Depois de Fúria Épica e Projeto Liberdade, Trump lança operação Pária Económico
Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de sanções que visa 60 entidades externas ao Irão e ligadas aos setores da energia, da defesa e das atividades cibernéticas. "Hoje, sob a orientação do presidente Trump, o Tesouro dos EUA inicia a operação Pária Económico", anunciou Scott Bessent.
O secretário do Tesouro disse que os EUA lançaram um "uma ofensiva económica contra as ligações financeiras iranianas em todo o mundo, com o objetivo de cortar a linha económica vital que sustenta este regime tirânico".
Ao expandir a “exposição a sanções secundárias para aqueles que continuam a fazer negócios com o regime iraniano", os países que mantenham relações económicas devem "esperar partilhar o isolamento de um regime em declínio".
Bessent disse que o presidente está a desenvolver contactos com vários líderes para expor esta política, mas recusou dizer que países são e qual é o prazo que têm para mudar o rumo.
“Cada país terá um prazo definido para encerrar a atividade relacionada com o Irão que identificámos. Se não agirem, o Tesouro irá agir”, disse o Departamento do Tesouro num comunicado. "Qualquer envolvimento económico de qualquer tipo com este regime assassino exporá os responsáveis à totalidade do poder americano."
Queda do rial e ameaças
O secretário do Tesouro norte-americano ainda não tinha anunciado as medidas que no domingo classificara de "dia D económico" e já a moeda iraniana caíra para níveis recorde, enquanto o tom das ameaças de Teerão voltou a ressoar.
A situação económica do país — que levou ao eclodir das manifestações iniciadas em de dezembro de 2025 — deteriorou-se. O produto interno bruto irá contrair-se em mais de 5%, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional. Desde o início da guerra, o arroz subiu cerca de 60% e o preço da carne de vaca mais do que triplicou. E, horas antes das medidas anunciadas pelos EUA, o rial caiu para 2,02 milhões por dólar norte-americano.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão alertou que Teerão irá responder de forma severa à expansão das sanções dos EUA, incluindo medidas contra países que considera estarem a cooperar com Washington. “Qualquer escalada desta situação trará, sem dúvida, consequências. As nossas mãos não estão atadas”, disse Esmail Baghaei.
O novo chefe do principal órgão de segurança do Irão alertou no domingo que Teerão considerará qualquer apoio de um país às sanções como um “ato de guerra”. Mohsen Rezaei disse que “se (Trump) quiser fazer alguma coisa", a retaliação será "sísmica”. O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão acrescentou que o Irão iria visar outras rotas de transporte de petróleo do Golfo Pérsico alternativas ao estreito de Ormuz.

