Ataque russo mata um bebé no nordeste ucraniano
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Ataque russo mata um bebé no nordeste ucraniano

Governador da região de Kharkiv diz que um hotel ficou destruído após dois ataques russos com mísseis S-300. A UE vai enviar meio milhão de munições até ao final de março, anunciou Ursula von der Leyen.
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Um bebé de dois meses morreu e três mulheres ficaram feridas esta terça-feira num ataque russo no nordeste da Ucrânia, anunciou o governador da região de Kharkiv, Oleg Synegubov.

"Por volta das 02:30, no horário local (00:30 em Lisboa), um hotel de três andares foi destruído em Zolochiv (...), após dois ataques com mísseis S-300 dos "ocupantes russos", disse o governador nas redes sociais.

"Uma criança de dois meses morreu. Três mulheres ficaram feridas e foram hospitalizadas", lamentou.

Segundo o responsável, o bebé "nasceu em 04 de dezembro de 2023" e as três mulheres feridas "por estilhaços" têm 21, 28 e 39 anos.

A mãe da criança está entre as pessoas hospitalizadas, afirmou Synegoubov.

No total, segundo o governador ucraniano, "sete casas, nove infraestruturas civis [lojas, cafés, quiosques] e dois edifícios administrativos locais" ficaram danificados no ataque noturno russo.

Zolochiv é uma pequena cidade localizada ao norte de Kharkiv, a menos de 25 quilómetros da fronteira com a Rússia, e tinha quase oito mil habitantes antes da invasão russa em 2022.

UE envia meio milhão de munições até ao final de março

O ataque aconteceu horas antes de a presidente da Comissão Europeia ter anunciado, esta terça-feira, que até ao final de março a União Europeia (UE) vai conseguir entregar 500.000 munições de artilharia à Ucrânia, metade daquilo que foi prometido há um ano.

"A indústria da defesa europeia aumentou a capacidade de produção em 40%. Até ao final do próximo mês vamos entregar mais de meio milhão de munições de artilharia. E mais de um milhão até ao final do ano", anunciou Ursula von der Leyen, durante um debate sobre dois anos de invasão da Rússia à Ucrânia, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Em março de 2023, a UE prometeu que ia entregar até março deste ano um milhão de munições de grande calibre, especificamente de 155 milímetros, mas até novembro do ano passado tinha conseguido pouco mais de 300.000 munições, entre aquisição conjunta e reforço da produção. No início de janeiro, vários governantes admitiram a impossibilidade de cumprir a promessa até março, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho.

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