A Venezuela condenou esta sábado dia 29, a mensagem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o encerramento do espaço aéreo venezuelano, classificando-a como uma “ameaça colonialista”.“A Venezuela denuncia e condena a ameaça colonialista que pretende afetar a soberania do seu espaço aéreo, constituindo assim uma nova agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo venezuelano”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano, num comunicado..Trump avisa que espaço aéreo venezuelano está "totalmente fechado".Trump avisou no sábado que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”.“Todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos considerem o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela como totalmente fechado”, escreveu o líder norte-americano na sua rede social, a Truth Social.Esta declaração de Trump surge numa altura em que os Estados Unidos intensificam a pressão sobre a Venezuela com um grande destacamento militar nas Caraíbas, incluindo o maior porta-aviões do mundo, e admitem ataques terrestres no território venezuelano na luta contra os cartéis de droga.O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Caracas considerou que Trump pretende aplicar, de forma extraterritorial, a jurisdição ilegítima dos Estados Unidos na Venezuela.Para a diplomacia venezuelana, o Presidente norte-americano tenta “de forma insolente” dar ordens e ameaçar a soberania do espaço aéreo nacional, a integridade territorial, a segurança aeronáutica e a plena soberania do Estado venezuelano.“Este tipo de declarações constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do direito internacional e insere-se numa política permanente de agressão contra o nosso país”, acrescentou o ministério.Além disso, a diplomacia de Caracas salientou que com este anúncio a administração norte-americana “suspende unilateralmente os voos de migrantes venezuelanos que eram realizados regularmente no âmbito da repatriação de venezuelanos migrantes clandestinos” nos Estados Unidos.“Até à data, foram realizados 75 voos para a repatriação de 13.956 pessoas”, revelou, ressalvando que estes voos continuaram apesar da crise entre os dois países.Sob o pretexto de combater o narcotráfico, os Estados Unidos mantêm desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela.Adicionalmente, Washington associou o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ao Cartel de Los Soles, um grupo alegadamente envolvido no tráfico de droga e classificado como terrorista pelos Estados Unidos.Cuba, aliada de longa data da Venezuela, tem vindo a alertar desde o início para o clima de tensão e para o que classifica de “pretextos” de Washington para uma potencial agressão militar contra a Venezuela.Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na região.Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam os seus voos para aquele país. .Venezuela revoga autorizações de voo à TAP e a outras cinco companhias aéreas . O Governo venezuelano cumpriu a ameaça e revogou as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se “unirem aos atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos.