Atentado com carro-bomba faz pelo menos 11 feridos em cidade colombiana na fronteira com a Venezuela
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Atentado com carro-bomba faz pelo menos 11 feridos em cidade colombiana na fronteira com a Venezuela

Atentado acontece uma semana antes da tomada de posse do novo presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que prometeu mão dura contra violência organizada.
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Pelo menos 11 pessoas, entre as quais oito polícias, ficaram feridas na madrugada deste sábado (1 de agosto) na sequência da explosão de um carro-bomba junto ao comando da polícia do departamento Norte de Santander, em Cúcuta, cidade colombiana junto à fronteira com a Venezuela.

Segundo as autoridades locais, citadas pela agência EFE, o veículo carregado com explosivos detonou no bairro de Tasajero, perto do mercado abastecedor Cenabastos, uma zona onde circulam habitualmente camiões e outros veículos durante a madrugada, o que terá permitido que o automóvel não levantasse suspeitas antes da explosão.

Além dos oito agentes, ficaram feridos três civis, tendo sido ainda registados danos em habitações e estabelecimentos comerciais próximos. Até ao momento, nenhuma organização reivindicou o ataque.

O atentado acontece numa altura em que Cúcuta celebra as suas festas anuais e apenas uma semana antes da tomada de posse do novo presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, marcada para 7 de agosto. O futuro chefe de Estado, que prometeu mão dura contra a violência organizada, já condenou o ataque, classificando-o como um "cobarde atentado terrorista", e prometeu identificar e levar os responsáveis à justiça.

Também o ministro da Defesa indigitado, o general reformado Jorge Eduardo Mora, natural de Cúcuta, garantiu que "os violentos não conseguirão semear o medo nem vergar as instituições".

Segundo a EFE, a violência agravou-se nos últimos dias naquela região, que é um dos principais focos de instabilidade na Colômbia, sendo palco de atuação de vários grupos armados ilegais, entre os quais a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e a Frente 33 dissidente das antigas FARC.

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