Donald Trump
Donald TrumpEPA/TOLGA AKMEN

Condenado a prisão perpétua homem que tentou balear Trump em campo de golfe na Florida

Ryan Routh, que tentou matar a tiro o então candidato à presidência dos Estados Unidos em 2024, foi ainda condenado uma pena consecutiva de sete anos por porte ilegal de arma.
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Foi condenado esta quarta-feira, 4 de fevereiro, a prisão perpétua, o homem que tentou matar a tiro Donald Trump num campo de golfe na Florida, em 2024.

A juíza distrital Aileen Cannon anunciou a sentença de Ryan Routh no mesmo tribunal de Fort Pierce onde o suspeito tentou esfaquear-se em setembro logo após ter sido considerado culpado de todas as acusações pelo júri.

A acusação tinha pedido prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não demonstrava arrependimento e nunca tinha pedido desculpa. Por outro lado, a defesa pedia 27 anos, alegando que Routh já está perto de completar 60 anos de idade.

Routh foi ainda condenado uma pena consecutiva de sete anos por porte ilegal de arma.

A sentença de Routh estava inicialmente marcada para dezembro, mas Cannon concordou em adiá-la depois de Routh ter decidido contratar um advogado durante a fase de sentença, em vez de se representar a si próprio, como fez durante a maior parte do julgamento.

No memorando de sentença, os procuradores afirmaram que Routh ainda não assumiu qualquer responsabilidade e deveria passar o resto da sua vida na prisão, de acordo com as diretrizes federais de sentença, tendo sido condenado por tentativa de homicídio de um importante candidato presidencial, uso de arma de fogo para a prática de um crime, agressão a um agente federal, posse ilegal de arma de fogo por parte de um criminoso condenado e uso de arma com número de série adulterado.

O novo advogado de defesa de Routh, Martin L. Roth, solicitou uma alteração às diretrizes de sentença: 20 anos de prisão, além de uma pena obrigatória de sete anos por uma das condenações por porte de arma.

“O arguido está a duas semanas de completar 60 anos. ma punição justa seria uma pena suficientemente longa para impor uma punição adequada, mas não excessiva, e permitir que o arguido volte a experimentar a liberdade, em vez de morrer na prisão”, escreveu Roth num documento.

Segundo os procuradores, Routh passou semanas a planear matar Trump antes de lhe apontar um rifle através de arbustos enquanto o então candidato republicano à presidência jogava golfe a 15 de setembro de 2024, no seu clube de campo em West Palm Beach.

No julgamento de Routh, um agente dos Serviços Secretos que ajudava a proteger Trump no campo de golfe testemunhou que avistou Routh antes de Trump aparecer. Routh apontou a sua espingarda ao agente, que por sua vez abriu fogo, fazendo com que Routh largasse a arma e fugisse sem disparar um único tiro.

No requerimento a solicitar um advogado, o suspeito ofereceu a própria vida numa troca de prisioneiros com pessoas injustamente detidas noutros países e disse que a oferta ainda estava de pé para que Trump “descarregasse as suas frustrações" na sua cara.

Cannon aprovou no verão passado o pedido de Routh para se representar no julgamento. O Supremo Tribunal dos EUA decidiu que os arguidos em processos criminais têm o direito de se representarem a si próprios em julgamento, desde que demonstrem ao juiz que são competentes para renunciar ao direito de serem defendidos por um advogado.

Os ex-defensores públicos federais de Routh atuaram como advogados de apoio e estiveram presentes durante o julgamento.

Routh tinha várias condenações anteriores por crimes graves, incluindo posse de bens roubados, e uma grande presença online a demonstrar o seu desprezo por Trump. Num livro autopublicado, incentivou o Irão a assassinar o atual presidente dos Estados Unidos e, a certa altura, escreveu que, como eleitor de Trump, deveria assumir parte da culpa por o ter eleito.

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