Os destroços do avião que desaparecera esta terça-feira com 28 pessoas a bordo, no extremo oriental da Rússia, foram encontrados a quatro quilómetros do aeroporto onde deveria ter aterrado, informou a agência aérea russa.."As equipas de resgate encontraram os destroços do avião", disseram as autoridades russas, num comunicado, esclarecendo que as operações estão a ser particularmente difíceis por causa da geografia do local..O aparelho, uma aeronave turbo-hélice bimotor, tinha saído da cidade russa de Petropavlovsk-Kamchatsky, na península de Kamchatka, com destino à localidade de Palana, de acordo com as agências russas Interfax e RIA Novosti.."O avião cessou a comunicação via rádio quando estava prestes a aterrar. Não informou de quaisquer problemas a bordo", disse uma fonte dos serviços de emergência regionais, citada pela agência oficial TASS..Segundo a mesma fonte, a aeronave pode ter caído no Mar de Okhotsk, quando executava a manobra de aproximação ao aeródromo de Palana..De acordo com as agências russas, a bordo seguiam, além dos seis membros da tripulação, 22 passageiros, incluindo duas crianças..A manutenção técnica deficiente e a falta de regulamentos de segurança já provocaram vários acidentes no setor da aviação russo..O último acidente grave registou-se em maio de 2019, quando um avião Sukhoi Superjet, pertencente à companhia aérea nacional Aeroflot, foi forçado a aterrar, explodindo na pista de um aeroporto de Moscovo e matando 41 pessoas..Em fevereiro de 2018, um aparelho AN-148, da Saratov Airlines, despenhou-se pouco depois da descolagem, perto de Moscovo, matando as 71 pessoas a bordo..Uma investigação determinou que um erro humano esteve na origem do acidente..O transporte aéreo na Rússia também está sujeito a condições de voo frequentemente difíceis, em áreas remotas do Ártico e do extremo oriente..Atualizado às 12:30