Casa Branca exclui CNN do Air Force One em viagem de Donald Trump
A Casa Branca excluiu a CNN do Air Force One na viagem que Donald Trump faz este sábado, 26 de setembro, ao Tennessee. A decisão acontece pouco depois de a estação televisiva, juntamnete com os meios Politico e MS NOW terem tido autorização para voltar a entrar nas instalações da Casa Branca depois de um veto do presidente.
Seguindo orientações dadas pela Casa Branca na sexta-feira à noite, a estação noticiosa foi substituída pela rede conservadora Real America’s Voice, na viagem do presidente norte-americano a Knoxville para assistir a um jogo de futebol americano universitário entre a Universidade do Tennessee e a Universidade do Texas.
Trata-se de uma nova restrição aos media da administração Trump, que tem vedado o acesso a órgãos de comunicação social cuja cobertura contesta.
O presidente tinha proibido na semana passada o acesso da CNN, do Politico e do MS NOW às instalações da Casa Branca. Mas um juiz federal suspendeu temporariamente a proibição, o que permitiu que os jornalistas destes meios regressassem na sexta-feira ao edifício.
A decisão do juiz Timothy Kelly limitava-se ao acesso regular dos jornalistas à Casa Branca, não esclarecendo se se aplicava também ao grupo restrito de jornalistas que acompanha o presidente e partilha a informação com os restantes órgãos de comunicação social. A ordem temporária do juiz também não dizia nada diretamente sobre o Air Force One.
Os órgãos de comunicação social envolvidos consideram que a decisão judicial abrange também a participação do grupo estrito de jornalistas que acompanha o presidente (‘pool’).
Na sexta-feira, a CNN voltou a integrar esse grupo durante uma visita de Donald Trump e do presidente da China, Xi Jinping, aos Arquivos Nacionais, depois de a Casa Branca ter aprovado as acreditações da estação.
O grupo de vídeo é composto por cinco grandes operadores de televisão norte-americanos, que se revezam na captação e partilha de imagens. Após a exclusão da CNN, os outros quatro recusaram-se a participar, em solidariedade com aquela estação.
No ano passado, excluiu também jornalistas da Associated Press de iniciativas na Casa Branca, devido à recusa da agência de notícias em adotar a designação “Golfo da América” para o Golfo do México, decisão posteriormente contestada com sucesso num tribunal federal e atualmente em curso.

