas.

O governo dinamarquês decidiu desenterrar as carcaças e incinerá-las devido ao risco de poluição que os corpos em decomposição dos animais poderiam causar.

As equipas especializadas começaram hoje a desenterrar algumas das 13 mil toneladas de martas a serem exumadas, que serão então transportadas para o Centro de Energia de Maabjerg (MEC, na sigla em dinamarquês) para incineração.

O ministro da Agricultura da Dinamarca, Rasmus Prehn, admitiu estar "aliviado" sobre a situação e que tudo estava a correr como planeado, na sua página da rede social Twitter.

O MEC avisou que os corpos das martas poderiam libertar um cheiro desagradável pela área à medida que fossem transportadas e descarregadas, mas que desapareceria assim que fossem queimadas a altas temperaturas nas incineradoras.

A Dinamarca era o maior exportador mundial de martas quando decidiu abater todos estes mamíferos, depois de alguns animais terem sido encontrados com uma mutação da covid-19 chamada 'Cluster 5', que é transmissível aos humanos e que, segundo os especialistas, poderia ameaçar a eficácia das vacinas.

O Governo proibiu a reprodução de martas até janeiro de 2022, mas a sua gestão da crise provocou uma agitação.

O Governo da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, teve de admitir que a decisão de abater os animais mustelídeos saudáveis não tinha nenhuma base legal, o que levou à demissão do então ministro da Agricultura, Mogens Jensen.

Além disso, verificou-se que os corpos das martas não tinham sido enterradas a uma profundidade suficiente e que a decomposição dos restos mortais poderia contaminar o solo com fósforo e azoto.

A marta é o único animal confirmado, de momento, que é capaz de ser contaminado e transmitir o vírus aos seres humanos.

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