Desde que começou a namorar com Travis Kelce, Swift já assistiu a 12 jogos dos Kansas City Chiefs.
Desde que começou a namorar com Travis Kelce, Swift já assistiu a 12 jogos dos Kansas City Chiefs.EPA/SHAWN THEW

Como Taylor Swift está a enlouquecer os apoiantes de Trump

Um dos maiores receios da campanha do ex-presidente é que Taylor Swift dê o seu apoio à reeleição de Joe Biden, como fez há quatro anos, e que o faça no intervalo do Super Bowl. A relação da cantora com o jogador da NFL Travis Kelce também tem sido um prato cheio para as teorias da conspiração do campo do republicano.
Publicado a
Atualizado a

O foco das atenções da edição deste ano do Super Bowl está longe de ser o jogo entre os Kansas City Chiefs e os San Francisco 49ers, mas sim Taylor Swift e as teorias da conspiração que estão a ser propagandeadas pelos apoiantes de Donald Trump sobre a possível presença da estrela da pop - e namorada de Travis Kelce, dos Chiefs - na final da principal liga de futebol americano e maior evento desportivo dos Estados Unidos, marcado para o próximo dia 11 em Las Vegas. O que pode nem vir a acontecer, pois a cantora dá um concerto em Tóquio no dia anterior e poderá não chegar aos Estados Unidos a tempo do jogo.

As teorias são mais do que muitas e circulam a uma velocidade estonteante nas redes sociais e ganham destaque em meios de comunicação social mais próximos de Donald Trump, como as estações de televisão Fox News ou a One America News Network, e vão desde Taylor Swift ser uma agente secreta do Pentágono, estar a reforçar a sua legião de fãs à conta da NFL para assumir o seu apoio à reeleição de Joe Biden (que já agora, deverá ser feita no intervalo do Super Bowl) ou que ela e Travis Kelce são um falso casal criado para dar mais protagonismo à própria da NFL, aos democratas, às vacinas contra a covid-19 (Kelce já é porta-voz das vacinas anti-covid da Pfizer), etc., etc, etc., etc...

Travis Kelce é uma das maiores estrelas dos Chiefs e da NFL. Crédito: Facebook Kansas City Chiefs

Segundo a Rolling Stone, uma fonte próxima de Donald Trump chama este movimento contra Taylor Swift de “guerra santa”, que ganhará novos contornos se a cantora apoiar publicamente Joe Biden, como fez em 2020, e garante que o assunto tem vindo a ser discutido nos últimos meses pela campanha do republicano. A revista revela ainda que, nas últimas semanas, Trump tem dito ser “mais popular” do que Swift e ter mais apoiantes fiéis do que a cantora - só para se ter uma ideia: no Instagram, a cantora tem 280 milhões de seguidores, enquanto que o republicano se fica pelos 24 milhões.

Vivek Ramaswamy, antigo adversário de Trump nas primárias e agora seu apoiante, questionava-se na segunda-feira “quem é que vai ganhar o Super Bowl” e se “iria sair um grande apoio presidencial vindo de um casal criado artificialmente”. E garantiu que as suas conjeturas eram sérias: “O que as vossas pessoas chamam de teorias da conspiração eu chamo de amálgama de incentivos coletivos escondidos à vista de toda a gente”.

Já Jeanine Pirro, apresentadora da Fox News e conselheira política do ex-presidente, deixou um aviso a Swift para ficar fora da campanha: “Não te envolvas na política, não te queremos ver lá”. Também o jornalista televisivo e antigo candidato ao congresso, Mike Crispi, aproveitou o seu tempo em antena no domingo (antes dos Chiefs carimbarem o bilhete para o Super Bowl), para dizer também o que pensa sobre este assunto, defendendo que a NFL está a ser “manipulada” de forma a espalhar “propaganda democrata” através do sucesso dos Kansas City Chiefs. “KC ganha, vai ao Super Bowl, Swift aparece no espetáculo do intervalo e apoia Joe Biden com Kelce a partir do meio do campo”, vaticinou.

Na One America Network, a apresentadora Alison Steinberg defendeu que a relação de Swift e Kelce é um “espetáculo falso e cuidadosamente elaborado” com o objetivo de tornar as crianças “obcecadas por um homem que recebe milhões de dólares todos os anos para atirar uma bola enquanto promove vacinas mortíferas”.

Voltando à Fox News, o comentador Jesse Waters já deu a entender que Swift é uma agente do Departamento da Defesa e que a sua missão é participar numa guerra psicológica, fazendo ainda uma ligação entre o apoio dado anteriormente pela cantora a candidatos democratas, o grande sucesso da sua atual digressão mundial (e que já a colocou na capa da Time) e o facto de Travis Kelce ser porta-voz das vacinas da Pfizer contra a covid-19. “Já pensaram como ou porquê ela explodiu desta forma? Bem, há cerca de quatro anos, a unidade de operações psicológicas do Pentágono transformaram a Taylor Swift num ativo durante uma reunião da NATO”. 

O Pentágono já respondeu a esta alegação, e de forma bem disposta, através da sua porta-voz, Sabrina Singh. “No que diz respeito a esta teoria da conspiração, nós vamos deixar pra lá (em inglês, shake it off, numa referência a um dos grande sucessos de Taylor Swift).

Swifties também têm uma teoria

A legião de fãs de Taylor Swift - os swifties - também têm uma teoria para esta edição e como é certa a vitória do Kansas City Chiefs, tudo tendo por base o 13, o número favorito da cantora, que nasceu a 13 de dezembro. Ora, segundo os swifties, esta é a edição 58 do Superbowl e 5+8=13; o jogo realiza-se a 11/2 e 11+2=13; o adversário dos Chiefs são os 49ers e 4+9=13; e, caso consiga voltar a tempo do concerto que dará em Tóquio, será o 13.º jogo dos Chiefs a que Taylor assiste ao vivo.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias
www.dn.pt