Ébola. Aumenta para 702 mortos e para 1926 casos confirmados na RDCongo
EPA/DIEUDONNE DIROLE

Ébola. Aumenta para 702 mortos e para 1926 casos confirmados na RDCongo

O Instituto Nacional de Saúde Pública da RDCongo alertou para o aumento semanal de casos confirmados, um sinal de transmissão contínua na comunidade.
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O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou esta segunda-feira, 13 de julho, para 702 o número de mortos e para 1926 os casos confirmados no surto de ébola declarado a 15 de maio no leste do país.

Segundo as autoridades, com dados até 11 de julho, a taxa de letalidade situa‑se em 36,4%. Há 753 pacientes em isolamento ou hospitalização e 318 pessoas recuperadas.

A taxa de rastreio de contactos ascende a 78,3% nas províncias orientais de Ituri, o epicentro da epidemia, e em Kivu Norte e Kivu Sul, precisaram as autoridades. As investigações prosseguem em Tshopo e Haut‑Uele, após a deteção de casos e mortes, maioritariamente importados de Ituri.

Mantêm‑se os esforços para reforçar a deteção precoce, melhorar o atendimento e consolidar a mobilização comunitária”, indicou o ministério.

O Instituto Nacional de Saúde Pública da RDCongo alertou também para o aumento semanal de casos confirmados, um sinal de transmissão contínua na comunidade.

O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico. A Organização Mundial da Saúde considera “alto” o risco de expansão na África subsariana e “baixo” a nível global.

Os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecem que um surto de Ébola pode ser considerado encerrado se não forem detetados novos casos durante 42 dias consecutivos, o dobro do período de incubação do vírus.

O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul.

A epidemia alastrou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos, 15 dos quais importados da RDCongo, entre os quais se contam duas mortes.

O surto está associado à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera “elevado” o risco de propagação do surto na África Subsariana e “baixo” à escala global.

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.

Trata-se da terceira pior epidemia de Ébola da história registada até à data e é a 17.ª a afetar a RDCongo.

O surto atual fica apenas atrás do que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11 mil mortes e 28 mil casos, e de outro que afetou o leste do Congo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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