A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse esta quinta-feira (12 de fevereiro) que se a líder da oposição, María Corina Machado, quiser regressar à Venezuela, terá que prestar contas pelo apoio à operação militar norte-americana que levou à queda de Nicolás Maduro. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse entretanto que as relações entre os EUA e a Venezuela são “extraordinárias”. Na primeira entrevista a uma estação de televisão norte-americana, a NBC, Delcy Rodríguez foi questionada sobre as garantias de segurança para a líder da oposição - que fugiu do país numa lancha, após mais de um ano na clandestinidade, para receber o prémio Nobel da Paz e foi surpreendida no estrangeiro pela operação militar dos EUA. “Em relação à vida dela, não compreendemos porque há tanto alarido. Quanto ao seu regresso ao país, ela terá de prestar contas à Venezuela. Porque é que ela pediu uma intervenção militar? Porque é que pediu sanções contra a Venezuela? E porque é que ela celebrou os acontecimentos que ocorreram no início de janeiro?”, declarou Rodríguez.A presidente interina revelou ainda que foi convidada para ir aos EUA. “Estamos a considerar ir assim que estabelecermos esta cooperação e pudermos avançar com tudo”, afirmou, depois de uma reunião “bem-sucedida” com o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright. “As relações entre a Venezuela e os EUA têm sido, no mínimo, extraordinárias! Estamos a lidar muito bem com a presidente Delcy Rodríguez e os seus representantes. O petróleo está a começar a fluir e grandes quantidades de dinheiro, não vistas há muitos anos, em breve ajudarão muito o povo da Venezuela”, escreveu Trump na Truth Social.Na Venezuela assinalou-se o Dia da Juventude, que ficou marcado pela primeira grande manifestação da oposição desde a queda de Maduro. “Não temos medo!”, gritavam milhares de pessoas que se reuniram na Universidade Central da Venezuela, segundo relatou a AFP. “Amnistia já”, lia-se numa das faixas. Houve ainda protestos em Maracaíbo. Na Assembleia Nacional, os deputados debatiam a lei da amnistia, apresentada por Delcy Rodríguez após a pressão dos EUA. A lei foi aprovada numa primeira leitura na semana passada. .Parlamento da Venezuela aprova lei de amnistia para presos políticos