Zona de La Guaira, onde vivem muitos portugueses, foi das mais afetadas pelos dois sismos.
Zona de La Guaira, onde vivem muitos portugueses, foi das mais afetadas pelos dois sismos.EPA/RONALD PENA R

Deputado madeirense de origem venezuelana diz que sismo foi "duro golpe" para comunidade portuguesa

Momento vivido após sismos no país trouxe "situação muito complicada" à comunidade do país. Muitos ficaram sem água e luz ou mesmo sem casa.
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Carlos José Fernandes Ribeiro, deputado do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira de origem venezuelana, afirmou que a comunidade portuguesa vive uma “situação muito complicada” e “de grande incerteza” após os dois sismos que assolaram a Venezuela na noite de quarta para quinta-feira.

O representante, que tem família na Venezuela, conta que havia vários portugueses que “não conseguiam sair do sítio onde estavam para procurar os seus familiares e os seus amigos”, depois dos primeiros momentos em que se “resguardaram”.

O abastecimento de água e de luz ficou fortemente afetada, contou, obrigando muitos a sair de casa. Entre as regiões mais afetadas, nomeadamente a zona de La Guaira, no estado de Vargas, no norte da Venezuela, onde também fica o principal aeroporto internacional que serve a capital, Caracas.

“Há muitos portugueses nesta zona”, sublinhou Carlos Fernandes, notando que muitos “perderam as suas casas, os seus apartamentos e os seus negócios”, algo que diz ser um “duro golpe” para toda a comunidade que vive na Venezuela.

Ainda assim, continuou, a diáspora portuguesa que vive no país “é uma comunidade muito solidária", revelando que “todos os portugueses e todas as associações estão todos muito solidários e a telefonar uns aos outros” para ajudarem-se mutuamente neste momento.

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