Dois antigos primeiros-ministros israelitas, Naftali Bennett (junho de 2021 a junho de 2022) e Yair Lapid (interino entre julho a dezembro de 2022), voltam a aliar-se para tentar derrotar Benjamin Netanyahu nas eleições de 27 de outubro. Mas as primeiras sondagens não são positivas para a aliança batizada “Juntos - Liderada por Bennett”, dando-lhe menos deputados do que os dois partidos conseguiam separados nas últimas pesquisas. “A era das divisões acabou”, disse Bennett na apresentação da aliança, que enviará uma lista comum às eleições, falando no “ato mais sionista e patriótico” que ele e Lapid (o atual líder da oposição) fizeram em prol de Israel. Mostrando-se confiante de que estão “a caminho da vitória”, convidou ainda o líder do partido Yashar!, o ex-chefe das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot, a juntar-se à aliança. “A nossa porta também está aberta para si”, afirmou.“Estamos hoje a unir-nos para vencer as eleições e estabelecer um governo sionista forte e estável. Uma parceria entre o centro e a direita, entre religiosos e seculares, entre o norte e o sul - sem evasão do serviço militar obrigatório e sem extremismo”, disse por seu lado Lapid, explicando que está “a pôr o ego de lado e a fazer o que é certo para o Estado de Israel”, apoiando Bennett para primeiro-ministro.Os dois já estiveram aliados entre 2021 e 2022, acordando assumir o cargo máximo de forma alternada, liderando uma coligação composta por partidos de direita, centro e esquerda, além dos árabes do Ra’am. Mas voltar a derrotar Netanyahu, o primeiro-ministro israelita que há mais tempo está no poder (a caminho dos 19 anos, em três períodos diferentes), parece agora mais difícil, ainda para mais se não conseguirem atrair Eisenkot. Uma sondagem revelada esta segunda-feira (27 de abril) pelo site Walla News coloca o Likud como o maior partido no Knesset, com 28 lugares (mais quatro do que na sondagem anterior), com a sua coligação a eleger 51 representantes (a dez da maioria de 61).Mas a oposição também não chegaria lá, ficando-se pelos 59 deputados - dependente dos partidos árabes, que devem eleger dez. O “Juntos” teria 27, menos quatro do que a Nova Direita de Bennett e o Yesh Atid de Lapid conquistavam separados na sondagem anterior. O partido de Eisenkot surge com 15 lugares, subindo três. O líder do Yashar! descreveu a aliança como o “bloco da esperança”, mas não se compromete em juntar-se, defendendo que são precisos mais votos e que poderá ser melhor procurá-los em separado. .Quem é o ex-líder das IDF que perdeu o filho na guerra em Gaza e quer derrotar Netanyahu?