Ataques aéreos e com drones atingiram esta sexta-feira várias localidades no sul do Líbano, causando pelo menos um morto e vários feridos, apesar do cessar‑fogo anunciado esta semana entre Israel e Beirute e que contou com a mediação dos Estados Unidos da América. A Agência Nacional de Notícias (NNA) informou que, no distrito de Nabatieh, um ataque durante a madrugada contra um edifício em Doueir matou uma pessoa e feriu outra e, ao amanhecer, um drone atingiu uma motorizada e feriu mais uma pessoa.Pouco antes, a agência noticiosa libanesa tinha adiantado que um outro ataque aéreo — com pelo menos quatro mísseis — feriu 12 civis e destruiu um edifício bancário perto do Hospital Jabal Amel, em Tiro. Houve também relatos de bombardeamentos de artilharia contra Deir Amas e de ataques nas proximidades de Burj Qalawiya e Deir Kifa, na mesma região.O Hezbollah e as forças israelitas trocaram ações hostis nas últimas horas. O movimento xiita afirmou ter lançado um míssil de precisão contra uma concentração de veículos e soldados israelitas junto ao Castelo de Beaufort, a norte do rio Litani, dizendo que a ação foi "em resposta à violação do cessar‑fogo pelo inimigo israelita" e aos ataques contra aldeias no sul do Líbano.Horas antes, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitara o acordo de cessar‑fogo alcançado em Washington, declarando que exigir que os combatentes do movimento abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição" e recusando qualquer compromisso de retirada enquanto houver "ocupação". Qassem pedia um cessar‑fogo total e a retirada israelita das áreas afetadas.Estes novos episódios no conflito surgem depois de Israel e o governo libanês terem anunciado, na passada quarta‑feira, a renovação do cessar‑fogo e a criação de zonas de segurança-piloto no Líbano, condicionadas à cessação completa das operações do Hezbollah a sul do rio Litani. Um acordo que prevê que o exército libanês assuma o controlo dessas zonas, mas ainda não está claro como serão implementadas na prática.Do lado israelita, o ministro da Defesa reiterava a disposição de atingir alvos em Beirute se o Hezbollah continuasse a atacar, e afirmava que o acordo permite a continuação de operações israelitas no sul. O presidente libanês, Joseph Aoun, qualificava o pacto como "a última oportunidade para alcançar um cessar‑fogo global e definitivo" e dizia aguardar a posição final do Hezbollah..Israel mantém ataques no Líbano, Hezbollah rejeita cessar-fogo