Bolsonarista culpa IA de inserir “presidente eleito” em carta de Flávio Bolsonaro
O influenciador digital bolsonarista Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, admitiu esta quinta-feira o uso do ChatGPT na carta de Flávio Bolsonaro e culpou a inteligência artificial por inserir a expressão “presidente eleito”.
Muito próximo da família Bolsonaro, Figueiredo usou as redes sociais para explicar as diferentes versões divulgadas da carta, entre elas uma primeira edição com publicação do brasão oficial antigo, que exibia a inscrição "Estados Unidos do Brazil".
Poucas horas após aterrar nos EUA fugido do Brasil, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que acusou, sem provas, que as eleições brasileiras foram fraudulentas, afirmou que era vítima de perseguição política e, numa primeira versão, designou-se como “verdadeiro presidente do Brasil”.
Cerca de 20 minutos após divulgar a carta, mudou a versão do texto, designando-se como “líder do Brasil”.
Paulo Figueiredo explicou que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que está foragido da Justiça nos EUA, “pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República".
"Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei”, escreveu.
“O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro ‘presidente eleito’”, acrescentou.
“Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa”, realçou.
Fontes do Departamento de Estado dos EUA afirmaram, sob reserva, a jornalistas do UOL e do portal G1, que pediram à equipa de Flávio para retirar o termo "presidente eleito" da carta, porque a expressão poderia interferir nos interesses diplomáticos de Washington com Brasília.

