Capitão Tom Moore morre aos 100 anos com covid-19

O capitão Sir Tom Moore, o veterano da II Guerra Mundial que arrecadou milhões para instituições de caridade durante o primeiro confinamento da pandemia na Grã-Bretanha, morreu aos 100 anos após testar positivo ao covid-19.

Foram as filhas, Hannah e Lucy, que confirmaram a morte do capitão Sir Tom Moore esta terça-feira. "É com grande tristeza que anunciamos a morte de nosso querido pai, o capitão Sir Tom Moore. Somos muito gratas por estarmos com ele nas últimas horas de sua vida".

Em comunicado, divulgado à imprensa, as filhas do veterano da II Guerra Mundial dizem que passaram horas conversando com ele, relembrando a sua infância e "mãe maravilhosa". "Partilhamos risos e lágrimas juntos", afirmam.

"O último ano da vida de nosso pai foi nada menos que notável. Ele rejuvenesceu e experimentou coisas que sempre sonhou", acrescentaram ainda.

Hannah e Lucy alogiam ainda o cuidado que o pai recebeu do serviço de saúde britânico e dos seus cuidadores. Moore tinha sido internado no hospital de Bedford no domingo, depois de estar a ser tratado a uma pneumonia durante algum tempo e com teste positivo para a covid-19 na semana passada. O veterano da II Guerra Mundial esteve a ser tratado em casa até domingo altura em que precisou de ajuda adicional para respirar.

Os esforços que o capitão fez para arrecadar fundos durante o primeiro confinamento nacional em abril do ano passado resultaram em cerca de 44 milhões de euros para instituições de caridade do NHS, o serviço nacional de saúde britânico, após ter prometido dar 100 voltas em seu jardim antes de seu 100º aniversário. O que captou a admiração de fãs de todo o mundo.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson afirmou que os "esforços heróicos de Moore levantaram o ânimo de toda a nação", enquanto o duque de Cambridge o elogiou como uma "máquina de arrecadação de fundos".

Nascido em Keighley, West Yorkshire, em abril de 1920, Moore concluiu uma licenciatura como engenheiro civil e, em seguida, ingressou no exército. Em 1940, ele foi selecionado para a formação de oficiais e ascendeu ao posto de capitão, sendo posteriormente colocado no nono batalhão do Regimento do Duque de Wellington, na Índia.

O capitão serviu e lutou no Arakan, no oeste da Birmânia, desde então renomeado como Estado de Rakhine, e foi com seu regimento para Sumatra após a rendição japonesa. Depois da guerra, voltou ao Reino Unido e trabalhou como instrutor na Escola de Veículos de Combate Blindados em Bovington, Dorset. Morou em Kent durante muitos anos antes de se mudar para Bedfordshire em 2007 para ficar junto da sua família.

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