Biden ameaça Putin com "fortes sanções económicas" em caso de intervenção na Ucrânia

Numa conferência virtual entre os dois líderes, Biden manifestou "profunda preocupação" face ao aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia

O presidente norte-americano Joe Biden "fez saber" a Vladimir Putin, em conferência virtual entre os dois líderes, que a Rússia arrisca "fortes sanções, incluindo económicas" em caso de escalada militar na Ucrânia, indicou esta terça-feira a Casa Branca.

Biden exprimiu "a profunda preocupação" dos Estados Unidos e dos seus aliados face ao aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, prosseguiu a Casa Branca, antes de precisar que os dois chefes de Estado também abordaram a cibersegurança e o seu "trabalho comum sobre assuntos regionais como o Irão".

Ainda segundo a Casa Branca, Biden reiterou o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia e apelou à diminuição das tensões e ao "regresso à diplomacia".

Após uma conversa que se prolongou por cerca de duas horas, os dois presidentes "encarregaram as suas equipas de darem seguimento" aos temas abordados, e os Estados Unidos planeiam efetuá-lo "de forma coordenada com os seus aliados e parceiros", em particular na Europa, prossegue o comunicado.

No decurso da cimeira virtual, Biden e Putin também se referiram ao diálogo bilateral entre os seus países e relacionado com o equilíbrio estratégico, e sobre outra iniciativa entre Washington e Moscovo relativa aos ataques com ransomware, um ataque no qual sistemas e informações ficam retidos, sendo posteriormente pedido um resgate para o desbloqueamento.

A casa Branca já está a delinear um "pacote" de fortes sanções económicas com os parceiros europeus e a própria Ucrânia para dissuadir Putin de um eventual ataque ao país vizinho, em cujas fronteiras se concentram entre 70 000 e 94 000 soldados russos, segundo os serviços de informações dos EUA e de Kiev.

Os Estados Unidos têm referido que a Rússia poderia atacar ou invadir a Ucrânia com cerca de 175 000 soldados, e Kiev calcula que o momento mais provável seria em finais de janeiro de 2022. Moscovo tem desmentido todas estas alegações.

Tratou-se da segunda reunião entre os dois líderes, depois de um encontro presencial realizado em junho passado em Genebra (Suíça).

Na sequência da sua conversa telefónica com Putin, que segundo as agências noticiosas russas durou cerca de duas horas e terminou próximo das 17.00 horas de Lisboa, Biden vai telefonar para o presidente francês, Emmanuel Macron, para a chanceler alemã, Angela Merkel, para o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, responderá ainda esta terça-feira a perguntas numa conferência de imprensa sobre o telefonema entre Biden e Putin.

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