Kim Yo Jong
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Coreia do Norte. Irmã de Kim Jong-Un avisa que programa nuclear do país é “absolutamente inegociável”

“Alguns responsáveis nos Estados Unidos ainda não acordaram dos seus sonhos irrealistas e anacrónicos”, escreveu Kim Yo-Jong num texto divulgado pelos meios oficiais norte-coreanos.
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Kim Yo-Jong, irmã e uma das mais influentes colaboradoras do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, garante que o estatuto de potência nuclear da Coreia do Norte não está sujeito a negociações. “O nosso estatuto de potência nuclear é absolutamente inegociável. Não toleraremos qualquer ameaça”, escreveu num artigo reproduzido pelo jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun.

A declaração surge na véspera de uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Pyongyang, esta segunda-feira (8), e em resposta a um comunicado da Casa Branca, divulgado após um encontro entre Xi e o presidente norte-americano, Donald Trump, em maio passsado. Nessa ocasião, Washington afirmou que os dois líderes tinham “reafirmado o objetivo comum da desnuclearização da Coreia do Norte”.

Agora, na antecâmara da visita do presidente chinês, Kim Yo-Jong veio a público rejeitar essa posição, classificando-a como irrealista. “Alguns responsáveis nos Estados Unidos ainda não acordaram dos seus sonhos irrealistas e anacrónicos”, afirmou no texto divulgado pelos meios oficiais norte-coreanos e citado pelo jornal Le Parisien.

A irmã de Kim Jong-Un, que é também diretora do vice-departamento do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, acrescentou ainda que “qualquer tentativa dos Estados Unidos para negar ou contestar o estatuto de potência nuclear” da República Popular Democrática da Coreia “não tem qualquer valor jurídico” e que o reforço da capacidade de dissuasão nuclear do país constitui “um caminho irreversível”.

A Coreia do Norte consagrou em 2023 na Constituição o carácter irreversível do seu estatuto nuclear, numa altura em que continua sujeita a sanções internacionais devido aos programas de armas atómicas e mísseis balísticos.

Kim Yo Jong
Coreia do Norte sublinha que nenhuma pressão fará com que deixe de ter armas nucleares
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