Atraso da AstraZeneca reduziu velocidade da vacinação na UE. Bruxelas admite "refletir" sobre exportações da vacina

"A AstraZeneca, infelizmente, não cumpriu a meta de produção e entrega o que, dolorosamente, reduziu a velocidade da campanha de vacinação", lamentou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lamentou esta quarta-feira que os atrasos na produção e entrega de vacinas da covid-19 pela farmacêutica AstraZeneca tenha "reduzido a velocidade da campanha de vacinação na União Europeia (UE).

"A AstraZeneca, infelizmente, não cumpriu a meta de produção e entrega o que, dolorosamente, reduziu a velocidade da campanha de vacinação", disse a líder do executivo comunitário, em conferência de imprensa.

A farmacêutica britânica comprometeu-se inicialmente a "fornecer 90 milhões de doses até final do trimestre, mas fez uma primeira redução para 40 milhões e agora a sua projeção é de reduzir para 30 milhões", acrescentou Von der Leyen.

Se a AstraZeneca cumprir, até ao fim do mês, com o que prometeu agora, "no final do trimestre terão sido entregues 100 milhões de doses" de vacinas da covid-19.

Ursula von der Leyen disse ainda que a BioNtech-Pfizer e a Moderna estão a cumprir os contratos celebrados, com a entrega, respetivamente, de 66 milhões de doses de vacinas e de dez milhões, "tal como foi contratado", salientou.

A presidente da Comissão Europeia levantou a hipótese de endurecer condições das exportações da vacina.

"Temos de garantir que haja reciprocidade e proporcionalidade. Se a situação não mudar, teremos de refletir sobre como fazer para que as exportações para países produtores de vacinas dependa do seu nível de abertura. (...) Todas as opções estão sobre a mesa", afirmou Von der Leyen.

Bruxelas quer que livre-trânsito esteja em vigor no verão

A Comissão Europeia propôs hoje a criação de um livre-trânsito digital para comprovar a vacinação, testagem ou recuperação da covid-19, visando retomar a livre circulação, um documento bilingue e com código QR que quer em vigor até junho.

Simultaneamente, Bruxelas adotou uma comunicação na qual traça o caminho a seguir com vista a um levantamento gradual das restrições na UE quando a situação epidemiológica da covid-19 o permitir, insistindo na necessidade de coordenação.

Atualmente, há quatro vacinas contra a covid-19 aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA): BioNTech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen (grupo Johnson & Johnson), sendo que esta última só estará no mercado no segundo trimestre.

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