Um edifício destruído em Qibdó, capital do departamento de Chocó.
Um edifício destruído em Qibdó, capital do departamento de Chocó.FOTO:EPA/Mauricio Dueñas Castañeda

Colômbia decreta emergência económica depois do sismo

Número de mortos subiu para 273, havendo ainda 377 desaparecidos (balanços não oficiais falam em 4200). Esta quinta-feira (13 de agosto) registaram-se duas réplicas, de magnitude 3,6 e 4,2.
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O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decretou o estado de emergência económica no país para fazer face à crise provocada pelo sismo de 10 de agosto e acelerar a reconstrução das zonas mais afetadas.

Segundo o balanço mais recente, o sismo de magnitude 7,4 provocou 272 mortos, havendo ainda pelo menos 377 desaparecidos (números não oficiais são menos otimistas e falam em mais de 4200), sendo que com o passar das horas a esperança de encontrar sobreviventes vai diminuindo. Esta quinta-feira (13 de agosto) houve duas réplicas de magnitude 3,6 e 4,2.

“O estado de emergência que estou a propor criará um fundo-milagre, uma entidade que canalizará contribuições nacionais e internacionais, as quais serão destinadas à reconstrução de hospitais, centros educativos, edifícios, estradas e aeroportos que sofreram danos com o terramoto”, explicou o presidente.

Além disso, acrescentou, vai também incluir “medidas de reativação económica que estimulem o investimento, reduzam os obstáculos ao desenvolvimento de projetos e criem mais emprego”.

Esta emergência baseia-se no artigo 215.º da Constituição e autoriza o presidente a legislar de forma temporária sem aprovação do Congresso. Cada declaração pode durar até 30 dias, não podendo exceder os 90 dias por ano, e está sujeita ao controlo do Tribunal Constitucional.

Entretanto, apesar de a cada hora ser mais difícil encontrar sobreviventes, os socorristas não desistem e estão a chegar equipas estrangeiras. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse contudo que uma equipa de militares do seu país foi impedida de entrar, com os colombianos a exigirem mais certificação, apesar de terem no currículo a ajuda em 98 países onde trabalharam “de forma solidária”.

Um grupo de artistas latinos organizou entretanto um concerto solidário. Inicialmente planeado para ajudar a Venezuela, após o duplo sismo de 24 de junho, o evento foi alargado para apoiar a Colômbia. Marc Anthony, Luis Fonsi e Chayanne são alguns dos nomes que vão atuar no concerto “Unidos por Los Nuestros”, que será transmitido em direto desde Miami no domingo (16 de agosto).

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