O naturalista britânico David Attenborough, provavelmente o apresentador de programas da vida selvagem mais famoso do mundo, completa esta sexta-feira, 8 de maio, 100 anos, aniversário que a BBC vai assinalar com uma gala no teatro Royal Albert Hall, em Londres.Na quinta-feira disse querer "celebrar discretamente" a data, reconhecendo que "muitos têm outras ideias".Numa mensagem áudio, Attenborough disse estar "impressionado com as felicitações de aniversário, vindas desde grupos do pré-escolar a lares de idosos”, bem como de “inúmeras pessoas e famílias de todas as idades" e, lamentando não poder responder individualmente, agradeceu "sinceramente as mensagens simpáticas". . Nascido em Londres a 8 de maio de 1926, no mesmo ano da falecida Rainha Isabel II, lançou em 1954 a série documental sobre o mundo animal "Zoo Quest" e durante mais de 70 anos foi trazendo aos écrans televisivos, através da emissora pública britânica BBC, “gorilas brincalhões, baleias saltitantes e minúsculos sapos venenosos” ao mesmo tempo que ensinava as pessoas “sobre assuntos complexos como a evolução, o comportamento animal e a biodiversidade”, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP). A “Zoo Quest” foi transmitida durante 10 anos e "A Vida na Terra" (1979) foi vista por 500 milhões de pessoas em todo o mundo, seguindo-se outras séries, como "Planeta Vivo" (1984), "Os Desafios da Vida" (1990), "A Vida Privada das Plantas" (1995), "A Vida das Aves" (1998), "Planeta Azul" (2001), "Planeta Terra" (2006), "Planeta Terra II" (2016) e "Planeta Azul II" (2017). . Quando completou 99 anos, Attenborough estreou o documentário "Oceano", em que mostrava as transformações ocorridas no mar e denunciava os métodos da pesca industrial.Na véspera do centenário, foi divulgado um artigo de cientistas do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, que descreve um novo género e espécie de vespa parasita, nomeada Attenboroughnculus tau em homenagem ao aniversário do naturalista.Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, antes tinham sido batizados com o seu nome uma flor silvestre, uma borboleta, um gafanhoto, um camarão e até um dinossauro.Alastair Fothergill, produtor de alguns dos documentários mais conhecidos de Attenborough, disse à AP que o centenário “não pretende parar”."Ele disse-me recentemente que se sente incrivelmente privilegiado por um homem com quase 100 anos ainda ser solicitado para trabalhar. E, sabe, vai continuar para sempre. Vai morrer de calções de safari”, acrescentou..David Attenborough: esta pode ser a última oportunidade para salvar a Terra