Costa afirma-se empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros

Costa afirma-se empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros

Antigo primeiro-ministro agradeceu apoio do Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro
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António Costa, eleito presidente do Conselho Europeu, afirma que assumirá o cargo com "enorme sentido de missão", empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros e a Agenda Estratégica para os próximos cinco anos.

Esta posição foi transmitida pelo ex-primeiro-ministro português na sua conta na rede social X (antigo Twitter), depois de ter sido noticiada a sua eleição pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia para o cargo de presidente do Conselho Europeu, com um mandato de dois anos e meio.

"É com um enorme sentido de missão que assumirei a responsabilidade de ser o próximo presidente do Conselho Europeu. Agradeço aos membros do Conselho Europeu pela confiança que em mim depositaram ao me elegerem, bem como ao Partido Socialista Europeu (PSE) e ao Governo de Portugal pelo seu apoio nesta decisão", escreveu António Costa.

O anterior primeiro-ministro português acrescentou que, como presidente do Conselho Europeu, a partir de 01 de dezembro, estará "totalmente empenhado em promover a unidade entre os 27 Estados-membros e focado em implementar a Agenda Estratégica, hoje aprovada e que orientará a União Europeia nos próximos cinco anos".

Mais tarde, intervindo por videoconferência na conferência de imprensa após a cimeira europeia, reafirmou que construir unidade entre os países será a sua prioridade. 

"A Europa e todos nós, estamos a enfrentar momentos difíceis, sim, mas a União Europeia demonstrou a sua resiliência no passado, encontrando sempre força na unidade e, por isso, construir unidade entre os Estados-membros será a minha principal prioridade quando assumir o meu cargo em dezembro", declarou António Costa, comprometendo-se a pôr em prática a agenda estratégica do Conselho Europeu" e concentrar-se "nos cidadãos".

No Twitter, além de ter agradecido o apoio do PSE e do Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, nesta sua mensagem o ex-líder do executivo português congratulou-se com a decisão do Conselho Europeu de propor Ursula von der Leyen para um segundo mandato como presidente da Comissão Europeia e de nomear Kajas Kallas como alta representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

"Pretendo trabalhar em estreita colaboração com elas, num espírito de cooperação leal entre as instituições europeias", salientou.

António Costa agradeceu ainda ao presidente cessante do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, "pela sua enorme dedicação à Europa" e desejou-lhe o melhor para o seu restante mandato naquelas funções.

António Costa foi escolhido para suceder ao belga Charles Michel (no cargo desde 2019) na liderança do Conselho Europeu, a instituição da União Europeia que junta os chefes de Governo e de Estado do bloco europeu, numa nomeação feita por maioria qualificada (55% dos 27 Estados-membros, que representem 65% da população total).

Primeiro-ministro de Portugal entre 2015 e 2023, tendo chefiado três governos -- o último dos quais suportado por maioria absoluta no parlamento -, António Costa é o primeiro português e o primeiro socialista à frente do Conselho Europeu.

Meloni votou contra

A primeira-ministra de Itália, Georgia Meloni, foi a única líder europeia que votou contra o nome de António Costa para presidente do Conselho Europeu, confirmaram à Lusa fontes diplomáticas.

As mesmas fontes revelaram também que Georgia Meloni se absteve na escolha de Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia e da primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, para Alta-Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança. 

Mais tarde, Meloni justificou não ter apoiado a proposta para as novas lideranças na União Europeia (UE), incluindo o ex-chefe do Governo português António Costa, por considerar que é "errada no método e na substância". Numa mensagem na rede X, a líder do executivo italiano afirmou que decidiu não apoiar a proposta dos líderes europeus "por respeito aos cidadãos e às indicações que vieram desses cidadãos durante as eleições" para o Parlamento Europeu, realizadas em 09 de junho.

"Continuaremos a trabalhar para finalmente dar à Itália o peso que merece na Europa, disse ainda Meloni, 

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